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Monday, December 10, 2012
Aos ricos, privilégios, aos pobres, austeridade
António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, mais uma vez aponta o dedo à injustiça que se faz sentir no mundo da Justiça.
«[...] O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade,
- tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições;
- tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsídio de habitação;
- tem de explicar por que é que essa remuneração está isenta de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista para crianças e — pasme-se — no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar-se nem fazer a sua higiene pessoal.
O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respectivos tribunais, ou seja, aos seus locais de trabalho.
Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.»
"A vida corre atrás de nós para nos roubar aquilo que em cada dia temos menos."
Monday, May 02, 2011
Défice Público: 5 propostas
“O Estado português chegou à bancarrota porque sucessivos governos andaram a beneficiar os amigos, esbanjando o dinheiro dos nossos impostos. Não será pois admissível que, na hora de poupar e proceder a cortes na despesa, sejam os mais humildes e a classe média a sofrer os maiores sacrifícios.”
Pelo contrário, deverão ser os que mais usufruíram desta bandalheira generalizada a abdicar dos seus múltiplos privilégios. Os cortes devem ser drásticos, mas não nos salários ou nas pensões. Devem, sim, afectar os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado. É este o único objectivo que justifica uma “ampla unidade nacional” para implementar as medidas que se impõem.
Em primeiro lugar, urge promover uma renegociação global de todas as parcerias público-privadas. As rentabilidades garantidas em alguns destes negócios atingem valores escandalosos, superiores a 14% (!), como acontece nas SCUT, e deverão ser reduzidas para menos de metade. Com esta atitude de determinação face às concessionárias, obter-se-ia uma poupança estimada em mais de mil milhões de euros por ano. A segunda medida que permitiria poupar muitos milhões aos cofres do Estado consiste na imediata reestruturação da dívida pública. Bastará resolver os contratos de crédito ruinosos assumidos nos últimos meses, substituindo empréstimos contraídos a taxas de juro de mais de 6%, por taxas mais favoráveis, da ordem de 3%, aqui com o apoio de organismos internacionais. Obter-se-ia assim uma poupança superior a mil milhões de euros anuais (valores que são aliás públicos).
Impõe-se ainda reduzir, de imediato, e pelo menos para metade, os alugueres e rendas imobiliárias que o Estado paga neste momento. São centenas de milhões de euros por ano, em valor não quantificável com precisão. Recorde-se que o mercado imobiliário está em baixa e as rendas nos privados vêm diminuindo progressivamente. Para além de que muitos contratos foram artificialmente inflacionados numa lógica de favor do Estado aos proprietários. A adesão aos novos valores por parte dos senhorios deve ser obviamente facultativa; e nos casos em que não se verifique, o Estado deve encontrar alternativa, respeitando todos os compromissos legalmente assumidos.
Outra área onde se poderia ainda obter um enorme ganho seria ao nível da formação profissional. A maioria das acções actualmente em curso em Portugal é inútil ou até perversa. Raramente cumprem a sua missão, limitando-se a manter os formandos ocupados e subsidiodependentes; e, claro, permitindo o enriquecimento de alguns “empresários” mais habilidosos. A supressão deste modelo de formação profissional financiada permitiria um encaixe anual de cerca de 600 milhões de euros.
Complementarmente às medidas supra referidas, deveria proceder-se à redução da taxa social única em pelo menos 3%, a favor da entidade patronal. O próprio Estado beneficiaria, enquanto empregador, desta medida num valor estimado em cerca de 400 milhões de euros. O efeito de quebra de receita para o fundo autónomo de Segurança Social representaria menos de 10% e poderia facilmente ser compensado pela fixação de um montante máximo do valor das pensões de reforma futuras. Esta medida libertaria, complementarmente, recursos nas empresas e estimularia a economia. Relativamente aos actuais pensionistas, poderia também estabelecer-se um montante máximo, por uma questão de equidade. Para evitar injustiças, deveriam compensar-se aqueles que hajam descontado mais do que deveriam, indemnizando-os em títulos da dívida pública.
Com acções como as que acima propomos, obter-se-iam ganhos da ordem dos 3,5 mil milhões de euros anuais, quatro vezes mais do que se pouparia com uma anunciada redução de salários generalizada na Função Pública, da ordem dos 10%: apenas 900 milhões de euros. Recuperava-se uma fatia bem maior do défice, sem ter de penalizar os funcionários ou os reformados, que são os últimos dos responsáveis pela situação a que chegámos. Para além de que se reporia alguma decência na forma como o Estado português tem vindo a gastar o nosso dinheiro.
É claro que assumir um caminho destes colide com muitos dos interesses cronicamente instalados no regime. E afronta muitos daqueles que financiam a classe política e que à custa dela acumulam fortunas obscenas. Haverá coragem para trilhar este caminho?
*Ontem, no Jornal de Notícias.
