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Friday, January 25, 2013
O Presidente mais pobre do mundo
Este presidente Chama-se José Mujica. É Presidente do Uruguai. Homem de sábias palavras, com mais ética com mais dignidade do que o nosso atual inquilino de Belém. Este cidadão doa 90 % do seu ordenado e tem uma vida austera
Tuesday, July 17, 2012
Política e moralidade
Um estrangeiro que chegasse hoje a Portugal teria dificuldade em perceber porque é que os portugueses andam todos indignados a pedir a demissão do ministro Relvas. Por entre tanta indignação e rasgar de vestes, é difícil encontrar quem tente justificar porque é que nestas circunstâncias um ministro se deve demitir. Uma das poucas excepções é este texto de Carlos Fiolhais que a dado momento diz o seguinte:
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Assim como não é nenhum crime requerer, pagando, equivalências de cadeiras universitárias ao abrigo da Declaração de Bolonha. O problema não é, porém, de legalidade, mas sim de moralidade. Com que cara pode o governo pedir exigência no ensino se, dentro dele, se encontram casos de falta de exigência?
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Esta passagem chamou-me a atenção porque é uma tentativa de estabelecer uma ligação entre política e moralidade que tem tudo para correr mal. Tem tudo para correr mal porque a sociedade portuguesa não conseguiria nunca viver sob um nível tão alto de exigência e rapidamente assistiriamos a situações iguais que não teriam o mesmo tratamento. Em vez que promover uma sociedade virtuosa, este ênfase na moralidade e na autoridade moral dos políticos tende inevitavelmente a promover a hipocrisia.
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A sociedade portuguesa tem experiência suficiente em casos semelhantes para não haver muitas ilusões nesta matéria. Para quem não se lembra, o caso da licenciatura de Sócrates Pinto de Sousa é de 2007. Este caso não suscitou pedidos de demissão do Primeiro-Ministro nem impediu a vitória eleitoral de Pinto de Sousa em 2009. Isto é, eleitores que já sabiam dos problemas da licenciatura de Pinto de Sousa votaram nele à mesma (aposto que muitos deles agora pedem a demissão de Relvas). Este é o padrão da política portuguesa, goste-se ou não dele, e foi de certa forma legitimado pela prática e pelas urnas. Lembre-se ainda que as tentativas por parte de Marques Mendes ou Manuela Ferreira Leite de moralizar a política acabaram por ser rapidamente anuladas por casos de hipocrisia (Isabel Damasceno, António Preto) e por culminar em derrotas políticas e eleitorais.
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Wednesday, June 13, 2012
Vontade Política de Mudar as Coisas
«Quando o Tribunal de Contas (TC) descobre que o Estado ou as suas empresas gastam mal os nossos impostos ou assinam negócios ruinosos para os contribuintes, a pergunta que todos fazemos há anos é esta: “Nada acontece aos responsáveis?” A realidade portuguesa das últimas décadas prova que a resposta é negativa, ficando impunes os casos de má gestão de dinheiros públicos. O TC tem dedicado atenção a concursos de obras públicas, nos quais já ocorreram derrapagens financeiras de 300% ou atrasos na sua conclusão de mais de oito anos, ou em que não foi estimado o valor actual dos encargos com a manutenção e a conservação das infra-estruturas e equipamentos e por isso se transformaram em verdadeiros elefantes brancos. Todos nos lembramos dos casos dos estádios do Euro 2004, da Ponte Rainha Santa Isabel, em Coimbra, do Túnel do Terreiro do Paço, em Lisboa, ou da Casa da Música, no Porto. O TC arrasou ainda parcerias público-privadas (PPP) por serem desastrosas para os contribuintes e insustentáveis para as gerações futuras – e logo nos recordamos dos casos da Lusoponte, das Scut, dos contentores de Alcântara ou da Metro do Sul do Tejo. Nestas