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Tuesday, May 24, 2011

Agredido por dizer a verdade




Quem se mete com o PS de Pinto de Sousa, leva

Saturday, August 28, 2010

Trintona traída- um texto brilhante de Luis Costa

Trinta e seis anos após o seu nascimento, já ia sendo tempo de a nossa Democracia, ainda que provinciana, dar mostras de plena maturidade. E tenho a certeza que tal já teria acontecido, se ela não escolhesse tão mal os seus companheiros: refiro-me aos políticos, como é evidente. Tal como os amantes marialvas, eles usam-na para os seus interesses e apetites pessoais; eles servem-se dela e não a servem; eles não a amam e até nem se importam de a prostituir. O povo, esse…
José Sócrates levou o Partido Socialista a duas vitórias consecutivas de uma forma que eu — analfabeto funcional em questões de política politiqueira — considero ilegítima: na primeira eleição, prometeu mundos e cavou fundos; na segunda, ocultou os fundos que tinha cavado na primeira. E a Democracia — a nossa trintoninha —, foi na onda, e continua a ir, crente nas descaradas desculpas do seu amante incorrigível. E a união de facto vai-se mantendo — apesar dos cada vez mais frequentes episódios de violência doméstica — até que um dia ela caia da cama e acorde de vez.
Não sei como é que um político se sente legitimado para governar, quando é eleito para fazer A e depois descobre — ou faz que descobre — que, afinal, tem de fazer o contrário de A: “Desculpa lá, minha querida, mas o enxoval do teu papá não é o que parecia! Vais ter de vender os anéis e as gargantilhas e apanhar de vez em quando!”. O voto, afinal, serviu para quê?
Não sei como é que um político se sente legitimado para governar, quando é eleito na base de uma dívida X e depois — ele mesmo, himself — descobre (ou faz que descobre) que a mesma é 3X: “Desculpa lá estragar-te as núpcias, minha querida, mas, afinal, acabo de descobrir uma data de dívidas que nem por sombras imaginava ter!”. O voto, afinal, serve para quê?
Acredito que, quando a nossa jovem Democracia entrar nos sessenta — sem a cegueira que a libido provoca —, talvez repudie com vigor este tipo de tipos. Quando a nossa democracia (com minúscula, porque o sentido é denotativo) for realmente madura, só abrirá as portas a quem lhe apresentar — em vez de promessas vagas e promessas de pequenas medidas amanuenses, ainda assim com possibilidades semânticas quase literárias —, verdadeiros projectos de desenvolvimento do país, nos quais seja bem evidente o que se pretende fazer no interior para que ele seja repovoado e Portugal possa crescer inteiro e como uma família unida, na qual reine a igualdade, que é, afinal, o verdadeiro amor da sua vida.
Luís Costa

Retirado de
Trintona traída no Blogue DaNação

Thursday, May 13, 2010

Um Mar de Lama Escorre... Como pode tal criatura permanecer como Primeiro -ministro ?

( artigo de Miguel Urbano Tavares Rodrigues)