Pelo contrário, deverão ser os que mais usufruíram desta bandalheira generalizada a abdicar dos seus múltiplos privilégios. Os cortes devem ser drásticos, mas não nos salários ou nas pensões. Devem, sim, afectar os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado. É este o único objectivo que justifica uma “ampla unidade nacional” para implementar as medidas que se impõem.
Em primeiro lugar, urge promover uma renegociação global de todas as parcerias público-privadas. As rentabilidades garantidas em alguns destes negócios atingem valores escandalosos, superiores a 14% (!), como acontece nas SCUT, e deverão ser reduzidas para menos de metade. Com esta atitude de determinação face às concessionárias, obter-se-ia uma poupança estimada em mais de mil milhões de euros por ano. A segunda medida que permitiria poupar muitos milhões aos cofres do Estado consiste na imediata reestruturação da dívida pública. Bastará resolver os contratos de crédito ruinosos assumidos nos últimos meses, substituindo empréstimos contraídos a taxas de juro de mais de 6%, por taxas mais favoráveis, da ordem de 3%, aqui com o apoio de organismos internacionais. Obter-se-ia assim uma poupança superior a mil milhões de euros anuais (valores que são aliás públicos).
Impõe-se ainda reduzir, de imediato, e pelo menos para metade, os alugueres e rendas imobiliárias que o Estado paga neste momento. São centenas de milhões de euros por ano, em valor não quantificável com precisão. Recorde-se que o mercado imobiliário está em baixa e as rendas nos privados vêm diminuindo progressivamente. Para além de que muitos contratos foram artificialmente inflacionados numa lógica de favor do Estado aos proprietários. A adesão aos novos valores por parte dos senhorios deve ser obviamente facultativa; e nos casos em que não se verifique, o Estado deve encontrar alternativa, respeitando todos os compromissos legalmente assumidos.
Outra área onde se poderia ainda obter um enorme ganho seria ao nível da formação profissional. A maioria das acções actualmente em curso em Portugal é inútil ou até perversa. Raramente cumprem a sua missão, limitando-se a manter os formandos ocupados e subsidiodependentes; e, claro, permitindo o enriquecimento de alguns “empresários” mais habilidosos. A supressão deste modelo de formação profissional financiada permitiria um encaixe anual de cerca de 600 milhões de euros.
Complementarmente às medidas supra referidas, deveria proceder-se à redução da taxa social única em pelo menos 3%, a favor da entidade patronal. O próprio Estado beneficiaria, enquanto empregador, desta medida num valor estimado em cerca de 400 milhões de euros. O efeito de quebra de receita para o fundo autónomo de Segurança Social representaria menos de 10% e poderia facilmente ser compensado pela fixação de um montante máximo do valor das pensões de reforma futuras. Esta medida libertaria, complementarmente, recursos nas empresas e estimularia a economia. Relativamente aos actuais pensionistas, poderia também estabelecer-se um montante máximo, por uma questão de equidade. Para evitar injustiças, deveriam compensar-se aqueles que hajam descontado mais do que deveriam, indemnizando-os em títulos da dívida pública.
Com acções como as que acima propomos, obter-se-iam ganhos da ordem dos 3,5 mil milhões de euros anuais, quatro vezes mais do que se pouparia com uma anunciada redução de salários generalizada na Função Pública, da ordem dos 10%: apenas 900 milhões de euros. Recuperava-se uma fatia bem maior do défice, sem ter de penalizar os funcionários ou os reformados, que são os últimos dos responsáveis pela situação a que chegámos. Para além de que se reporia alguma decência na forma como o Estado português tem vindo a gastar o nosso dinheiro.
É claro que assumir um caminho destes colide com muitos dos interesses cronicamente instalados no regime. E afronta muitos daqueles que financiam a classe política e que à custa dela acumulam fortunas obscenas. Haverá coragem para trilhar este caminho?
*Ontem, no Jornal de Notícias.
Tuesday, April 05, 2011
Não há isenção possível
«Hoje, a nossa média do crescimento económico é a pior dos últimos 90 anos. Temos a maior dívida pública dos últimos 160 anos e a dívida externa mais alta dos últimos 120. O desemprego é o mais elevado dos últimos 80 anos e conhecemos a segunda maior vaga de emigração desde meados do século XIX.Mesmo aqueles que pretendam ser independentes não podem ficar isentos nas próximas eleições – é um imperativo político, moral e higiénico, livrarmos o país e as futuras gerações daqueles que dolosamente iludiram e falharam todos os seus compromissos. Qualquer solução viável para Portugal nunca poderá contar com quem nos conduziu até à actual desventura – logo, a saída da crise terá de passar pela derrota de José Pinto de Sousa e dos seus acólitos.» * Ontem, no Jornal de Notícias
A comunicação social não divulgou esta intervenção
Discurso de Dr. Marinho Pinto na abertura do ano judicial, o qual não passou na comunicação social do regime
Sunday, April 03, 2011
O governo pediu a demissão , agora está a trabalhar nos "job for the boys"
Doze nomeações publicadas por dia em DR desde demissão
Os sacrificados são sempre os mesmos, para os dirigentes politicos e respectivos familiares não há crise
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Wednesday, March 16, 2011
Curioso
...é ouvir Pinto de Sousa dizer que é "defender o interesse do país" ter assumido junto da União Europeia o congelamento de pensões inferiores a 200 euros, enquanto mantém as mordomias dos boys, as assessoras a ganhar 7 mil euros por mês e vai de carrinho eléctrico à sessão de propaganda.