situações, e em muitos outras, o TC realiza auditorias, faz as contas e conclui que centenas ou milhares de milhões são mal gastos, porque os gestores públicos não respeitam os critérios da economia, eficiência e eficácia. Mas a lei orgânica do TC não lhe permite punir os responsáveis, porque só considera ilegalidades as infracções financeiras. E os portugueses, atónitos, olham para tudo isto como mais uma fatalidade lusitana. Só que não há aqui qualquer fado ou fardo que os contribuintes, no limite da exaustão fiscal, devam continuar a suportar. O que me salta à vista é uma inexplicável falta de coerência e de vontade política do legislador de mudar as coisas.De acordo com a lei orgânica do TC, o dispêndio de dinheiros públicos sem respeito pelos critérios da economia, da eficiência e da eficácia pode e deve ter a primazia de ser auditado e criticado por aquele tribunal. Inexplicavelmente, aquela lei não elenca as importâncias mal gastas pelos gestores públicos como infracção financeira, punível pelo TC, com multa ou reintegração nos cofres públicos. Isto apesar de já ter sido modificada cinco vezes pelo parlamento, a última das quais em 2012, não obstante o legislador impor, desde 1990 e até em leis de valor reforçado (Lei n.o 52/2011, de 13 de Outubro), que nenhuma despesa pública pode ser autorizada ou paga sem que satisfaça o princípio da economia, eficiência e eficácia. Os senhores deputados devem criar uma lei que permita punir exemplarmente os gestores públicos, incluindo os decisores políticos, que autorizem ou paguem despesas que não tenham “em vista a obtenção do máximo rendimento com o mínimo de dispêndio, tendo em conta a utilidade e prioridade da despesa e o acréscimo de produtividade daí decorrente” (Decreto-Lei n.o 155/92, de 28 de Julho, artigo 22.o n.o 3).»
Friday, March 30, 2012
Cruddas demitiu- se ! Só por Isto ?
Em Portugal, nenhum político faria este disparate.
De demitir-se, naturalmente
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Thursday, September 22, 2011
Madeira e afins
1. Convinha mesmo saber se estanotícia do DN é verdadeira. Se realmente "30 figuras de topo do Estado [foram ao longo do tempo] avisadas sobre a Madeira", e optaram por não tomaram quaisquer medidas correctivas ou avisado as autoridades competentes, estas devem ser co-responsabilizadas.
2. O PGR ordenoua abertura de um inquérito para averiguar "eventuais responsabilidades de ilícitos penais". Alguém conhece resultados dos anteriores processos abertos por Pinto Monteiro? E o caso Lopes da Mota?
3. Serão conhecidos até ao final da semana os resultados da auditoria ao IDP. Os montantes são bastante inferiores mas o esquema parece em tudo semelhante ao ocorrido na Madeira.
4. Quantas mais "Madeiras" existirão por aí?
2. O PGR ordenoua abertura de um inquérito para averiguar "eventuais responsabilidades de ilícitos penais". Alguém conhece resultados dos anteriores processos abertos por Pinto Monteiro? E o caso Lopes da Mota?
3. Serão conhecidos até ao final da semana os resultados da auditoria ao IDP. Os montantes são bastante inferiores mas o esquema parece em tudo semelhante ao ocorrido na Madeira.
4. Quantas mais "Madeiras" existirão por aí?
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Friday, May 20, 2011
A " simpatia " de Pinto de Sousa
Quem não está habituado à crítica reage assim.
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Tuesday, May 17, 2011
Memorando do entendimento com a troika
Memorando de entendimento
Como não interessa ao governo, este só traduziu 15 páginas do acordo de entendimento com a troika. O governo, como é hábito , não gosta de mostrar a verdade aos portugueses.
Como não interessa ao governo, este só traduziu 15 páginas do acordo de entendimento com a troika. O governo, como é hábito , não gosta de mostrar a verdade aos portugueses.
Parabéns ao Aventar pelo excelente serviço público.