Pertenço a uma geração que se tornou adulta durante a II Guerra Mundial.
Acompanhei com espanto e angústia a evolução lenta da tragédia que durante quase seis anos desabou sobre a humanidade. Desde a capitulação de Munique, ainda adolescente, tive dificuldade em entender porque não travavam a França e a Inglaterra o III Reich alemão. Pressentia que a corrida para o abismo não era uma inevitabilidade. Podia ser detida.Em Maio de 1945, quando o último tiro foi disparado e a bandeira soviética içada sobre as ruínas do Reichstag, em Berlim, formulei como milhões de jovens em todo o mundo a pergunta
«Como foi possível?»
Hitler suicidara-se uma semana antes. Naqueles dias sentíamos o peso de um absurdo para o qual ninguém tinha resposta. Como pudera um povo de velha cultura, o alemão, que tanto contribuíra para o progresso da humanidade, permitir passivamente que um aventureiro aloucado exercesse durante 13 anos um poder absoluto. A razão não encontrava explicação para esse absurdo que precipitou a humanidade numa guerra apocalíptica (50 milhões de mortos) que destruiu a Alemanha e cobriu de escombros a Europa?
Muitos leitores ficarão chocados a por evocar, a propósito da crise portuguesa, o que se passou na Alemanha a partir dos anos 30.Quero esclarecer que não me passa sequer pela cabeça estabelecer paralelos entre o Reich hitleriano e o Portugal agredido por Sócrates. Qualquer analogia seria absurda.São outros o contexto histórico, os cenários, a dimensão das personagens e os efeitos.
Mas hoje também em Portugal se justifica a pergunta «Como foi possível?»Sim. Que estranho conjunto de circunstâncias conduziu o País ao desastre que o atinge? Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo?O descalabro ético socrático justifica outra pergunta: como pode um Partido que se chama Socialista (embora seja neoliberal) ter desde o início apoiado maciçamente com servilismo, por vezes com entusiasmo, e continuar a apoiar, o desgoverno e despautérios do seu líder, o cidadão Primeiro-ministro?Portugal caiu num pântano e não há resposta satisfatória para a permanência no poder do homem que insiste em apresentar um panorama triunfalista da política reaccionária responsável pela transformação acelerada do país numa sociedade parasita, super endividada, que consome muito mais do que produz.
Pode muita gente concluir que exagero ao atribuir tanta responsabilidade pelo desastre a um indivíduo. Isso porque Sócrates é, afinal, um instrumento do grande capital que o colocou à frente do Executivo e do imperialismo que o tem apoiado. Mas não creio neste caso empolar o factor subjectivo.
Não conheço precedente na nossa História para a cadeia de escândalos maiúsculos em que surge envolvido o actual Primeiro-ministro.
Ela é tão alarmante que os primeiros, desde o mistério do seu diploma de engenheiro, obtido numa universidade fantasmática (já encerrada), aparecem já como coisa banal quando comparados com os mais recentes.O último é nestes dias tema de manchetes na Comunicação Social e já dele se fala além fronteiras.É afinal um escândalo velho, que o Presidente do Supremo Tribunal e o Procurador-geral da República tentaram abafar, mas que retomou actualidade quando um semanário divulgou excertos de escutas do caso Face Oculta.Alguns despachos do procurador de Aveiro e do juiz de instrução criminal do Tribunal da mesma comarca com transcrições de conversas telefónicas valem por uma demolidora peça acusatória reveladora da vocação liberticida do governo de Sócrates para amordaçar a Comunicação Social.Desta vez o Primeiro-ministro ficou exposto sem defesa. As vozes de gente sua articulando projectos de controlo de uma emissora de televisão e de afastamento de jornalistas incómodos estão gravadas.Não há desmentidos que possam apagar a conspiração.
Um mar de lama escorre dessas conversas, envolvendo o Primeiro-ministro. A agressiva tentativa de defesa deste afunda-o mais no pântano. Impossibilitado de negar os factos, qualifica de «infame» a divulgação daquilo a que chama «conversas privadas».Basta recordar que todas as gravações dos diálogos telefónicos de Sócrates com o banqueiro Vara, seu ex-ministro foram mandadas destruir por decisão (lamentável) do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para se ter a certeza de que seriam muitíssimo mais comprometedoras para ele do que as «conversas privadas» que tanto o indignam agora, divulgadas aliás dias depois de, num restaurante, ter defendido, em amena «conversa» com dois ministros seus, a necessidade de silenciar o jornalista Mário Crespo da SIC Noticias.Não é apenas por serem indesmentíveis os factos que este escândalo difere dos anteriores que colocaram José Sócrates no banco dos réus do Tribunal da opinião pública. Desta vez a hipótese da sua demissão é levantada em editoriais de diários que o apoiaram nos primeiros anos e personalidades políticas de múltiplos quadrantes afirmam sem rodeios que não tem mais condições para exercer o cargo.
O cidadão José Sócrates tem mentido repetidamente ao País, com desfaçatez e arrogância, exibindo não apenas a sua incompetência e mediocridade, mas, o que é mais grave, uma debilidade de carácter incompatível com a chefia do Executivo.
Repito: como pode tal criatura permanecer como Primeiro-ministro?
Até quando, Sócrates, teremos de te suportar?

Miguel Urbano Tavares Rodrigues

Thursday, April 22, 2010

Parlamento Sueco



Num País corrupto, desleixado e iletrado como o nosso, seria pedir demais que fosse seguido este sistema de comportamentos democráticos, orientado para servir os cidadãos. Mas, pelo menos, senhores políticos, façam o favor de, a pouco e pouco, irem melhorando os vossos modos de actuação para um dia nos podermos comparar aos países mais civilizados. Os bons exemplos devem ser seguidos. Devemos apanhar o vício de actuar com eficiência, com excelência. Não acham?