Friday, January 21, 2011
Os Ladrões do Povo
Por estes dias os funcionários públicos ficaram finalmente a conhecer o resultado da governação de José Pinto de Sousa e do Partido Socialista.
6 anos de mentiras, de demagogia (aumentos salariais e medicamentos à borla antes das eleições, etc.), de conversa fiada pré-eleitoral em que tudo estava bem, de projectos megalómanos para encher o olho, de festas e festanças com figurantes de luxo para enganar os pacóvios, de escândalos sucessivos que envolveram o ainda primeiro-ministro como nunca sucedera a outro governante cá do burgo, de trapalhadas a dar com o pau, enfim, um vómito para qualquer pessoa decente.
Mas tal foi o descaramento do bando do rato que, apesar dos avisos a coisa foi pegando, a forma escondeu a substância, e a malta lá foi, cantando e rindo, até aos dias de hoje, dias negros, de crise, em que os salários, que já mal chegavam ao fim do mês, sofreram o mais duro corte de que há memória em Portugal.
O trânsito, então, está uma maravilha desde a última segunda-feira… Até nisso Zé Sousa é amigo do ambiente…Os carrinhos ficam em casa e a classe média vai de autocarro…
Porreiro, pá!
Infelizmente, isto é só o princípio de um longo calvário que espera os Portugueses nos próximos anos.
O responsável por estes cortes salariais tem um rosto e um nome: PINTO de SOUSA.
E estes cortes são bem a marca de uma governação falhada, de um Governo incompetente que não hesitou em escolher o dilúvio só para ganhar as eleições de 2009.
Mas este Domingo pode ser o princípio do fim destes gajos sem vergonha que estão a dar cabo do País. Não é já tempo de apenas dizer mal. É tempo de começar, finalmente, a corrigir o erro.
Votai Cavaco, votai Nobre, votai até nessa marioneta que dá pelo nome de Defensor Moura ou no tonto madeirense. Se não quiserdes, ficai em casa, mandando às malvas o regime e o que considerais ser os seus rebentos.
Mas, acima de tudo, recusai o balão de oxigénio a Zé de Sousa , dando o voto ao pateta que renegou todas as críticas que antes fez ao Governo e se vendeu ao ‘chefe máximo’.
Votar Alegre é escolher Pinto de Sousa.
É perpetuar o governo miserável que rouba descaradamente o salário dos trabalhadores e se prepara para extorquir ainda mais o povo, mantendo, é claro, as suas próprias mordomias, luxos, carros, cartões e salários principescos.
Se domingo , Alegre não levar uma valente tareia nas urnas, então teremos bem o que merecemos e não nos poderemos queixar da miséria em que vivemos e para a qual fomos atirados.
Deixo, como recordação, este registo, o registo da única vez que me lembro de ter ouvido Pinto de Sousa falar verdade:
6 anos de mentiras, de demagogia (aumentos salariais e medicamentos à borla antes das eleições, etc.), de conversa fiada pré-eleitoral em que tudo estava bem, de projectos megalómanos para encher o olho, de festas e festanças com figurantes de luxo para enganar os pacóvios, de escândalos sucessivos que envolveram o ainda primeiro-ministro como nunca sucedera a outro governante cá do burgo, de trapalhadas a dar com o pau, enfim, um vómito para qualquer pessoa decente.
Mas tal foi o descaramento do bando do rato que, apesar dos avisos a coisa foi pegando, a forma escondeu a substância, e a malta lá foi, cantando e rindo, até aos dias de hoje, dias negros, de crise, em que os salários, que já mal chegavam ao fim do mês, sofreram o mais duro corte de que há memória em Portugal.
O trânsito, então, está uma maravilha desde a última segunda-feira… Até nisso Zé Sousa é amigo do ambiente…Os carrinhos ficam em casa e a classe média vai de autocarro…
Porreiro, pá!
Infelizmente, isto é só o princípio de um longo calvário que espera os Portugueses nos próximos anos.
O responsável por estes cortes salariais tem um rosto e um nome: PINTO de SOUSA.
E estes cortes são bem a marca de uma governação falhada, de um Governo incompetente que não hesitou em escolher o dilúvio só para ganhar as eleições de 2009.
Mas este Domingo pode ser o princípio do fim destes gajos sem vergonha que estão a dar cabo do País. Não é já tempo de apenas dizer mal. É tempo de começar, finalmente, a corrigir o erro.
Votai Cavaco, votai Nobre, votai até nessa marioneta que dá pelo nome de Defensor Moura ou no tonto madeirense. Se não quiserdes, ficai em casa, mandando às malvas o regime e o que considerais ser os seus rebentos.