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Wednesday, May 11, 2011
Mudar o regime
Pinto de Sousa e o Partido Socialista são responsáveis pela situação em que o país se encontra. É uma evidência cuja demonstração se basta no facto de o governo lhes pertencer há seis anos. Mas isto não significa que o país estivesse bem antes de José Sousa assumir o governo. O país já estava mal, a dívida pública (que José Sousa praticamente duplicou) era já imensa e galopante, e o precipício começava a estar à vista. Na verdade, o estado português já gasta acima das suas possibilidades desde, pelo menos, o segundo governo de Aníbal Cavaco Silva, que lançou a agora tão censurada “política do betão”, promoveu obras faraónicas e fez crescer o funcionalismo público muito para além do necessário. António Guterres agravou drasticamente este cenário com os “rendimentos mínimos”, a sua “paixão pela educação”, os “jobs for the boys” com que ele prometera terminar, a criação das famosas e inúmeras “fundações” do regime, os “Euros” da bola, e, genericamente, com um dramático aumento da presença do estado na vida das pessoas. Durão Barroso, que prometera acabar com isto, fugiu do governo ao fim de dois anos e meio e depois de ter lançado algumas medidas saneadoras que não corresponderam à necessária reforma do estado português. Mesmo antes de migrar para Bruxelas, Barroso já tinha desistido de mexer a sério no estado quando nomeou Deus Pinheiro para presidir à sua suposta reforma.
Daqui se deve concluir que não bastará mudar de governo e receber o dinheiro do empréstimo para recuperar o país. Pelo contrário, se a oposição – que se presume suceda no governo ao Partido Socialista – se convencer que basta mudar as pessoas e o estilo da gestão e não o próprio regime, isto é, o modelo socializante em que temos vivido, agravaremos mais ainda a nossa situação e o país não terá salvação nas próximas décadas.
Daqui se deve concluir que não bastará mudar de governo e receber o dinheiro do empréstimo para recuperar o país. Pelo contrário, se a oposição – que se presume suceda no governo ao Partido Socialista – se convencer que basta mudar as pessoas e o estilo da gestão e não o próprio regime, isto é, o modelo socializante em que temos vivido, agravaremos mais ainda a nossa situação e o país não terá salvação nas próximas décadas.
Thursday, May 05, 2011
Chumbo do PEC 4 fez descer os juros em 5%
Como diria o mestre de propaganda Pinto de Sousa, ainda vamos ter saudades do PECIV.
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Wednesday, May 04, 2011
105 mil milhões
Será o montante da ajuda a Portugal, a fazer fé nesta notícia. Recordo que, aquando da formalização do pedido da dita, se falava num valor entre 70 e 80 mil milhões. Seria interessante saber que buracos escondidos justificam tal acréscimo. O que só vem reforçar a necessidade de uma auditoria às contas públicas.
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Monday, May 02, 2011
Défice Público: 5 propostas
“O Estado português chegou à bancarrota porque sucessivos governos andaram a beneficiar os amigos, esbanjando o dinheiro dos nossos impostos. Não será pois admissível que, na hora de poupar e proceder a cortes na despesa, sejam os mais humildes e a classe média a sofrer os maiores sacrifícios.”
Pelo contrário, deverão ser os que mais usufruíram desta bandalheira generalizada a abdicar dos seus múltiplos privilégios. Os cortes devem ser drásticos, mas não nos salários ou nas pensões. Devem, sim, afectar os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado. É este o único objectivo que justifica uma “ampla unidade nacional” para implementar as medidas que se impõem.
Em primeiro lugar, urge promover uma renegociação global de todas as parcerias público-privadas. As rentabilidades garantidas em alguns destes negócios atingem valores escandalosos, superiores a 14% (!), como acontece nas SCUT, e deverão ser reduzidas para menos de metade. Com esta atitude de determinação face às concessionárias, obter-se-ia uma poupança estimada em mais de mil milhões de euros por ano. A segunda medida que permitiria poupar muitos milhões aos cofres do Estado consiste na imediata reestruturação da dívida pública. Bastará resolver os contratos de crédito ruinosos assumidos nos últimos meses, substituindo empréstimos contraídos a taxas de juro de mais de 6%, por taxas mais favoráveis, da ordem de 3%, aqui com o apoio de organismos internacionais. Obter-se-ia assim uma poupança superior a mil milhões de euros anuais (valores que são aliás públicos).
Impõe-se ainda reduzir, de imediato, e pelo menos para metade, os alugueres e rendas imobiliárias que o Estado paga neste momento. São centenas de milhões de euros por ano, em valor não quantificável com precisão. Recorde-se que o mercado imobiliário está em baixa e as rendas nos privados vêm diminuindo progressivamente. Para além de que muitos contratos foram artificialmente inflacionados numa lógica de favor do Estado aos proprietários. A adesão aos novos valores por parte dos senhorios deve ser obviamente facultativa; e nos casos em que não se verifique, o Estado deve encontrar alternativa, respeitando todos os compromissos legalmente assumidos.