Wednesday, March 24, 2010

Do desprezo

Inês de Medeiros, deputada na Assembleia da República, mostrou naquela curta entrevista à Sábado que desconhece por completo as regras institucionais da nossa democracia. Ontem acrescentou elegantemente que não pagava as viagens. Alega que não é diferente dos outros e que por isso quer um tratamento igual, ou seja quer que lhe paguem as viagens a Paris para ver a família. Esquece-se (ou não sabe) que o que estabelece a igualdade entre os deputados (e o mesmo se aplica aos cidadãos) é a lei, e não o resultado individual da aplicação da lei. Disse ainda que não vê mal em Pinto de Sousa ter eventualmente mentido no Parlamento, e não percebe (ou não sabe) que o respeito pelas instituições democráticas é fundamental para o seu funcionamento.
Tudo isto poderia ser apenas ignorância sobre os princípios de um Estado de Direito, o que já seria grave. Mas revela, essencialmente, um certo desprezo pela política, o que não se pode aceitar num representante político do povo. Que o PS a tenha escolhido diz muito sobre a consideração que o partido tem pelo regime.

Friday, February 05, 2010

Corra às bancas

Quem quiser saber da elevação com que Pinto de Sousa e os seus homens governam o país (e ajuizar da qualidade da democracia, e saber como é bem gasto o seu dinheiro) deve hoje deixar correr o psicodrama das finanças regionais e comprar a edição do semanário Sol. Tem os despachos do juíz e do procurador de Aveiro sobre o caso Face Oculta e adjacentes, e, através delas, as manobras de bastidores a propósito da TVi, com Sic e TSF à mistura, e participações destacadas de Vara, dois Penedos, Rui Soares e José Miguel Júdice. É leitura obrigatória e jornalismo verdadeiro (além disso, perigoso, como tudo o que, hoje em dia, seja ou ameace ser defesa da liberdade). Depois de ler, também pode julgar, como o jornal diz, se Procurador-Geral e presidente do Supremo Tribunal fizeram o que deviam fazer ou protegeram o poder político.

Monday, October 26, 2009

Deputados no Reino Unido

( recebido por correio electrónico)

DEPUTADOS NO REINO UNIDO...

Não é de estranhar, mas é interessante saber...como tudo é diferente...Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",
1 . não têm lugar certo para sentar na Câmara dos Comuns;
2 . não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias); detalhe: e pagam, todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador;
4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento. E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.
Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo
A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários não Deputados, que trabalham (???) na Assembleia da República, têm um subsidio equivalente a 80% do seu vencimento...??? Isto é, se cá fora ganharem 1000,00 EUR, lá dentro ganham 1800,00 EUR !!.Fantástico ! Porquê? Profissão de desgaste rápido?!!... E porque é que os jornais não falam disto?!...
Eu sou voluntário! Mas certamente haverá mais...não acreditam...??

Wednesday, October 21, 2009

O Governo português não respeita o trabalho dos jornalistas

A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16.º para o 30.º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas.
Ver artigo do SOL

No entanto o ministro da Propaganda- O malhador , afirma que o país está bem colocado

Tuesday, October 06, 2009

Controlar a imprensa

O responsável pelo cancelamento do Jornal Nacional de 6.ª assumiu que a decisão foi tomada com o intuito de não interferir na campanha eleitoral através da revelação de novos factos sobre os casos Freeport e Casa Pia. Estou arrepiado.Partindo do pressuposto que o sr. Bernardo Bairrão fala verdade e que tomou uma decisão danosa para a empresa com o propósito de não interferir na campanha, há que lhe explicar que, infelizmente, interferiu. E muito. É que ao não divulgar informações novas sobre casos importantes e caros para os portugueses, a empresa acabou por beneficiar o partido em questão. Acabou por, efectivamente, ter um papel importantíssimo na eleição do sr. Sousa . Agradeçam-lhes.