Mas, acima de tudo, recusai o balão de oxigénio a Zé de Sousa , dando o voto ao pateta que renegou todas as críticas que antes fez ao Governo e se vendeu ao ‘chefe máximo’.
Votar Alegre é escolher Pinto de Sousa.
É perpetuar o governo miserável que rouba descaradamente o salário dos trabalhadores e se prepara para extorquir ainda mais o povo, mantendo, é claro, as suas próprias mordomias, luxos, carros, cartões e salários principescos.
Se domingo , Alegre não levar uma valente tareia nas urnas, então teremos bem o que merecemos e não nos poderemos queixar da miséria em que vivemos e para a qual fomos atirados.
Deixo, como recordação, este registo, o registo da única vez que me lembro de ter ouvido Pinto de Sousa falar verdade:
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Thursday, January 13, 2011
quatro grandes empresas já deram trabalho a 68 " boys"
Passaram de governantes a administradores de grandes empresas mal saíram da política. São 68 ex-ministros e antigos secretários de Estado que conseguiram integrar as administrações da Galp, PT, EDP e Caixa Geral de Depósitos.
A revelação é feita pelo «Diário de Notícias» na sua edição desta quinta-feira. Os cargos são bastante mais apetecíveis, já que há quem ganhe mais do que quando estava no Governo. Muitos boys até têm salários mais altos do que o primeiro-ministro: por mês auferem entre os três e os 20 mil euros; isto sem contar com uma série de privilégios como carros, telemóveis e ajudas de custo.
A liderar o «ranking» está a CGD, instituição que já deu emprego a 23 ex-ministros e secretários de Estado. Segue-se a PT (19), a Galp e a EDP, com 13 cada. Números que também contabilizam girls.
Contas feiras, 38 ministros(as) foram nomeados para cargos de relevância em grandes empresas públicas ou privadas, pouco mais de um ano depois de terem saído da política. Dá uma média de 2 por cada um dos 17 governos constitucionais PS, PSD e CDS que tomaram as rédeas do país nas últimas décadas.
Comentário: Alguns boys e girls que aceitam cargos no governo, apenas têm como objectivo principal, dar o salto para uma empresa pública... Não vamos aqui enumerar os casos, mas basta um pequeno exercício mental...
A revelação é feita pelo «Diário de Notícias» na sua edição desta quinta-feira. Os cargos são bastante mais apetecíveis, já que há quem ganhe mais do que quando estava no Governo. Muitos boys até têm salários mais altos do que o primeiro-ministro: por mês auferem entre os três e os 20 mil euros; isto sem contar com uma série de privilégios como carros, telemóveis e ajudas de custo.
A liderar o «ranking» está a CGD, instituição que já deu emprego a 23 ex-ministros e secretários de Estado. Segue-se a PT (19), a Galp e a EDP, com 13 cada. Números que também contabilizam girls.
Contas feiras, 38 ministros(as) foram nomeados para cargos de relevância em grandes empresas públicas ou privadas, pouco mais de um ano depois de terem saído da política. Dá uma média de 2 por cada um dos 17 governos constitucionais PS, PSD e CDS que tomaram as rédeas do país nas últimas décadas.
Comentário: Alguns boys e girls que aceitam cargos no governo, apenas têm como objectivo principal, dar o salto para uma empresa pública... Não vamos aqui enumerar os casos, mas basta um pequeno exercício mental...
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Tuesday, November 30, 2010
Desigualdades salariais
Não se comprende a passividade com que encaramos o anúncio dos vencimentos dos CEO das empresas do PSI20. No entanto, considero verdadeiramente escandalosos os vencimentos publicados dos gestores das empresas do PSI20:a) 3,1 milhões de euros para o CEO da EDP (703 mil euros de vencimento fixo e o restante de bónus anual);
b) 2,5 milhões de euros para o CEO da PT (1 milhão de bónus);
c) 1 milhão de euros para o CEO do BES;
d) 727 mil euros para o CEO do BPI;
e) etc., etc., etc.