Outra área onde se poderia ainda obter um enorme ganho seria ao nível da formação profissional. A maioria das acções actualmente em curso em Portugal é inútil ou até perversa. Raramente cumprem a sua missão, limitando-se a manter os formandos ocupados e subsidiodependentes; e, claro, permitindo o enriquecimento de alguns “empresários” mais habilidosos. A supressão deste modelo de formação profissional financiada permitiria um encaixe anual de cerca de 600 milhões de euros.
Complementarmente às medidas supra referidas, deveria proceder-se à redução da taxa social única em pelo menos 3%, a favor da entidade patronal. O próprio Estado beneficiaria, enquanto empregador, desta medida num valor estimado em cerca de 400 milhões de euros. O efeito de quebra de receita para o fundo autónomo de Segurança Social representaria menos de 10% e poderia facilmente ser compensado pela fixação de um montante máximo do valor das pensões de reforma futuras. Esta medida libertaria, complementarmente, recursos nas empresas e estimularia a economia. Relativamente aos actuais pensionistas, poderia também estabelecer-se um montante máximo, por uma questão de equidade. Para evitar injustiças, deveriam compensar-se aqueles que hajam descontado mais do que deveriam, indemnizando-os em títulos da dívida pública.
Com acções como as que acima propomos, obter-se-iam ganhos da ordem dos 3,5 mil milhões de euros anuais, quatro vezes mais do que se pouparia com uma anunciada redução de salários generalizada na Função Pública, da ordem dos 10%: apenas 900 milhões de euros. Recuperava-se uma fatia bem maior do défice, sem ter de penalizar os funcionários ou os reformados, que são os últimos dos responsáveis pela situação a que chegámos. Para além de que se reporia alguma decência na forma como o Estado português tem vindo a gastar o nosso dinheiro.
É claro que assumir um caminho destes colide com muitos dos interesses cronicamente instalados no regime. E afronta muitos daqueles que financiam a classe política e que à custa dela acumulam fortunas obscenas. Haverá coragem para trilhar este caminho?
*Ontem, no Jornal de Notícias.
Pelo contrário, deverão ser os que mais usufruíram desta bandalheira generalizada a abdicar dos seus múltiplos privilégios. Os cortes devem ser drásticos, mas não nos salários ou nas pensões. Devem, sim, afectar os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado. É este o único objectivo que justifica uma “ampla unidade nacional” para implementar as medidas que se impõem.
Em primeiro lugar, urge promover uma renegociação global de todas as parcerias público-privadas. As rentabilidades garantidas em alguns destes negócios atingem valores escandalosos, superiores a 14% (!), como acontece nas SCUT, e deverão ser reduzidas para menos de metade. Com esta atitude de determinação face às concessionárias, obter-se-ia uma poupança estimada em mais de mil milhões de euros por ano. A segunda medida que permitiria poupar muitos milhões aos cofres do Estado consiste na imediata reestruturação da dívida pública. Bastará resolver os contratos de crédito ruinosos assumidos nos últimos meses, substituindo empréstimos contraídos a taxas de juro de mais de 6%, por taxas mais favoráveis, da ordem de 3%, aqui com o apoio de organismos internacionais. Obter-se-ia assim uma poupança superior a mil milhões de euros anuais (valores que são aliás públicos).
Impõe-se ainda reduzir, de imediato, e pelo menos para metade, os alugueres e rendas imobiliárias que o Estado paga neste momento. São centenas de milhões de euros por ano, em valor não quantificável com precisão. Recorde-se que o mercado imobiliário está em baixa e as rendas nos privados vêm diminuindo progressivamente. Para além de que muitos contratos foram artificialmente inflacionados numa lógica de favor do Estado aos proprietários. A adesão aos novos valores por parte dos senhorios deve ser obviamente facultativa; e nos casos em que não se verifique, o Estado deve encontrar alternativa, respeitando todos os compromissos legalmente assumidos.