Tuesday, September 29, 2009

Momento de mudança

Nas eleições de domingo, consideradas como tendo decorrido normalmente, o vencedor recebeu 21,48 por cento dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais, pouco mais de um quinto. Parece um número muito pequeno, mas é real: Apenas foram às urnas 60,6 por cento, dos quais 1,75 por cento entregaram votos em branco e 1,37 votos nulos, resultando para distribuição pelos partidos os votos de 58,75 por cento dos eleitores inscritos e 36,56% (obtidos pelo PS) deste número dá os 21,48% acima referidos. Não haverá motivos de arrogância para dizer que foi eleito por todos os portugueses.Dos resultados merece meditação a quantidade de votos em branco, que representam actos espontâneos de indivíduos sem organização, sem movimento, sem propaganda, que quiseram evidenciar o seu desacordo em relação às metodologias gerais que vêm sendo praticadas na política e que querem ver remodeladas. Apesar da espontaneidade, o seu resultado foi superior ao obtido por qualquer dos pequenos partidos e movimentos que não obtiveram deputados, apesar de todo o seu esforço para os obterem e da despesa feita com a campanha. Tal voto, que assenta numa motivação mais significativa e definida do que a abstenção ou o voto nulo, merece ser devidamente reflectido. Daqui sairá o próximo governo, ou de coligação ou com acordos parlamentares que, ao contrário da maioria absoluta, vai exigir diálogo com a oposição, pondo de lado a arrogância verificada nos últimos anos.Será desejável que seja tida em consideração a necessidade de, em cada decisão colocar Portugal e os interesses nacionais acima de interesses dos partidos e dos políticos, seus familiares e amigos.Cada decisão, deve ser precedida por estudos realistas e completos, que conduzam às melhores soluções possíveis, a fim de evitar futuros recuos com os custos inerentes.As decisões que produzam efeitos além do fim da legislatura devem ser precedidas de consulta e de discussão com a oposição e beneficiar de contributos de cidadãos, organizados ou individualmente.Convém definir regras que reduzam ao mínimo as nomeações políticas de forma a que as vagas sejam preenchidas através de concursos públicos apreciados por júris competentes e independentes.Devem ser desenvolvidos mecanismos eficazes para combater a corrupção e o enriquecimento ilícito, mesmo que se trate de pequenos valores.É urgente, de acordo com opiniões de juízes, tornar a Justiça mais rápida e independente através de novos códigos preparados por Juízes e advogados sem ligações partidárias conhecidas.A fim de reduzir as despesas públicas, deve ser diminuída a burocracia embaraçante e que depende do excesso de pessoal que entope os circuitos, a começar por assessores que apenas existem como caixa de emprego para os «boys» do regime, cuja ineficácia é demonstrada por não terem evitado imensos eros da governação do Estado e autárquica.Praticando estas regras básicas, que devem ser pactuadas por todos os partidos parlamentares, e constar num código se conduta, contribuir-se-á para o bem-estar dos portugueses e o engrandecimento de Portugal, o que será manifestado nas próximas eleições com o fim de votos brancos, redução de nulos (ficam apenas os de erros de preenchimento) e de abstenções (ficando apenas os mortos e os acamados).

Tuesday, September 22, 2009

Livro negro sobre Pinto de Sousa na gaveta até às eleições



Ontem, o Ministro da Propaganda , Santos Silva , já esquecido do recente ataque do PS às notícias da TVI, garantia que não há asfixia democrática em Portugal.Azar. Hoje os jornais noticiam que Rui Costa Pinto, o autor de uma biografia de Pinto de Sousa , a qual deveria estar à venda desde o passado dia 1 de Setembro (!), acusa a distribuidora Dinalivro de “ter feito tudo” para evitar que esse livro tão incómodo para o PS seja colocado à venda antes das eleições de dia 27.Como o argumento para esta censura não deve ser económico (o livro seria certamente um best seller), a explicação deve ser a que Costa Pinto dá: a distribuidora tem “medo de represálias pela sua publicação”.E não brinquemos com coisas sérias: o PS não quer este livro à venda antes das eleições. Ponto. Não gozem é a dizer que não há um clima de medo em Portugal.
Outros livros na gaveta : Dossier Sócrates

Tuesday, September 15, 2009

Como derrotar o partido de Pinto de Sousa nas eleições. Cardápio útil por circulos eleitorais


Se o leitor é daqueles que tem como objectivo número um tirar o PS do Governo e não quer desperdiçar votos, o cardápio elaborado pelo Dr Shue, editor do blogue Mairdenuboske, com base no estudo feito pelo colega Jorge Martins, pode ser útil.
Se o leitor tem uma posição aproximada à minha na questão da utilidade do voto, sugiro que faça uma leitura cuidada dos dados disponibilizados aqui.

Monday, September 14, 2009

Derrotar o PS ( partido de Pinto de Sousa ); o voto útil para tirar votos ao PS em cada circulo eleitoral

O colega Jorge Martins, professor de Geografia e mestrando de Ciência Política fez um estudo sobre o voto útil para tirar deputados ao PS em todos os círculos eleitorais. A síntese do estudo foi publicada no blogue Octávio Gonçalves e pode ser lida aqui.
Há muito professores que têm preferências consolidadas pelo BE, pelo PCP, pelo PSD e pelo CDS e é legítimo que entreguem o seu voto a esses partidos políticos. Há, no entanto, muito professores que estão indecisos: sabem apenas que não querem votar PS. O estudo de Jorge Martins sobre o voto útil para derrotar o PS em todos os círculos eleitorais destina-se a esses professores.
Votos certamente úteis:
Aveiro – PSD, CDS
Beja – CDU
Braga – PSD, CDS, CDU, BE
Bragança – PSD
Castelo Branco – PSD
Coimbra – PSD
Évora – CDU
Faro – PSD
Guarda – PSD
Leiria – PSD, CDS
Lisboa – PSD, CDS, CDU, BE
Portalegre – PSD (provavelmente útil)
Porto – PSD, CDS, CDU, BE
Santarém – PSD, CDU
Setúbal – PSD, CDS, CDU, BE
Viana do Castelo – PSD
Vila Real – PSD
Viseu – PSD, CDS
Açores – PSD
Madeira – PSD
Europa – PSD
Fora da Europa – PSD