Segundo o Jornal de Negócios, a relação entre os vencimentos médios dos administradores e os salários médios dos trabalhadores em cada empresa do PSI20 é a seguinte:
Jerónimo Martins - 60,9 vezes
PT - 51,8
Sonae - 42,5
Zon - 28
Mota-Engil - 27,6
EDP - 27,1
Semapa - 20,9
Brisa - 18,8
Portucel - 16,7
Galp Energia - 16,1
Banco Espírito Santo - 14,5
BPI - 13
BCP - 11,2
Sonaecom - 8,1
REN - 6,7
Sonae Indústria - 6,4
Isto é inaceitável. Um escândalo. A demonstração de que somos um país sub-desenvolvido, sem princípios de solidariedade e onde não existe respeito por quem trabalha.Eu considero que num país JUSTO, SOLIDÁRIO e EVOLUÍDO, a relação máxima entre os salários médios dos administradores e os salários médios dos trabalhadores não pode ser superior a 10. E isso deve aplicar-se a todo o país. Ou seja, só as empresas Sonae Indústria, REN e Sonaecom do PSI20 passam neste critério.Lamento mas não consigo perceber como é que numa organização o sucesso pode ser somente de meia dúzia. O sucesso é de todos, desde o administrador de topo ao funcionário da limpeza. E todos têm de ganhar com o sucesso da organização, pois todos contribuem, dentro das suas funções, para os resultados obtidos. É uma questão de princípio.Escandalosos e incompreensíveis estes vencimentos.É necessário poder manter os melhores em Portugal. Mas não a qualquer preço, muito menos se para isso tivermos de ceder nos princípios e no dever de zelar por um desenvolvimento equilibrado e sustentável de Portugal.De uma vez por todas: os vencimentos devem ser atribuídos pelo mérito, estar ligados aos resultados da organização e não deve existir uma relação superior a 10 entre a média dos salários dos administradores.Levantar o país significa dar alento aos portugueses, com exemplos e com uma elite que seja uma referência e uma boa influência.
Wednesday, November 24, 2010
As excepções aos cortes salariais
Aprovada ontem para as empresas públicas.
Uns são filhos outros são enteados.
Mais uma medida polémica, tomada por um governo sem vergonha.
Uns são filhos outros são enteados.
Mais uma medida polémica, tomada por um governo sem vergonha.
Friday, October 22, 2010
Bons Gestores precisam- se

Transcrição de texto recebido por e-mail dum amigo
A fuga das galinhas
Por Joana Amaral Dias
em Abril de 2010
Um gestor vale mais do que quem salva vidas e cria (vários tipos) de riqueza como um médico ou um cientista?
Qual é o dom especial que possuem para que ganhem muito mais que todos os outros? Não se sabe. Mas essa ignorância não altera os rendimentos. Mesmo que os resultados empresariais derivem de uma extensa cadeia. Mesmo que todas as empresas devam ter um papel social. Pois é.
Os nossos trabalhadores são dos mais mal pagos da Europa, mas os gestores são dos mais bem pagos. Um gestor alemão recebe dez vezes mais que o trabalhador com o salário mais baixo na sua empresa. O britânico 14. O português 32.
Mas, segundo um estudo da Mckinsey, Portugal tem dos piores gestores. Logo, quando se fala em reduzir direitos e salários, a quem nos devemos referir? Lógico? Não. Dizem que os bons gestores escasseiam e é necessário recompensá-los. Senão, fogem do país. Ok. Então, é simples. Se são assim tão poucos, ide. Não serão significativos na crescente percentagem de fuga dos cérebros que estavam desempregados/explorados. Depois, contratem-se gestores alemães ou ingleses. Por lá, não rareia tanto a qualidade. Estão habituados a discutir não só ordenados mínimos como ordenados máximos. E sempre são mais baratinhos.
Joana Amaral Dias, Docente universitária
Friday, October 15, 2010
Administradores aumentados 65 %
-Administradores aumentados 65%-
Com o País a braços com uma crise, o Governo deu aumentos milionários às administrações de três empresas estatais, todas elas com prejuízos. Os presidentes e os vogais da Carris e da CP viram os respectivos vencimentos aumentados em mais de 50%, enquanto no porto de Lisboa as actualizações rondaram os 30%. A situação foi denunciada ontem por Marques Mendes, ex-líder do PSD.
José Manuel Rodrigues, presidente da Carris, foi quem teve o maior aumento salarial, 65%, passando a receber 6923,26 euros. A mesma percentagem de subida tiveram os vogais da empresa de transportes públicos que ficaram a auferir 6028,52 euros. Em 2008, a Carris apresentou um prejuízo de 17 milhões de euros e em 2009 esse montante ascendeu aos 41 milhões de euros.-Na CP, os prejuízos ascenderam em 2008 aos 190 milhões de euros, mas isso não impediu a actualização do vencimento de José Benoliel em 52%, para 7225,60 euros. Os vogais da administração viram os seus salários aumentados em quase 60% para 6719,81 euros. A actualização ocorreu em Julho de 2009, tendo, no final desse ano, a CP apresentado prejuízos de 217 milhões de euros.
Na Administração do Porto de Lisboa, os aumentos foram menores, mas igualmente milionários. Natércia Cabral, a presidente, passou a ganhar 6357,48 euros e os vogais 5438,52 euros, uma subida de 34% e de 29%, respectivamente.-Para o antigo líder do PSD, que falava no seu comentário semanal na TVI24, o contraste destes aumentos com o ano de crise que o País atravessava – e ainda atravessa – "é escandaloso". Aumentos que em muito contrastam com a redução de 10% que estes salários sofrerão no próximo ano de acordo com a proposta do Governo para a Administração Pública.
-Comentário: Afinal, onde está a crise? Para estes administradores não há crise... Então a tutela (Governo) autoriza estes aumentos escandalosos?... Para mais, em empresas que só dão prejuízos...
