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Wednesday, October 02, 2019

Atividades ( concursos) de matemática para ano letivo de 2019-2020

Canguru Matemático , PMATE , Olimpíadas de MatemáticaCampeonato nacional de jogos matemáticos.
                                  Objetivos das atividades

Estimular o gosto e o estudo pela Matemática.

Atrair os alunos que têm receio da disciplina de Matemática, permitindo que estes descubram o lado lúdico da disciplina.

Monday, September 16, 2019

Olimpíadas de Matemática

Calendário para as Categorias Júnior (6.º e 7.º anos), Categoria A (8.º e 9.º anos) e Categoria B (10.º, 11.º e 12.º anos)
1.ª eliminatória - 06 de novembro de 2019.
2.ª eliminatória - 08 de janeiro de 2020.
Final Nacional - 26 a 29 de março de 2020 no Agrupamento de Escolas Raúl Proença, Caldas da Rainha.

Ver hiperligação das olimpíadas de matemática

Thursday, September 27, 2018

Canguru matemático e PMATE

 Hiperligação oficial para treinar provas do canguru matemático.









e hiperligação oficial para treinar provas do PMATE. A prova em rede será no dia  13 de Março de 2019e a prova na Universidade de Aveiro será em 29 e 30 de Abril de 2019


Wednesday, December 04, 2013

relatório PISA 2012



O relatório do PISA 2012 (Programme for International Student Assessment ) revela a continuação da melhoria de desempenho dos alunos portugueses nas áreas da leitura, da matemática e das ciências, próximo do nível médio de resultados.
Em leitura, os alunos portugueses atingiram 488 pontos, sendo a média geral de 496 pontos; em matemática, obtiveram 487 pontos, face a uma média geral de 494 pontos e em ciências, alcançaram 489 pontos, tendo a média global sido de 501 pontos.
Apesar de não ainda não ter chegado ao valor médio da tabela, situado nos 500 pontos, este progresso não deixou de ser assinalado pelos relatores, que destacam que Portugal faz parte do grupo de países que apresenta uma melhoria mais consistente e significativa.
Desde o início da sua participação consecutiva neste estudo internacional, em 2003, os alunos portugueses subiram no score de resultados (annualised change) 2,8 pontos em matemática, 1,6 pontos em leitura e 2,5 pontos em ciências.
Portugal aumentou, entre 2003 e 2012, a proporção de alunos com níveis mais altos de proficiência em matemática e diminuiu, entre 2006 e 2012, a proporção de alunos com níveis mais baixos em ciências.
O PISA é um Programa internacional de avaliação dos alunos da responsabilidade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), mediante o qual são testadas as competências dos alunos de 15 anos em leitura, matemática e ciências.
Mais de 510 mil estudantes realizaram provas para o PISA 2012, representando  cerca de 28 milhões de alunos oriundos de 65 países, a nível mundial.

Wednesday, June 19, 2013

Novo programa de Matemática

Novo Programa de Matemática do Ensino Básico homologado ontem. Pode consultá-lo AQUI

Thursday, April 04, 2013

Fundação PT e Khan Academy colocam online aulas de matemática em português

Até final do ano estarão online 400 aulas de matemática de vários anos. Para já estão acessíveis de forma gratuita 70 vídeos.

Todos estes vídeos foram traduzidos e dobrados para português e são narrados por Rogério Martins, professor de matemática, e por quadros da Portugal Telecom.

O resto dos conteúdos previstos para este ano irá passar pelo mesmo processo, antes de ficarem acessíveis através do site da Fundação, do Sapo Vídeos, Sapo Mobile, Sapo Internacional, Sapo Kids e Meo Kids.

A Khan Academy foi formada em 2006 por um engenheiro do MIT, Salman Khan, e é um repositório gratuito de conteúdos na área da matemática, física, química, biologia e outras áreas. Na parceria com a Fundação Portugal Telecom, a instituição portuguesa decidiu privilegiar a matemática pelo peso que a disciplina tem no currículo do ensino básico e secundário.

O mentor do projeto criou-o quando estava a tentar ajudar um familiar a estudar matemática mas a distância entre ambos não permitia encontros presenciais. Resolveu o problema criando pequenos vídeos que colocou online e que mais tarde se transformaram na base da academia, uma instituição sem fins lucrativos.

Hoje existem 4.000 vídeos, 370 exercícios práticos e 225 milhões de lições dadas, em áreas como a matemática, ciência, física, química, ciência computacional, história, humanidades ou economia.