Comentário:

No caso do distrito de Coimbra o voto pode ser em PSD, ou BE , ou CDU; a tendência actual é 4 PS, 4 PSD, 1 BE, 1 CDU ( total de 10 deputados); em Lisboa , caso se mantenha a tendência das europeias, o MEP pode vir a ter 1 deputado ( ou seja pode votar-se PSD,CDS,BE,CDU, MEP)

Wednesday, September 09, 2009

Método de Hondt- número de deputados por circulo eleitoral

Votar, numa democracia representativa de cariz parlamentar, é escolher... deputados, que nos representam.
Em Portugal, a eleição é feita por Distrito, de acordo com uma tabela que se alterou recentemente (Diário da República), e que levou à perda de um mandato dos distritos de Lisboa, Castelo Branco e Bragança (JN), e ganhos de outros três: Porto, Aveiro e Braga.

Em Portugal usa-se o Método de Hondt para proceder à conversão de votos em mandatos (ver artigo da Comissão Nacional de Eleições e da STAPE, que incluí simulador).
Na hiperligação ver quadro resumo, podemos ver os deputados a eleger por distrito, bem como os deputados que foram realmente eleitos em 2005 ( Blog do Publico - eleições 2009) mas também das implicações que a forma como votamos pode ter na hora de converter votos em mandatos, realçando o "favor" que se faz aos partidos maiores em dispersar os votos, mas também o modo como círculos maiores favorecem esses mesmo partidos:
Na realidade, há muitos sistemas de voto e há muitos sistemas eleitorais. A goegrafia política Portuguesa seria muito diferente se "pontuassemos" os partidos, dando mais pontos ao preferido, um pouco menos à segunda escolha, mens à terceira e assim sucessivamente (ao termos só um voto não podemos ter uma "segunda escolha"), OU se tivessemos votos de primeira e segunda volta, em cada círculo (ex: França); OU se tivessemos um só circulo nacional (Portugal vota assim, para o Parlamento Europeu!); OU se cada distrito elegesse numa base "winner takes all", como nos Estados Unidos (sistemas maioritários tendem a "empurrar" para soluções bi-partidárias); OU se houvesse círculo uninominais; OU...
Mas o nosso sistema é o de um voto simples e único, com eleição por distrito, numa base de método de Hondt, que não é proporcional, e sem "círculo" nacional... e isso traz consequências...
Um exemplo: se tivessemos 150.001 mil votos expressos num distrito, e 3 deputados... e o partido A tivesse 30.000, o B 20.000, o C 10.000 e o partido D 90.001, o sistema de Hondt ditaria: 3 deputados para o partido D, e zero (0) para todos os outros. Ou seja: 60.000 votos seriam inutilizados, enquanto 90.000 elegiam os 3 deputados do círculo.
No quadro podem ver-se mais casos de votos "desperdiçados".
Por isso, votar em círculos como Vila Real, Portalegre, Guarda, Bragança, Castelo Branco, Évora, Beja, etc. é diferente de votar em Lisboa ou Porto...
infelizmente, com este método, uma boa parte dos votos dos Portugueses é ... inútil em termos parlamentares! Ou seja: essas pessoas não serão representados na legislatura seguinte! Votar em Lisboa é diferente de qualquer outro distrito. O Porto também é "unico". Braga e Setubal intermédios. Alguns exemplo: votar MMS ou PCTP-MRPP, ou até MEP, fora de Lisboa, é, mais do que provavelmente, um voto totalmente desperdiçado, pois não têm hipóteses de eleger deputado. Mesmo votar, por exemplo, CDU em na Madeira, ou votar CDS no Alentejo, ou votar BE em Vila Real, ou votar MEP fora de Lisboa, são votos que não se converterão em representação parlamentar... e nós vivemos numa democracia representativa...