Com o País a braços com uma crise, o Governo deu aumentos milionários às administrações de três empresas estatais, todas elas com prejuízos. Os presidentes e os vogais da Carris e da CP viram os respectivos vencimentos aumentados em mais de 50%, enquanto no porto de Lisboa as actualizações rondaram os 30%. A situação foi denunciada ontem por Marques Mendes, ex-líder do PSD.
José Manuel Rodrigues, presidente da Carris, foi quem teve o maior aumento salarial, 65%, passando a receber 6923,26 euros. A mesma percentagem de subida tiveram os vogais da empresa de transportes públicos que ficaram a auferir 6028,52 euros. Em 2008, a Carris apresentou um prejuízo de 17 milhões de euros e em 2009 esse montante ascendeu aos 41 milhões de euros.-Na CP, os prejuízos ascenderam em 2008 aos 190 milhões de euros, mas isso não impediu a actualização do vencimento de José Benoliel em 52%, para 7225,60 euros. Os vogais da administração viram os seus salários aumentados em quase 60% para 6719,81 euros. A actualização ocorreu em Julho de 2009, tendo, no final desse ano, a CP apresentado prejuízos de 217 milhões de euros.
Na Administração do Porto de Lisboa, os aumentos foram menores, mas igualmente milionários. Natércia Cabral, a presidente, passou a ganhar 6357,48 euros e os vogais 5438,52 euros, uma subida de 34% e de 29%, respectivamente.-Para o antigo líder do PSD, que falava no seu comentário semanal na TVI24, o contraste destes aumentos com o ano de crise que o País atravessava – e ainda atravessa – "é escandaloso". Aumentos que em muito contrastam com a redução de 10% que estes salários sofrerão no próximo ano de acordo com a proposta do Governo para a Administração Pública.
-Comentário: Afinal, onde está a crise? Para estes administradores não há crise... Então a tutela (Governo) autoriza estes aumentos escandalosos?... Para mais, em empresas que só dão prejuízos...
Wednesday, October 13, 2010
Pena é que não dê o exemplo

"A cidadania tem de ser igual para todos"
Jorge Sampaio
Na 2ª parte do último "Prós e Contras", Jorge Sampaio indignou-se contra as reformas obtidas por indivíduos com pouco tempo de prática retributiva. Mas, de imediato,corrigiu e disse que essa indignação não se aplicava aos DIREITOS ADQUIRIDOS mas sim para o futuro!! São bonitas as palavras sem dúvida e concordo com elas, evidentemente. Pena é que surjam estas indignações tipo "lágrimas de crocodilo" de quem, como se sabe, "fala de barriga cheia".
É preciso ter verdadeiramente "muita lata" para Sampaio "falar de cátedra" deste assunto!
O momento - chave é o minuto 55 da 2ª parte! Confira tudo aqui.
Os pollíticos devem ser honestos, responsáveis e devem dar o exemplo.
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Saturday, August 28, 2010
Lucros de empresas monopolistas , com apoio do governo
Temos de dar os parabéns a estes bem sucedidos gestores de empresas em regime – real - de monopólio, cobertas pelos governos que trataram de as privatizar para dar maior transparência ao mercado, enchê-las de confrades, familiares e amigos, entregando a privados o património de todos nós que gera lucro, e continuando os trolhas a pagar os prejuízos das restantes. Os Amorins deste país certamente que ficam imensamente reconhecidos.
na galp, empresa privada monopolista da refinação e distribuição dos pitróis, não se ficou por menos e apenas no 1º semestre de 2010, os lucros foram superiores em 91% aos do período homólogo de 2009.
compreende-se porque é que os trolhas pagam os combustíveis mais caros da europa, ou 85 € por uma garrafa de gás.
não há encómios que façam justiça aos tachistas da alta autoridade para a concorrência e muito menos para estas administrações que os partidos do tango vão promovendo. neste entretanto, os trolhas vão ficando cada vez mais, de tanga. podem e devem mesmo continuar a votar nestas quadrilhas.
na galp, empresa privada monopolista da refinação e distribuição dos pitróis, não se ficou por menos e apenas no 1º semestre de 2010, os lucros foram superiores em 91% aos do período homólogo de 2009.
compreende-se porque é que os trolhas pagam os combustíveis mais caros da europa, ou 85 € por uma garrafa de gás.
não há encómios que façam justiça aos tachistas da alta autoridade para a concorrência e muito menos para estas administrações que os partidos do tango vão promovendo. neste entretanto, os trolhas vão ficando cada vez mais, de tanga. podem e devem mesmo continuar a votar nestas quadrilhas.