A oferta traduzida para português aumentará de forma gradual e até final de 2014 incluirá 800 vídeos nas áreas da matemática, física, química e biologia. Esta primeira ronda de conteúdos integra vídeos com aulas adequadas aos 2º, 4º, 6º, 9º e 12º anos. 

Wednesday, May 23, 2012

Manual do 12º ano em pdf na web


Uma equipa dirigida por Jaime Carvalho e Silva, professor de matemática da Universidade de Coimbra, lança hoje um manual de matemática para o 12º ano. O manual pode ser adquirido gratuitamente em pdf a partir de um website. Quem quiser a versão em papel paga 18,75 euros.


O manual tem o título NiuAleph12.

 Este projecto editorial “foi feito a pensar no que deve ser o ensino da Matemática e para tentar cortar com a lógica de espiral de preços que está a ser praticada. Não inventamos a pólvora. Existe um projecto similar em França que está a ter sucesso. Foi adoptado em 30 por cento das escolas francesas”. Fonte: Ciência Hoje

A partir de setembro o website do projeto disponibiliza tarefas semanais para alunos do 12º ano.

Friday, May 11, 2012

As calculadoras deixam de ser usadas até ao 9º ano e em exames



Promessa feita por Nuno Crato no Parlamento: as máquinas de calcular deixam de ser usadas até ao 9º ano nas aulas e exames de matemática. A medida entra em vigor progressivamente.

Não entendo por que razão a medida é para entrar em vigor progressivamente. Há algum problema em pô-la em vigor de imediato?

Tuesday, February 21, 2012

Interessante para o ensino básico da matemática

Hipermédia matemática, um sitio interessante para divulgar a matemática do ensino básico ( do 5º ano ao 9º ano)

Saturday, October 01, 2011

Portugal ganha prata e bronze nas Olimpíadas Ibero- Americanas de Matemática

Portugal conquistou duas medalhas de prata, uma de bronze e uma menção honrosa nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática, na Costa Rica, disse hoje à agência Lusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), Miguel Abreu.
Raul Penaguião (Escola Secundária de Santa Maria, Sintra) e Frederico Toulson (Colégio Valsassina, Lisboa) vão trazer prata para Portugal, enquanto João Miguel Magalhães Santos (Escola Secundária da Maia) trará uma medalha de bronze e Francisco Leal Machado (Escola Secundária Infanta D. Maria, Coimbra), uma menção honrosa.

O matemático Miguel Abreu, confessou-se "muito satisfeito" com os resultados alcançados pela equipa portuguesa a quem expressou "imensos parabéns".

Portugal obteve 102 pontos, em termos globais, "a melhor classificação global de sempre", conquistando assim o sétimo lugar entre 21 países, sublinhou.

Os "olímpicos" portugueses chegam no domingo ao aeroporto de Lisboa, cerca das 16:00, via Madrid.

Miguel Abreu destacou o mérito dos alunos e a preparação realizada através do "Projecto Delfos", uma escola de matemática para jovens na Universidade de Coimbra, onde fazem estágios aos fins de semana e nas férias escolares.

As Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática decorreram em San Jose, esta semana.
Antes da partida, o coordenador geral das olimpíadas, Luís Merca Fernandes, havia já dito que as expetativas eram altas, uma vez que estes alunos têm um histórico de medalhas em várias competições nacionais e internacionais.

Tuesday, September 13, 2011

O Pi e o Phi

Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a 3.141592653589793238462643383279502884197169399375..... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416).Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante. Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o rectângulo de ouro. Era um rectângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do rectângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618. Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante. Bom, durante milénios, a arquitectura clássica grega prevaleceu O rectângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam rectângulo de ouro grego.
Mas em 1200... Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 ,1 ,2 ,3 ,5 ,8 ,13 ,21, 34 ,55, 89...
1+1=2 2+1=3 3+2=5 5+3=8 8+5=13 13+8=21 21+13=34 E assim por diante.....
Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série é... 1,618. Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exactamente a proporção das pirâmides do Egipto e do rectângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas. -A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618; -A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618; -A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618; -A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO. Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo? Bom, por volta 1500 com a vinda do Renascentismo à cultura clássica voltou à moda... Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus. Por exemplo: - Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618. - Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618. - Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618; -Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618; -A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618; - Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618; (Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição). Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção. Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança? Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum. Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura/altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada. (Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição). Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Bethoven e em outras diversas obras. Então, isso tudo seria uma coincidência?...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?
MUITO INTERESSANTE

Monday, July 25, 2011

Estudante português medalha de ouro da Matemática


Sinal de esperança no Portugal de amanhã assenta no valor da juventude de hoje. E nesta há cotações de alto nível em âmbito internacional. Tem havido vários exemplos de distinções em competições mundiais de âmbito do ensino das ciências, mas agora, o Miguel Martins dos Santos, de 16 anos, aluno do 10.º ano da Escola Secundária de Alcanena foi galardoado com medalha de ouro nas Olimpíadas Mundiais da Matemática.