Thursday, September 03, 2009

Contos proibidos



Esta "peça" no i sobre o livro Contos Proibidos de Rui Mateus é superficial como quase tudo o que hoje se publica nos jornais. Mas não é por isso que não é importante. Tem a coragem de recordar, e bem, um dos casos mais graves de total desrespeito pela liberdade em Portugal depois do 25 de Abril. Só tenho pena que o i não tenha citado um texto sobre o livro que um então jovem, já ex. comunista, escreveu na revista do Expresso sobre os méritos de Rui Mateus e dos Contos Proibidos e as para ele, jovem ex. comunista, indiscutíveis malfeitorias praticadas por Mário Soares y sus muchachos.

Monday, August 31, 2009

Medina Carreira aponta pistas

Transcreve-se o artigo do CM em que Medina Carreira faz uma análise independente, realista e fundamentada em números.
Merece ser lida atentamentePortugal 'à deriva'. Quem nos acode?
CM. 30 Agosto 2009.
Medina Carreira

Esta democracia não resiste a esta economia. Sem resposta eficaz para o presente afundamento económico, a actual democracia acabará por ser substituída.Vivemos, em geral, sob a ‘ditadura’ do curto prazo. Também nos domínios económico, financeiro e social, estamos circunscritos ao ‘trimestre’. O método que se usa é fácil e bem acolhido porque consente todas as interpretações e, por isso, a todos serve. Mas tem um grave efeito redutor porque os portugueses ficam sem saber como estão e para onde os levam. Têm hoje uma visão que não passa do dia seguinte.Os consequentes custos políticos são enormes, porque se cuida sempre e só da conjuntura, omite-se as análises e as indispensáveis soluções estruturais.Trata-se de uma prática que explica, em grande parte, o afundamento incessante do nosso País. Com ela não ocorrerá qualquer mudança, de fundo e indispensável, porque as verdadeiras soluções são sempre desconhecidas. Temos os factos a demonstrá-lo: entram e saem governos, partidos e políticos, anos sucedem-se a outros anos, mas o agravamento da economia, das finanças e do ‘social’ é uma constante.Baseados nestas análises, meramente conjunturais e com falta de entendimento das tendências da globalização, há os que pensam num destino português sempre ‘pendurado’ em alguém (África, Índia, Brasil e União Europeia): e assim se escusam de quaisquer preocupações, embora nunca identifiquem quem e por que estará disposto a ‘carregar’ connosco, já em 2015-2020."O optimismo é hoje uma pura mistificação" (como bem sublinha Vasco Pulido Valente) mas, mesmo assim, ainda há ‘optimistas’ por aí! Do outro lado estão os chamados ‘pessimistas’: aqueles que tentam ver mais longe e mais fundo, defendem a dignidade do País, exigem responsabilidades e não crêem que tenhamos o direito de transformá-lo no mendigo da Europa.Os nossos graves e visíveis desequilíbrios financeiros com inevitáveis efeitos sociais só podem ser enfrentados pela drástica redução das despesas e/ou pelo rápido crescimento da economia.O ataque às despesas públicas é, de há muito, um completo fracasso, tentado por todos os governos. Estes saem e tudo fica pio.
Duas razões o explicam:
a primeira é a quase estagnação da nossa economia (0,8% anuais, entre 2000 e 2008);
a segunda é a natureza das despesas que mais pesam nas contas públicas e que são as do ‘pessoal’ e as das ‘prestações sociais’. Muito rígidas, correspondiam já a cerca de 78% da despesa primária (total menos juros), em 2008.Quem é beneficiário destes pagamentos?São 700 000 funcionários, cerca de 3 400 000 reformados, perto de 350 000 titulares do RSI, uns 300 000 desempregados e outros centos de milhares de subsidiados diversos, num total superior a 6 milhões de indivíduos.Isto é: temos estes 60 a 70% de eleitores inscritos, que são militantes atentos e empenhados do ‘Partido do Estado’!Quem vai ‘tocar-lhes’, num prazo que ainda possa ser útil?É muito pequeno o mercado interno português e, por isso, só através das exportações e da substituição de importações poderemos registar crescimentos significativos da economia e do emprego. Ocorre que o contributo das exportações para a nossa economia tem sido muito pequeno: 32-33% do PIB, em média, desde há muitos anos.Temos, portanto, uma decisiva prioridade: alargar, suficiente, urgente e competitivamente, o nosso tecido produtivo.Não exportaremos muito mais desde que não produzamos competitivamente.Porque só agora se dá, preocupadamente, por isso?Com o escudo, disfarçámos facilmente esta nossa tradicional debilidade porque, quando se perdia, perigosamente, competitividade, desvalorizava-se a moeda e, em alguns meses, restabelecia-se um certo equilíbrio.Agora, com o euro, nada disso é possível.O quadro é este: competimos mal e exportamos pouco; não temos moeda própria e não podemos corrigir facilmente a situação; a economia cresce devagar, o desemprego sobe, os défices externos são dos mais altos do mundo e o endividamento é insustentável.Numa palavra: estamos ‘encurralados’.O panorama dos últimos dez anos é muito sombrio e, sobre ele, os partidos não se