Outra área onde se poderia ainda obter um enorme ganho seria ao nível da formação profissional. A maioria das acções actualmente em curso em Portugal é inútil ou até perversa. Raramente cumprem a sua missão, limitando-se a manter os formandos ocupados e subsidiodependentes; e, claro, permitindo o enriquecimento de alguns “empresários” mais habilidosos. A supressão deste modelo de formação profissional financiada permitiria um encaixe anual de cerca de 600 milhões de euros.
Complementarmente às medidas supra referidas, deveria proceder-se à redução da taxa social única em pelo menos 3%, a favor da entidade patronal. O próprio Estado beneficiaria, enquanto empregador, desta medida num valor estimado em cerca de 400 milhões de euros. O efeito de quebra de receita para o fundo autónomo de Segurança Social representaria menos de 10% e poderia facilmente ser compensado pela fixação de um montante máximo do valor das pensões de reforma futuras. Esta medida libertaria, complementarmente, recursos nas empresas e estimularia a economia. Relativamente aos actuais pensionistas, poderia também estabelecer-se um montante máximo, por uma questão de equidade. Para evitar injustiças, deveriam compensar-se aqueles que hajam descontado mais do que deveriam, indemnizando-os em títulos da dívida pública.
Com acções como as que acima propomos, obter-se-iam ganhos da ordem dos 3,5 mil milhões de euros anuais, quatro vezes mais do que se pouparia com uma anunciada redução de salários generalizada na Função Pública, da ordem dos 10%: apenas 900 milhões de euros. Recuperava-se uma fatia bem maior do défice, sem ter de penalizar os funcionários ou os reformados, que são os últimos dos responsáveis pela situação a que chegámos. Para além de que se reporia alguma decência na forma como o Estado português tem vindo a gastar o nosso dinheiro.
É claro que assumir um caminho destes colide com muitos dos interesses cronicamente instalados no regime. E afronta muitos daqueles que financiam a classe política e que à custa dela acumulam fortunas obscenas. Haverá coragem para trilhar este caminho?
*Ontem, no Jornal de Notícias.
Monday, April 25, 2011
Pior é impossível
Em Julho de 2009, José de Sousa proferiu a célebre piada de que, “Digam o que disserem, mas ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice”.
Para esse ano, o Governo começou por prever um défice de 2,2% do PIB (Outubro de 2008), depois de 3,9% (Janeiro de 2009), 5,9% (Maio de 2009), 8% (Novembro de 2009) e, finalmente, 9,3% (Janeiro de 2010).
Para 2010, o Governo começou por prever um défice de 8,3%, que depois desceu para 7,3% para mais tarde corrigir para 8,6% e, agora, para 9,1%...
Perante este descalabro percebo facilmente que o novo Ministro das Finanças, Silva Pereira, tenha vindo há dias tentar esconder a total incompetência do Governo quando afirmou que “pôr em causa a transparência das contas públicas portuguesas sem nenhum fundamento [???] não é o melhor contributo para que possa prevalecer na negociação o interesse nacional”.
Para esse ano, o Governo começou por prever um défice de 2,2% do PIB (Outubro de 2008), depois de 3,9% (Janeiro de 2009), 5,9% (Maio de 2009), 8% (Novembro de 2009) e, finalmente, 9,3% (Janeiro de 2010).
Para 2010, o Governo começou por prever um défice de 8,3%, que depois desceu para 7,3% para mais tarde corrigir para 8,6% e, agora, para 9,1%...
Perante este descalabro percebo facilmente que o novo Ministro das Finanças, Silva Pereira, tenha vindo há dias tentar esconder a total incompetência do Governo quando afirmou que “pôr em causa a transparência das contas públicas portuguesas sem nenhum fundamento [???] não é o melhor contributo para que possa prevalecer na negociação o interesse nacional”.
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Sunday, April 10, 2011
Um socialista vaiado no Congresso
Uma epígrafe raposiana, que é por causa das tosses: "O primeiro-ministro que nos levou à bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela", Rómulo Machado, militante do PS, (hoje, às 00.42).
MATOSINHOS/PORTO.