E uma honra para Portugal e o ministro da Educação tem consciência de que tal medalhado merece reconhecimento público, mais do que qualquer futebolista ou profissional do ócio. Portugal, para se desenvolver e gerar riqueza para os portugueses precisa de boa aplicação no estudo do nosso idioma e da matemática. Por isso o ministro foi ao aeroporto receber o aluno premiado.


Thursday, June 23, 2011

Exame de matemática do 9º ano com nota positiva do SPM

A SPM emitiu um parecer que dá nota positiva ao exame de matemática do nono ano. O exame não tem erros, está adequado ao programa e tem dificuldade média. A SPM estava à espera de que o exame deste ano aumentasse um pouco o grau de dificuldade, coisa que não aconteceu e a SPM lamenta.
O teor do parecer da SPM:

O exame que hoje se realizou é equilibrado e cobre adequadamente o programa.
A SPM congratula-se com o desaparecimento da contextualização excessiva.
O grau de dificuldade é comparável ao do exame de 2010, notando-se no entanto um ligeiro aumento da complexidade das questões.
As questões que avaliam conteúdos do 7.º ano poderiam ter um grau de dificuldade mais elevado.
Em suma, esta prova é muito semelhante à de 2010 e, tal como referimos nessa data, fica ainda em termos de exigência abaixo do que consideramos adequado.

Ver prova de exame ( retirada do GAVE )

Friday, June 17, 2011

Seis mil professores em serviço de exames

Até há pouco cada um dos seis mil professores habitualmente recrutados para classificarem as provas de exame do décimo primeiro ano e do décimo segundo ano recebia cinco euros ilíquidos por cada prova. Por 30 provas, um professor recebi 150 euros ilíquidos. Com os descontos em IRS, dava cerca de 120 euros. Um professor do ensino básico ( 9º ano) corrigia 30 a 50 provas , era convocado para duas reuniões de 3 horas e não recebia nehum suplemento
Este ano não será assim. O ministério da educação conta poupar 1,8 milhões de euros. O serviço de classificação de provas de exame deixa de ser pago e é um trabalho como outro qualquer.

Mas a enorme responsabilidade que a classificação de exames encerra continua lá. E as dezenas de horas para ler e classificar três dezenas de testes também. São sobretudo os professores de matemática e de português os mais martirizados. São provas muito extensas e difíceis de ler e corrigir.
Por cada prova de exame de matemática do décimo segundo ano, um professor gasta em média uma hora de trabalho. Um professor de português gasta ainda mais.
Os exames nacionais começam no dia 20 de junho. Realizam-se 359 640 provas. Cada professor classifica 60 provas de exames, 30 provas por cada fase.

Thursday, June 16, 2011

Os melhores em Matemática segundo PISA 2009

Os 5 países com melhores a resultados em matemática no PISA 2009 foram:
China/Xangai, Singapura, Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan.
Será por acaso que os cinco melhores em matemática sejam países de tradição confucionista? Quatro deles com população maioritariamente chinesa? Países onde os alunos fazem pouco uso das calculadoras e dos computadores para estudarem e para resolverem problemas?
A que se deve esta supremacia chinesa na literacia matemática? Ao envolvimento da família nos processo educativo em casa? Ao respeito pelos professores, manifesto em salas de aulas ordeiras e sem problemas de indisciplina? À tradição meritocrática das comunidades chinesas?
A Finlândia vem em sexto, o Liechtenstein em sétimo, a Suiça em oitavo, o Japão em nono e o Canadá em décimo.
Depois, e por esta ordem, a Holanda, Macau, Nova Zelândia, Bélgica, Austrália, Alemanha, Estónia, Islândia, Dinamarca. E em vigésimo, a Eslovénia.
Portugal teve melhorias em relação a 2006: Portugal ficou um pouco abaixo do meio da tabela.