pronunciam, clara e autonomamente, não analisam com rigor os factos e não alvitram quaisquer soluções à altura das necessidades.Não se compreende este alheamento, mas é um facto.E, porque estamos no domínio da política, tem de perguntar-se o que tem o Estado a fazer, sendo certo que há matérias em que só ele pode e deve fazer.Duas coisas, a meu ver: primeiro, averiguar com cuidado por que há investidores interessados na Hungria, na Polónia, na República Checa, na Eslovénia ou na Eslováquia, e não querem vir para Portugal, havendo mesmo os que daqui se ‘deslocalizam’; segundo, com base nessa análise, apresentar ao País uma proposta das reformas necessárias para criar vantagens comparativas nas opções respeitantes aos investimentos para as exportações/substituição de importações.É certo haver áreas públicas relevantes e que pesam nas opções dos investidores: leis do trabalho, impostos e taxas, tribunais, especialização da mão-de-obra, burocracia, nível da corrupção, mercado do arrendamento, custos energéticos e das telecomunicações, secretismo dos PIN, benefícios atribuídos casuisticamente e sem controlo, etc.Hoje, porém, ninguém sabe em que medida, de modo seguro, sistemático e inequívoco, se foge, cada vez mais, de investir em Portugal para se investir no Leste europeu. Podemos todos ‘achar’ que sabemos – como é usual entre nós! – mas sem as indispensáveis certezas que fundamentem políticas eficazes.Vale a pena recordar que o melhor período da nossa economia, no século passado, se deveu, em especial, à entrada para a EFTA e ao estatuto privilegiado contido no Anexo G. As vantagens comparativas então conseguidas atraíram para Portugal numerosas e decisivas indústrias, hoje em incontida debandada.Em função das novas circunstâncias, impõe-se-nos agora criar vantagens comparativas, afeiçoadas às realidades internacionais presentes.Se o eleitorado aprovasse as propostas apresentadas para o efeito, qualquer Governo teria legitimidade democrática para executá-las.Se as rejeitasse, assumiria democraticamente a responsabilidade pelas consequências do marasmo económico, isto é, o elevado desemprego, os baixos salários, as prestações sociais exíguas, a pobreza crescente, as desigualdades, o endividamento e o temor do futuro.Na verdade, é legítimo que um povo opte pela pobreza, desde que compreenda bem o sentido e as consequências do que vota.Não como nos encontramos hoje: com uma caricatura de democracia, baseada no engano das gentes e na estreiteza das competências, os portugueses arrastam-se ‘às cegas’ para um desastre, que não é desejado, nem pressentido.É que não basta aos governos realizar algumas coisas positivas, o que com todos sempre acontece: porque, se faltar ‘a’ obra essencial, tudo será em vão.Há momentos históricos dependentes, decisivamente, de um só ‘pormenor’O Estado Novo naufragou por falta de solução para as guerras coloniais; sem resposta eficaz para o presente afundamento económico, a actual democracia mergulhará o nosso País numa confusão financeira e social, de efeitos dificilmente previsíveis, e acabará por ser substituída. Provavelmente, entre 2015 e 2020.As eleições que estão à vista serão decisivas, neste contexto de acelerada decadência: o ataque frontal às fragilidades da economia é hoje ‘o’ verdadeiro problema de Portugal, o que importa relevar vivamente.Porque, se não houver uma proposta política que o contemple, nem a identificação prévia da gente, competente e séria, que irá concretizá-la, não teremos cura que chegue para a questão económica.Mostram-se o PS e o PSD à altura destas necessidades prementes do País? Se forem o mesmo PS, que leva agora onze em catorze anos de Governo, e o mesmo PSD, que soma três, as minhas preocupações atingirão o grau do ‘pavor’.Pede-se-lhes, por isso, três coisas apenas:primeira, um pequeno programa, claro e curto, e não, como usualmente, uma ‘apólice’ de seguro para enganar os eleitores, que contemple só as medidas indispensáveis para atingir os objectivos económicos enunciados;segundo, a indicação dos nomes previstos para as Finanças, a Economia, a Justiça, a Educação e a Segurança Social, garantes da sua execução, já que os ‘partidos’, em si mesmos, não gozam da confiança da maioria dos portugueses; e, terceiro, que restaurem a ética na política.Só assim me parece que haverá condições para iniciar um processo de reconstrução, porque legitimado pelo voto esclarecido e responsável de uma maioria.Qualquer maioria?Absoluta de um partido, não: os estragos irreparáveis já produzidos em Portugal, nestes quatro anos, dos quais Sócrates nem sequer tem consciência, constituem uma duríssima e inesquecível lição.Maioria relativa, sim, se apoiada no tal programa, em tais personalidades e em nome de valores éticos.O que verdadeiramente espero?Que o PS e o PSD se compenetrem de que vivemos num tempo histórico, muito arriscado, incerto e ameaçador: se falharem, mais uma vez em quase duas décadas, acabará por ser varrida a partidocracia que ergueram e comandam em Portugal.