Neste congresso norte-coreano, todos os oradores dizem o mesmo. Até parece que recebem um script obrigatório logo à entrada da Exponor. Tirando Jaime Gama, nenhum dos tubarões ousou desafiar o script leninista (como é que o PS chegou tão baixo ao nível do debate e do tal pluralismo?). Mas deixemos Jaime Gama para amanhã. Hoje queria apenas homenagear o único socialista que revelou coragem e inteligência (como é óbvio, Almeida "Fidel" Santos agendou a intervenção deste homem para o início da madrugada). -
Este bravo socialista dá pelo nome de Rómulo Machado, um indivíduo que devia ser emoldurado. Para começo de conversa, Rómulo Machado disse que "um congresso não é um comício". Ou seja, Rómulo afirmou no palanque aquilo que Ana Gomes só tem coragem de dizer cá fora: é preciso assumir erros, é preciso fazer uma crítica interna. Porque, de facto, este consenso acrítico é sufocante. É uma espécie de unanimismo norte-coreano. Fora de brincadeiras, o "centralismo democrático" do PCP não deve ser muito diferente deste PS socrático, que vive completamente metido na sua bolha mediática e de culto ao líder. Chega a fazer impressão. - Depois, Rómulo Machado desmontou a argumentação de José Pinto de Sousa A crise da nossa dívida não foi provocada pela tal crise internacional. Os mercados não obrigaram Portugal a pedir dinheiro emprestado. Foi o governo Pinto de Sousa que transformou uma dívida pública de 92 mil milhões (2005) numa dívida de 160 mil milhões (2010). Ou seja, a nossa crise é o resultado de um "endividamento irresponsável" levado a cabo por este governo, levado a cabo por políticas assentes no betão para os amigos construtores. Ora, perante esta conclusão, Rómulo Machado afirmou que o PS precisava de uma nova liderança, porque "o primeiro-ministro que conduziu o país à bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela". O coro de assobios que recebeu é o melhor elogio que um português pode receber neste momento. (HENRIQUE RAPOSO - EXPRESSO)
Comentário: Um crónica de Henrique Raposo que aconselhamos a ler, passada no congresso norte-coreano do PS (Partido de Pinto de Sousa)...
Wednesday, April 06, 2011
A relação dificil entre Pinto de Sousa e a verdade
António Capucho e Bagão Félix não percebem o conceito elástico de verdade de Pinto de Sousa e dos trauliteiros que o defendem. Ainda que se tenha discutido um empréstimo intercalar a Portugal no último conselho de estado, basta uma de duas situações para esta troupe que nos governa afirmar com convicção que não se discutiu um empréstimo intercalar: ou não foram expressamente ditas as palavras 'empréstimo intercalar', falando-se antes de ajuda externa de curto prazo, ou assim, para que esta gente se considere inteiramente justificada para afirmar que não se falou de 'empréstimo intercalar'; ou usaram-se de facto as palavras 'empréstimo intercalar' mas tal não ficou gravado em registo de áudio ou de vídeo,( não usaram os gravadores roubados pelo deputado Ricardo Rodrigues) tornando-se assim a conversa havida uma questão de interpretação para esta gente.
Tuesday, April 05, 2011
A Europa quer explicações
Ministros da Finanças da zona euro vão apertar o cerco a Teixeira dos Santos na sexta-feira A Europa está a perder a paciência com Lisboa. Quando chegar a Budapeste, na sexta-feira, para uma reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro, Teixeira dos Santos vai ter de explicar como pretende o governo atacar o problema da dívida. "Ninguém na Europa percebe por que razão o governo não solicita ajuda à Comissão Europeia para beneficiar da assistência do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) quando os mercados já cobram juros de 10%", diz ao i fonte comunitária. "Por aqui diz-se que Portugal deve estar louco", garante. "Têm de parar de brincar connosco e dizer-nos qual é a situação em termos de análise económica e em termos da situação política", avançou fonte da zona euro citada ontem pela agência Reuters. "Existem comunicações caóticas com origem em Portugal sobre a necessidade, ou não, de [o país] entrar num programa da União Europeia. Gostaríamos de ter uma explicação do ministro das Finanças português sobre a situação factual da economia e das finanças públicas. Após esta explicação, precisamos de ter uma discussão séria sobre a margem de manobra deste governo: sobre o que pode e não pode decidir. Estão legalmente autorizados a solicitar um programa financeiro ou não? Isto é diferente daquilo que querem ou não querem fazer", diz a fonte à Reuters. O governo de José de Sousa já rejeitou a possibilidade de pedir ajuda externa. As eleições antecipadas são a 5 de Junho. Fonte de Bruxelas diz que a "zona euro quer evitar que qualquer dos seus membros entre em incumprimento, não só pelas implicações que isso teria na estabilidade da moeda única, mas porque existe um potencial efeito de contágio". "A senhora Merkel começa a ficar preocupada. Não porque Portugal constitua um perigo, não tem dimensão para isso, mas porque uma crise de pagamentos em Lisboa pode alargar a crise a Espanha, e os bancos alemães estão muito expostos à dívida espanhola."