Monday, October 04, 2010

Vídeos sobre Ensino ( em Português )


David Azevedo, editor do Ensino Básico, seguindo o exemplo da Khan Academy, criou um canal no You Tube para colocar os vídeos sobre Matemática para o Ensino Básico.
David Azevedo obteve autorização do editor do website Khan Academy para dobrar e publicar os vídeos com exercícios de Matemática.
A Khan Academy foi criada recentemente por Salman Khan, um corretor da bolsa com 34 anos, com o objectivo de colocar online vídeos sobre Matemática, Ciências e Finanças.
A Khan Academy tem milhares de visitas por dia e possui já um acervo de mais de 1800 vídeos.
O David Azevedo tenciona publicar dois a três vídeos por dia. Estejam, por isso, atentos ao canal do You Tube TV Ensino. É serviço público para professores, pais e alunos.

Sunday, October 03, 2010

Ensino de Matemática no You Tube ( em inglês )



Chama-se Salman Khan e vive no Silicon Valley, California. Tem 33 anos. Criou uma escola virtual de Matemática, Ciências e Finanças a que deu o nome de Khan Academy. Já criou 1200 lições que colocou no You Tube. Tem mais de 100 mil visitas por mês e não cobra nada pelos conteúdos.
Surpreende a simplicidade dos meios usados por Salman Khan para criar as 1200 lições sobre Matemática, Ciências e Finanças: um computador ligado à Internet e uma câmara de filmar. O espaço de trabalho: o quarto.
Fiz agora uma visita ao website Khan Academy: .
O exemplo de Salman Khan mostra o poder da vitalidade e criatividade das pessoas quando o Estado não atrapalha com impostos, legislação e regulamentação excessiva

Tuesday, September 28, 2010

Padrões e Jogos de Estratégia... A Matemática e o Xadrez



A identificação de padrões e a utilização de jogos de estratégia, nas aulas de matemática, ao nível do currículo do ensino básico ,são recursos facilitadores da aprendizagem . A procura e construção de padrões numéricos e geométricos pode ser considerada uma estratégia adequada quer para a resolução de problemas quer ainda no desenvolvimento do pensamento pré-algébrico. Daí o facto dos jogos de estratégia (como , por exemplo, o xadrez) estarem referenciados nos programas curriculares da área da Matemática, por potenciarem o desenvolvimento das capacidades necessárias à construção do conhecimento matemático, nomeadamente no campo da resolução de problemas.Os jogos são referidos sempre aliando-os à resolução de problemas, sendo o jogo de xadrez um bom exemplo de aplicação pois favorece:

1) a capacidade de aceitar e seguir uma regra;

2) o desenvolvimento da memorização;

3) a agilidade do raciocínio;

4) o gosto pelo desafio;

5) a construção de estratégias pessoais.

Os jogos de estratégia dão,pois, um bom contributo para o desenvolvimento das capacidades matemáticas, aliando o raciocínio, a estratégia e o pensamento reflexivo ao gosto pelo desafio e pelo acto de competir. O gosto dos alunos por jogar e a emotividade criada à volta do jogo devem ser aproveitadas pelos professores para optimizar as aprendizagens.E o xadrez é um jogo que propicia a aprendizagem da matemática, nomeadamente no que se refere às estratégias e conjecturas que se arranjam, no aumento da capacidade de memorização, concentração e raciocínio e na capacidade de identificar padrões.Quem joga xadrez desenvolve maior pensamento crítico, auto-confiança, auto-estima, concentração e a capacidade de resolver problemas. Jogar xadrez implica o uso do pensamento lógico, promovendo-o e desenvolvendo-o. Citando o professor de xadrez Jan Brandt : " o jogo de xadrez é, provavelmente, o melhor jogo para desenvolver o pensamento lógico". Os bons jogadores de xadrez são, em muitos casos, bons na matemática ou em situações que envolvam a resolução de problemas. O contrário pode não ser verdade, pois nem sempre os bons alunos em matemática, são bons jogadores de xadrez.