Thursday, May 13, 2010
Ex- governante ganha 14 mil euros na ERSE
Ex-governante ganha 14 mil euros na ERSE
O ex-secretário de Estado da Administração Interna e da Agricultura no primeiro Governo de Pinto de Sousa vai ganhar um salário mensal bruto de 14 198 euros como vogal da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos – ERSE. Com a nomeação de Ascenso Simões para este cargo pelo Executivo na passada quinta-feira, este é o segundo socialista próximo do sr. Sousa a ser colocado num organismo regulador desde Novembro de 2009.1h23-Ascenso Simões era membro do secretariado nacional do PS. O salário de cada vogal da ERSE corresponde, segundo esta entidade reguladora, "a 85 por cento do vencimento do presidente da ERSE, sendo actualmente de 14 198 euros". Já o líder da ERSE, Vítor Santos, secretário de Estado no tempo de António Guterres, ganha 16 704 euros por mês. Em Novembro de 2009, Filipe Baptista, então chefe de gabinete de Sócrates, foi nomeado vogal da ANACOM, com salário de 14 198 euros.
Comentário: E estamos em crise!... Ora se não estivessemos!... Quase 30 ordenados mínimos!... Atendendo ao número de desempregados, é verdadeiramente obsceno e escandaloso!...
O ex-secretário de Estado da Administração Interna e da Agricultura no primeiro Governo de Pinto de Sousa vai ganhar um salário mensal bruto de 14 198 euros como vogal da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos – ERSE. Com a nomeação de Ascenso Simões para este cargo pelo Executivo na passada quinta-feira, este é o segundo socialista próximo do sr. Sousa a ser colocado num organismo regulador desde Novembro de 2009.1h23-Ascenso Simões era membro do secretariado nacional do PS. O salário de cada vogal da ERSE corresponde, segundo esta entidade reguladora, "a 85 por cento do vencimento do presidente da ERSE, sendo actualmente de 14 198 euros". Já o líder da ERSE, Vítor Santos, secretário de Estado no tempo de António Guterres, ganha 16 704 euros por mês. Em Novembro de 2009, Filipe Baptista, então chefe de gabinete de Sócrates, foi nomeado vogal da ANACOM, com salário de 14 198 euros.
Comentário: E estamos em crise!... Ora se não estivessemos!... Quase 30 ordenados mínimos!... Atendendo ao número de desempregados, é verdadeiramente obsceno e escandaloso!...
Wednesday, April 28, 2010
Lista de Schinder à portuguesa
A crise é anunciada pela boca de Pinto de Sousa e Teixeira dos Santos. O objectivo é apertar o cinto... do povo português, porque os políticos, eses banqueteiam-se com prémios de milhões, tal como os seus amos e senhores da UE lhes ordenam. Ora vejamos:
Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 €
Carlos Tavares: CMVM, 245.552 €
Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 €
Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 €
Fernanda Meneses: STCP, 58.859 €
José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 €
Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 €
Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 €
Luís Pardal: Refer, 66.536 €
Amado da Silva: Anacom, ARCS, ex-chefe gab. de Pinto de Sousa, 224.000 €
Faria de Oliveira: CGD, 371.000 €
Pedro Serra: AdP, 126.686 €
José Plácido Reis: Parpública, 134.197 €
Cardoso dos Reis: CP, 69.110 €
Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 €
Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 €
Guilherme Costa: RTP, 250.040 €
Afonso Camões: Lusa, 89.299 €
Fernando Pinto: A TAP, 420.000 €
Henrique Granadeiro: PT, 365.000 €
(in, Jornal SOL de 22.01.2010)
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... É um fartar vilanagem...! E pedem contenção!!!... Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 ? para passar férias ou fazer compras de Natal''. E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas de nomeação política ... É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 €
Carlos Tavares: CMVM, 245.552 €
Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 €
Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 €
Fernanda Meneses: STCP, 58.859 €
José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 €
Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 €
Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 €
Luís Pardal: Refer, 66.536 €
Amado da Silva: Anacom, ARCS, ex-chefe gab. de Pinto de Sousa, 224.000 €
Faria de Oliveira: CGD, 371.000 €
Pedro Serra: AdP, 126.686 €
José Plácido Reis: Parpública, 134.197 €
Cardoso dos Reis: CP, 69.110 €
Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 €
Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 €
Guilherme Costa: RTP, 250.040 €
Afonso Camões: Lusa, 89.299 €
Fernando Pinto: A TAP, 420.000 €
Henrique Granadeiro: PT, 365.000 €
(in, Jornal SOL de 22.01.2010)
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... É um fartar vilanagem...! E pedem contenção!!!... Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 ? para passar férias ou fazer compras de Natal''. E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas de nomeação política ... É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
Thursday, April 15, 2010
Direito á indignação
( recebido por correio electrónico )
É preciso que se saiba"... se os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)
E são estes indivíduos que chamam a nossa atenção porque "os portugueses gastam acima das suas possibilidades"...
É preciso que se saiba"... se os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais de metade (55%) do que se ganha na zona euro, os nossos gestores recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/08)
E são estes indivíduos que chamam a nossa atenção porque "os portugueses gastam acima das suas possibilidades"...