Comentário: Não se percebe porque é que o sr. Pinto de Sousa recusa pedir apoio ao FEEF/FMI, se o juro aplicado não chega a metade do juro pago nos leilões de dívida pública. O que estará por detrás disto tudo?
Comentário: Não se percebe porque é que o sr. Pinto de Sousa recusa pedir apoio ao FEEF/FMI, se o juro aplicado não chega a metade do juro pago nos leilões de dívida pública. O que estará por detrás disto tudo?
Monday, April 04, 2011
Eleições Ocultas
Qual a razão oculta que levou a Comissão Nacional de Eleições a nomear seu porta-voz o advogado de Armando Vara no Processo Face Oculta?
Qual a credibilidade de Nuno Godinho de Matos quando fala enquanto porta-voz da CNE e garante da seriedade do processo eleitoral?
Sunday, April 03, 2011
"fizemos tudo o que estava ao nosso alcance" para aldrabar as contas públicas
Teixeira dos Santos: Incluir transportes no défice "é mudar o marcador depois do jogo"
Bruxelas garante que regras não foram mudadas a meio do jogo.
Afinal as regras eram conhecidas desde Fevereiro de 2000.
A bancarrota decretada em 1982 teve influência na queda da Monarquia.
As dificuldades económicas nos anos vinte do século vinte levou à queda da 1ª República.
A má gestão das finanças públicas está a dificultar a 3ª República.
Alguém tem que pôr ordem nas contas públicas.
Bruxelas garante que regras não foram mudadas a meio do jogo.
Afinal as regras eram conhecidas desde Fevereiro de 2000.
A bancarrota decretada em 1982 teve influência na queda da Monarquia.
As dificuldades económicas nos anos vinte do século vinte levou à queda da 1ª República.
A má gestão das finanças públicas está a dificultar a 3ª República.
Alguém tem que pôr ordem nas contas públicas.
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Saturday, April 02, 2011
Ainda está para nascer alguém mais mentiroso do que Pinto de Sousa
O malogrado Sousa Franco disse, certa vez, que o governo de António Guterres era o pior desde o tempo de D. Maria. Não podia imaginar os governos de José de Sousa… De facto, quanto aos executivos liderados nos últimos seis anos pelo ainda primeiro-ministro, não será exagerado afirmar que não haverá, porventura, na História de Portugal, Governos que mentiram tanto aos Portugueses, Vasco Gonçalves incluído. O anterior mentiu despudoradamente, iludindo e convencendo os eleitores de que não havia crise ou que esta estava em vias de ser solucionada. O actual Governo, então, mente quase todos os dias. Mentiu no défice de 2009, dizendo que andaria pelos 3%, para, a seguir às eleições, vir a reconhecer que atingiu os 9,3% (défice que, agora, o INE corrigiu para 10%!). Quanto a este ano, o Governo assegurava que o défice seria de 6,8% do PIB, valor que foi, agora, corrigido para 8,6%. Mente quando sustenta que a oposição não quis negociar o PEC IV, quando é certo que se comprometeu com esse pacote no Conselho Europeu antes de, sequer, o enviar ao parlamento para a dita negociação. Mente quando diz defender o ‘Estado social’, quando a realidade é que se preparava para congelar todas as pensões a partir dos 187 euros e cortar nas reformas a partir dos 1500 euros, isto para já não referir o fim das deduções fiscais nas despesas das famílias em saúde e educação. Mente quando quer fazer acreditar que está a reduzir a despesa pública, quando é certo que não deu um passo no sentido de cortar a gordura no Estado, isto é, o despesismo e as mordomias. Mente quando diz que Portugal não precisa nem recorre a ajuda externa, quando é certo que, só o BCE, já emprestou ao País mais de 60 mil milhões de euros. Mente ainda quando diz que um governo de gestão não pode recorrer a ajuda financeira da União Europeia, quando esta já fez saber que aceitaria