Monday, July 12, 2010

SPM arrasa metas de aprendizagem da Matemática

1. A Sociedade Portuguesa de Matemática começa por salientar que o projecto de metas para a disciplina de Matemática apresentado dia 29 de Junho foi feito sem qualquer contributo da nossa Sociedade, apesar de há muito a SPM ser a única organização que tem pugnado por metas de aprendizagem, ou seja, pela clarificação de objectivos claros, simples de descrever, precisos e mensuráveis. A responsabilidade dessa omissão deve-se exclusivamente à equipa destacada para elaborar as ditas metas. De facto, a SPM expressou directamente a sua disponibilidade para colaborar neste processo, e os responsáveis optaram por escolher uma equipa sem um único matemático e constituída por pessoas da área da educação que repetidamente se têm oposto à organização do ensino com metas precisas. Este facto paradoxal deve ser tido em conta para perceber:
(i) a inexistência de responsabilidades da SPM pelas falhas do documento proposto,
(ii) o repetido e consciente afastamento dos matemáticos portugueses da colaboração nas orientações educativas,
(iii) a origem de algumas das consequentes limitações do documento.
2. O documento em apreciação tem limitações muito graves e não nos parece que possa sequer constituir um elemento de partida para a elaboração de metas, no sentido acima definido e que corresponde, no nosso melhor entendimento, ao cometimento da Senhora Ministra (attainment targets, learning outcomes ou standards).
O documento é vago, demasiado extenso (56 páginas) e pouco claro. Não clarifica metas para o programa (76 páginas), limitando-se a repetir, com insuficiências, o que nele está estabelecido. Confunde metas com processos de ensino e confunde metas cognitivas com atitudes.
Apesar da herança de um diploma orientador lamentável, como o é o Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais, que menospreza o valor do conhecimento e das metas cognitivas, preconizando antes o desenvolvimento de competências práticas, seria certamente possível construir um documento mais bem estruturado, mais coerente e mais útil para escolas, professores e pais.
A propósito desta referência, vale a pena salientar o progressivo afastamento, pelo menos na forma, da orientação do ensino por competências. A SPM tem repetidamente criticado esta orientação desactualizada e ideologicamente marcada, propondo que se fale antes em conhecimentos e capacidades. Curiosamente, a palavra “competências” não aparece uma única vez no documento geral de proposta de metas nem no documento de metas para a Matemática. Começam a ser separados conhecimentos e listadas expressamente capacidades. É bom que assim seja, embora seja triste termos tido de esperar quase 10 anos para que fosse dada razão, pelo menos na forma, às críticas da SPM. Infelizmente, como em seguida mostramos, essa mudança é apenas de linguagem.
Construir metas razoáveis para o ensino da matemática é uma tarefa facilitada por alguns documentos internacionais de que são exemplo recente os “Common Core Math Standards” norte-americanos. Seria útil consultar, por exemplo, as metas estabelecidas no Reino Unido para o ensino da matemática no equivalente ao Ensino Básico (http://curriculum.qcda.gov.uk). Seria útil também, tal como nos documentos britânicos, estabelecer os níveis de alcance de cada objectivo cognitivo e em diversos anos de escolaridade.
Particularizamos em seguida as nossas principais críticas e sugestões.
3. No preâmbulo, defende-se uma organização em termos e conceitos pedagógicos vagos: “temas matemáticos”, “capacidades transversais” e “eixos fundamentais”. Diz-se que as metas “não substituem o programa” e não se indicam precedências, quando isto seria fundamental para organizar o alcance das metas.
A linguagem é, em geral, pouco precisa. Que quer dizer, por exemplo, que se deseja que o aluno, à entrada do 1.º ciclo (p. 3), “Classifica objectos, fazendo escolhas e explicando as suas decisões”? E como se lhe pode pedir que utilize “diagramas de Venn, quando solicitado”? E que quer dizer “Classifica objectos identificando as suas semelhanças e diferenças”?
Mais grave ainda: que significa “Escuta os colegas e contrapõe as suas ideias”? É esta uma meta matemática? E apenas à entrada do 1.º ciclo? Estes objectivos são tão vagos que são comuns a várias disciplinas e a todos os anos de escolaridade. Na realidade nada se está a estabelecer.
Outro exemplo preocupante é a meta estabelecida na página 6: “Discute ideias matemáticas”. Poderia pensar-se que esta “capacidade transversal” iria ser melhor caracterizada na coluna intitulada “Especificação das Metas”. No entanto, o que aí aparece é apenas “Discute resultados, processos e ideias matemáticos.”
