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Wednesday, December 04, 2013

relatório PISA 2012



O relatório do PISA 2012 (Programme for International Student Assessment ) revela a continuação da melhoria de desempenho dos alunos portugueses nas áreas da leitura, da matemática e das ciências, próximo do nível médio de resultados.
Em leitura, os alunos portugueses atingiram 488 pontos, sendo a média geral de 496 pontos; em matemática, obtiveram 487 pontos, face a uma média geral de 494 pontos e em ciências, alcançaram 489 pontos, tendo a média global sido de 501 pontos.
Apesar de não ainda não ter chegado ao valor médio da tabela, situado nos 500 pontos, este progresso não deixou de ser assinalado pelos relatores, que destacam que Portugal faz parte do grupo de países que apresenta uma melhoria mais consistente e significativa.
Desde o início da sua participação consecutiva neste estudo internacional, em 2003, os alunos portugueses subiram no score de resultados (annualised change) 2,8 pontos em matemática, 1,6 pontos em leitura e 2,5 pontos em ciências.
Portugal aumentou, entre 2003 e 2012, a proporção de alunos com níveis mais altos de proficiência em matemática e diminuiu, entre 2006 e 2012, a proporção de alunos com níveis mais baixos em ciências.
O PISA é um Programa internacional de avaliação dos alunos da responsabilidade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), mediante o qual são testadas as competências dos alunos de 15 anos em leitura, matemática e ciências.
Mais de 510 mil estudantes realizaram provas para o PISA 2012, representando  cerca de 28 milhões de alunos oriundos de 65 países, a nível mundial.

Monday, September 19, 2011

Conversores para o novo Acordo Ortográfico

Conversor FLIP da Priberam ou o conversor LINCE da Fundação para a Ciência e Tecnologia

Wednesday, September 14, 2011

Acordo ortográfico

O colega António Pereira, editor do blogue Acordo Ortográfico, criou um website "para praticar" com atividades para praticar o Acordo Ortográfico na sala de aula.

De momento, as atividades integram:

Recursos importados

Atividades disponibilizadas pela DGIDC

Atividades construídas de raiz por António Pereira.

Apesar de grande parte da sociedade não concordar com o novo acordo ortográfico, os professores, neste ano letivo devem seguir as novas terminologias

Monday, April 28, 2008

A Nova Língua Portuguesa


( recebido por email )
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos 'passaram todos a 'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens' Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo' Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'. Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.

E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.

E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal?
Ministra
!
( recebido por email)

Saturday, February 02, 2008

História da Linguagem, as dez línguas mais faladas


Título: Empires of the Word: A Language History of the WorldAutor: Nicholas OstlerLondres: Harper Collins, 2005, 615 pp.
As dez línguas mais faladas no mundo são as seguintes: o chinês (mandarim), com 1052 milhões de falantes; o inglês, com cerca de metade de falantes (508 milhões), seguido de perto pelo hindi (487 milhões) e pelo espanhol (417 milhões), e depois pelo russo (277 milhões), bengali (211 milhões) e português (191 milhões). O alemão, o francês e o japonês ocupam as últimas três posições. As doze línguas mais faladas do mundo ocupam cerca de metade da população da Terra, e todas tiveram origem na Ásia ou na Europa. As línguas morrem, renascem, adaptam-se e alteram-se e este livro procura ajudar a compreender melhor esta dinâmica. Pleno de factos, mas também de ideias, as suas mais de 600 páginas de grande formato abordam a dinâmica linguística simultaneamente em termos sincrónicos e diacrónicos. O autor conduz-nos por uma história das grandes e pequenas civilizações, da primeira língua clássica — o sumério — à actualidade. A sua preocupação fundamental é compreender como as línguas se cruzam, adaptam, morrem e sobrepõem.O autor defende que não se tem dado atenção a aspectos estritamente linguísticos que podem determinar a expansão ou morte de uma língua. A razão de ser desta relativa negligência é o facto de se pensar que quando se aprende uma língua em criança a sua estrutura é irrelevante: quando se é criança, tanto custa aprender alemão como chinês. Isto é verdade mas, argumenta o autor, quando as línguas se cruzam, a população adulta pode desempenhar um papel fundamental na resistência a uma língua invasora. Ora, certas diferenças linguísticas profundas entre duas línguas podem dificultar a aprendizagem da língua invasora por parte dos adultos, que continuam a falar a sua língua com as crianças. O autor oferece dois exemplos deste fenómeno: o Japão e as modernas línguas latinas, por oposição às germânicas. Apesar dos esforços do sistema de ensino para tornar o inglês uma língua acessível a toda a gente, no Japão, esta tem uma estrutura fonética de tal modo diferente da sua que poucos são os japoneses que falam ou entendem a língua inglesa, ainda que saibam escrever e ler nessa língua. A permanência do latim, transfigurado, nas modernas línguas da Europa do sul poderá resultar de factores igualmente linguísticos.O autor procura mostrar que os factores políticos, económicos e militares não são responsáveis, por si só, pela dinâmica das línguas. O império romano ruiu, mas a sua língua permaneceu nas modernas línguas latinas; mas a língua grega nunca se expandiu e nunca penetrou noutras culturas como língua comummente falada. Curiosamente, o autor não dá importância a dois factores quase decisivos para a penetração de uma língua: a força cultural global, incluindo a alta cultura e o entretenimento. Daí que o autor fique um tanto perplexo com a penetração impressionante da língua inglesa ao longo do séc. XX, em todas as áreas. O russo, por exemplo, era uma língua culta no séc. XIX — mas deixou de o ser por pura morte cultural da URSS, e não por falta de poderio económico e militar, nem por falta de instintos imperialistas. A língua inglesa, pelo contrário, expande-se por força da produção cultural (filosofia, literatura, física, matemática, biologia, engenharia — incluindo a informática), aliada à produção de entretenimento barato em doses cavalares.
Retirado do blog " De Rerum Natura"