esse pedido caso lhe fosse apresentado e todos os constitucionalistas de nomeada já esclareceram, e bem, que, sendo necessário e indispensável, esse pedido pode ser apresentado por um governo de gestão. Neste âmbito, a entrevista de Teixeira dos Santos, atirando para o Presidente da República uma responsabilidade que, obviamente, apenas cabe ao governo, constituiu uma dos mais baixos exemplos de politiquice de que há memória. Mente quando garante que está a reavaliar as mega obras públicas (TGV, novo aeroporto, parcerias público-privadas, etc.), quando a verdade é que essas obras vão avançando à socapa, aumentando ainda mais o endividamento nacional. Mas, mais grave do que todas as mentiras do Governo, é a criminosa evolução da dívida pública que se verifica desde 2005. Em menos de seis anos, a dívida pública passou de cerca de 80 mil milhões de euros para 159,5 mil milhões, no final de 2010 (92,4% do PIB), prevendo-se que, em 2011, atinja os 168,7 mil milhões de euros, ou seja, 97,3% do PIB! Quer isto dizer que, desde que Sócrates é primeiro-ministro, os Portugueses ficaram a dever mais 90 mil milhões de euros ao estrangeiro, ou seja, em média, cada cidadão nacional deve mais 9 mil euros do que quando estes vigaristas se alçaram ao poder. Muito se tem escrito sobre não valer a pena falar, neste período pré-eleitoral, das culpas pela situação em que Portugal presentemente se encontra. Discordo radicalmente dessas teses desresponsabilizadoras. Sei que convém ao cábula relapso. Mas a verdade é que como pode alguém acreditar nas soluções que, agora, pressurosa e desavergonhadamente, o Partido Socialista nos virá propor, quando é certo que, nos últimos 16 anos, governou mais de 12 e nos atirou para o buraco em que nos encontramos? Seja como for, daqui a pouco mais de dois meses vamos ver, finalmente, se os Portugueses correm com esta bandidagem que arruinou o País e que, em seis anos, provou ter falhado rotundamente nas ilusões de desenvolvimento e de progresso com que defraudou os eleitores. Ou se, pelo contrário, estes cairão, pela terceira vez, nas tretas e lérias do político mais incompetente, demagogo e irresponsável que alguma vez ocupou, entre nós, as funções de primeiro-ministro
Friday, April 01, 2011
Mais um título para Teixeira dos Santos
Financial Times elege Teixeira dos Santos como o pior ministro
Este ministro vai ficar na História, como o individuo que consegiu levar o país à bancarrota. No orçamento de 2009, errou as contas para ganhar as eleições.
A União Europeia obrigou-o a corrigir os orçamentos de 2010 e 2011.
Este individuo com o curso de Economia e professor de Economia, como é possível prejudicar assim o país,mentido no país e enganando lá fora as pessoas que nos emprestam dinheiro. Está previsto este cavalheiro atribuir as culpas à oposição ,à crise internacional e aos mercados
Este ministro vai ficar na História, como o individuo que consegiu levar o país à bancarrota. No orçamento de 2009, errou as contas para ganhar as eleições.
A União Europeia obrigou-o a corrigir os orçamentos de 2010 e 2011.
Este individuo com o curso de Economia e professor de Economia, como é possível prejudicar assim o país,mentido no país e enganando lá fora as pessoas que nos emprestam dinheiro. Está previsto este cavalheiro atribuir as culpas à oposição ,à crise internacional e aos mercados
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Com mais tempo eles podem fazer mais
Em 6 anos de governo socialista a dívida pública aumentou 56,1 mil milhões de euros, passando de 90,7 mil milhões para 159.469,1 milhões de euros. E se em 2004 significava 60% deverá atingir 97,3 por cento em 2011.
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