Finalmente, é muito prejudicial que sejam estabelecidas metas correspondentes a níveis cognitivos superiores ignorando a necessidade de atingir níveis mais básicos. Esse tem sido um erro fundamental de orientação educativa. Veja-se, na página 5, as metas “Justifica resultados Matemáticos” e “Formula e testa conjecturas”. Além de serem objectivos vagos (que conjecturas? que grau de justificação?), são objectivos desorganizadores do ensino se não forem claramente precedidos de informação e treino que permita dar significado às justificações e conjecturas. É necessário dar precedência a actividades e objectivos muito mais elementares tais como, por exemplo, comparar, classificar e ordenar.
4. Repetidamente, o documento confunde metas com processos, repisando uma prática pedagógica nefasta que a SPM tem criticado. Veja-se, por exemplo, a página 11: “Constrói, justificando o processo usado e memoriza as tabuadas do 2, 5, 10, 4, 3 e 6.” (sic!).
Tudo isto corresponde a uma teoria pedagógica que menoriza os objectivos de conhecimento matemáticos e enfatiza os processos de ensino. O que cabe numa listagem de metas é a enumeração e justificação de objectivos para a matemática, não a descrição da maneira de os atingir. Além disso, como temos frisado, a ideia de que tudo precisa de uma justificação e de um processo de construção que conduza a uma “memorização” raciocinada é uma ideia errada que tem destruído o alcance das etapas cognitivas básicas. Tem-se, por exemplo, evitado memorizar a tabuada com o pretexto de se procurarem alcançar etapas mais avançadas que depois não se atingem. É a repetição do dogma pedagógico da “construção do conhecimento” que tantos prejuízos tem causado.
5. O documento confunde também metas de aprendizagem concretas com objectivos vagos que têm causado danos, precisamente pelo seu carácter ambíguo e pretensamente ambicioso que conduz a uma desorganização do ensino.
Veja-se, por exemplo, na página 15: “compara e descreve sólidos geométricos, identificando semelhanças e diferenças”. De que sólidos se trata? Que propriedades estão em causa na comparação? Nada disto é dito, fazendo com que este objectivo seja tão aplicável no 1.º ciclo como em todos eles e mesmo em cadeiras de pós-graduação universitárias.
Insuficiências deste tipo abundam. Repare-se, por exemplo, na página 13, “Realiza estimativas de uma dada quantidade”, mas não se explica de que tipo de estimativas se trata e com que regras devem ser obtidas. E na página 16: “Resolve problemas envolvendo propriedades das figuras geométricas no plano e no espaço”. Que tipo de problemas? Que tipo de propriedades?
Contraste-se, ainda, na página 48, um objectivo concreto com uma formulação vaga de uma referência pedagógica inútil. O objectivo concreto, que apoiamos para o 9.º ano (e ainda para anos anteriores), está assim formulado: “Resolve sistemas de duas equações do 1.º grau a duas incógnitas.” E a referência vaga que se apresenta ao mesmo nível e logo por debaixo deste objectivo é: “Representa informação, ideias e conceitos matemáticos de diversas formas.”
É preciso dizer-se claramente, para que se perceba este erro crucial do documento: o objectivo de representar informações, ideias e conceitos de diversas formas é tão apropriado ao 1.º ciclo, como a alunos do 9.º ano, como a matemáticos profissionais doutorados. E quando uma formulação é tão vaga que nada restringe — sabe-se pelo menos desde Aristóteles — ela é inútil. Infelizmente, este documento está repleto de formulações inúteis. Em termos pedagógicos isto é mais do que supérfluo, é prejudicial.
Se verificarmos ainda que as “capacidades transversais” para o 1.º (p. 5), o 2.º (p.22) e o 3.º (p. 35) ciclos são praticamente idênticas, com frases repetidas ipsis verbis em cada ciclo, percebemos que este problema atravessa todo o documento.
6. A SPM alerta para a necessidade de estabelecer metas precisas, verificáveis e bem estruturadas, objectivo que este documento não alcança. E alerta igualmente para o perigo de transformar esta actividade de elaboração de metas, a exemplo do que infelizmente está a acontecer com a aplicação do novo programa de matemática do E.B., num processo de doutrinação pedagógica dos professores para práticas dispersas, baseadas exclusivamente em actividades não estruturadas e sem conteúdos claros. Ou seja, este caminho ameaça que se venha a transformar uma oportunidade de contribuir para a melhoria do ensino da matemática numa ocasião para destruir a implementação de metas.

O Gabinete do Ensino Básico e Secundário da Sociedade Portuguesa de Matemática

Monday, May 24, 2010

A matemática de luto


Morreu Martin Gardner. O nosso grande inspirador, o grande promotor deste sublime prazer de pensar que é a matemática.
Autor de muitos jogos e passatempos sobre a Matemática.