Medina Carreira, Ex-ministro das Finanças

Wednesday, June 10, 2009

Cavaco no 10 de Junho



O Presidente da República fez hoje um discurso duro e muito sensato, nas comemorações do 10 de Junho, em Santarém. Aníbal Cavaco Silva lançou um alerta contra o "alheamento", considerando que os "níveis de abstenção como aquele que se verificou nas eleições de domingo passado são um sintoma de desistência, de resignação, que só empobrecem a democracia". Quem considera que Cavaco Silva faz discursos distantes, frios e sem sombra de actualidade, teve aqui uma clara demonstração do contrário.
Para além de dizer que "a abstenção deve fazer reflectir os agentes políticos", Cavaco Silva acrescentou que "a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas depende, em boa parte, da forma como aqueles que são eleitos actuam no desempenho das suas funções". Os recados estão todos lá.
"A credibilidade dos agentes políticos é tanto mais necessária quanto a situação económica e financeira actual representa um desafio, sem precedentes nas últimas décadas, à qualidade das instituições democráticas, à competência e visão de futuro dos decisores", disse o PR. Como se não bastasse, Cavaco falou da ética na política e da sobriedade na sociedade e deixou esta nota, talvez uma das mais importantes: "Tanto no Estado como na sociedade civil é preciso adoptar uma cultura de transparência e de prestação de contas".

António Barreto exorta o poder a dar o exemplo e critica as desigualdades e as injustiças sociais


António Barreto fez, hoje,no dia 10 de Junho, Dia de Portugal um discurso muito crítico. Na presença do PR e do primeiro-ministro e ainda de altas individualidades do poder político, judicial e económico, o sociólogo António Barreto exortou os políticos e os poderosos a darem o exemplo. E apelou ao exemplo pela justiça e pela tolerância, pela “honestidade e contra a corrupção”, pela eficácia, pontualidade, atendimento público e civilidade de costumes, contra a decadência moral e cívica, pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo.
Comentário
Pinto de Sousa ficou embaraçado perante as criticas do Presidente da República, de António Barreto , perante os 26 % de domingo, sente que vai em breve para o caixote de lixo da História. Noutro país da Europa , já estava demitido á muito tempo face aos métodos menos honestos utilizados na sua carreira política.




Tuesday, June 09, 2009

Pinto de Sousa a apanhar bonés entregues pelos polícias


O cerco aperta-se. Depois de quatro anos a diabolizar os grupos profissionais, a aprovar leis que tornam mais difícil produzir prova contra os corruptos e os homicidas e a branquear a violência física contra polícias e professores, o sr. Sousa está cada vez mais sozinho no labirinto que construiu.
Até Domingo, ainda tinha uma centena de jornalistas e comentadores afectos ao PS a reafirmarem que ele era imbatível e que as oposições não eram alternativa. As empresas de sondagens - com excepção da Marktest - contribuíram, durante meses, para agigantar a ilusão do Homem providencial e imbatível no discurso, nos debates e no contacto com o Povo. Puras mentiras fabricadas meticulosamente pelos serventuários do Poder e pelos que andam permanentemente de mãos estendidas.
Até Outubro, Pinto de Sousa vai subir ao calvário. Um calvário que ele construiu através de um estilo de exercer o poder que o Povo censurou no Domingo passado. O Povo disse que está farto de mentiras e de propaganda. Farto da política-espectáculo. Cansado das ameaças e perseguições. Zangado por ver o partido de Pinto de Sousa estender os tentáculos a todas as estruturas da administração pública, confundindo o Estado com o Partido. De repente, tudo ficou em aberto. E o caminho faz-se com acções de rua que tenham impacto na opinião pública e que desgastem ainda mais o PS do sr. Sousa e de Maria de Lurdes Rodrigues. Os polícias percorreram, ontem, esse caminho. Um caminho que centenas de milhares de professores fizeram, por diversas vezes, nos últimos dois anos. E vão voltar a fazer em finais de Setembro.