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Falta de Ética,
Sociedade
Thursday, March 18, 2010
Gestores públicos com prémios chocantes
Segundo o Jornal de Notícias de hoje, o presidente do conselho de administração da Sonae SGPS, à margem da apresentação de resultados do grupo, considerou "absolutamente chocantes" os "abusos importantes" na atribuição de prémios aos gestores de algumas empresas públicas, e defendeu ser "preciso corrigir isso".Segundo Paulo Azevedo, "não são claros os processos de nomeação, não é claro o mérito" e esta situação arrisca-se a "dar mau nome à actividade de administrador".O Correio da Manhã noticia hoje que Rui Pedro Soares, ex-administrador executivo da PT e não executivo do Taguspark, é suspeito da prática do crime de corrupção passiva no caso do contrato celebrado entre Luís Figo e o Taguspark, no início de Agosto de 2009.Ao que o CM apurou, a investigação tem recolhido indícios que apontam para uma forte suspeita: o contrato com o ex-futebolista terá tido como contrapartida o apoio a José Sócrates e ao PS na campanha eleitoral para as legislativas de 2009.Acerca deste administrador e de José Penedos da REN ver ao crónica do Jornal de Notícias de ontem Fome & fartura. Mas há muitos outros casos escandalosos, que circulam diariamente por e-mail.É pena que não se moralize o sistema remuneratório seguindo as palavras de Paulo Azevedo, tornando claros, transparentes, os processos de nomeação, exigindo mérito e capacidades nos concursos de admissão, definindo claramente as funções e, em face delas, efectuar uma rigorosa avaliação do desempenho. Sem isto, se continuar esta situação, arrisca-se o descrédito público, o mau nome da actividade de administrador e dos que a desempenham. Para isso já bastam os políticos.
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Tuesday, March 02, 2010
Desigualdades salariais
Verão 2008
Taxa de Desemprego - 7,7%
80 mil gestores de topo
Último trimestre de 2009
Taxa de Desemprego - 10,1%
102 300 gestores de topo.
Destruição de postos de trabalho neste período - 114,9 mil
Aumento no sector topo de gama... não sei se estão a ver o gama ... neste período - mais de 20 mil
Só foram mais de 20 mil destes que custam coisa pouca ao país.Ai que me apetece dizer uma asneira!Retirei os dados daqui.
Taxa de Desemprego - 7,7%
80 mil gestores de topo
Último trimestre de 2009
Taxa de Desemprego - 10,1%
102 300 gestores de topo.
Destruição de postos de trabalho neste período - 114,9 mil
Aumento no sector topo de gama... não sei se estão a ver o gama ... neste período - mais de 20 mil
Só foram mais de 20 mil destes que custam coisa pouca ao país.Ai que me apetece dizer uma asneira!Retirei os dados daqui.
Saturday, November 28, 2009
Penedos ganha ( recebe) 46 mil euros mensais da REN
.Presidente suspenso pode manter salário se o Conselho de Administração assim o decidir
José Penedos, suspenso da presidência da REN no âmbito do caso Face Oculta, poderá manter o salário de 46 mil euros mensais, se o Conselho de Administração decidir favoravelmente nos próximos dias, apurou o «Correio da Manhã».-No ano passado à frente da empresa, Penedos ganhou 655 mil euros, entre remunerações fixas e prémios de gestão. Só em prémios a empresa gastou um valor total de 1,4 milhões de euros, distribuído pelos cinco membros executivos do Conselho de Administração.
-Na altura da apresentação do relatório e contas da REN, Penedos defendeu que o valor do seu vencimento era baixo: «A REN é uma das empresas mais mal remuneradas do PSI20», afirmou a um jornal diário.
-
Comentário: Tomando por comparação o ordenado do Presidente Obama (270.000 euros/ano), estas remunerações que os gestores portugueses recebem, são autênticamente escandalosas e pornográficas... Neste caso, o sr. José Penedos, consegue receber num mês o que um português que tenha o ordenado mínimo, recebe em 8 anos... Assim, também eu quero ser amigo de José Pinto de Sousa...
José Penedos, suspenso da presidência da REN no âmbito do caso Face Oculta, poderá manter o salário de 46 mil euros mensais, se o Conselho de Administração decidir favoravelmente nos próximos dias, apurou o «Correio da Manhã».-No ano passado à frente da empresa, Penedos ganhou 655 mil euros, entre remunerações fixas e prémios de gestão. Só em prémios a empresa gastou um valor total de 1,4 milhões de euros, distribuído pelos cinco membros executivos do Conselho de Administração.
-Na altura da apresentação do relatório e contas da REN, Penedos defendeu que o valor do seu vencimento era baixo: «A REN é uma das empresas mais mal remuneradas do PSI20», afirmou a um jornal diário.
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Comentário: Tomando por comparação o ordenado do Presidente Obama (270.000 euros/ano), estas remunerações que os gestores portugueses recebem, são autênticamente escandalosas e pornográficas... Neste caso, o sr. José Penedos, consegue receber num mês o que um português que tenha o ordenado mínimo, recebe em 8 anos... Assim, também eu quero ser amigo de José Pinto de Sousa...
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