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Friday, March 22, 2013

Manobra duvidosa da RTP


A RTP não se mostra independente por contratar José Pinto de Sousa para seu comentador político. A RTP apenas sublinha o seu carácter dependente, tutelado, assistido. Nenhuma televisão privada ousaria contratar Pinto de Sousa, por achar tal gesto ofensivo para a grande maioria dos Portugueses (ou seja, audiências, ou seja, clientes de publicidade) e inútil em termos informativos. Mas a RTP contrata, porque a RTP é parasitária, vive do dinheiro que subtrai à força aos contribuintes, não precisa ter atenção aos espectadores ou respeitá-los.
 Para sabermos o que foi o nazismo, não precisámos de ouvir Hitler. Para saber das matanças à fome na Ucrânia não precisámos do contraditório de Estaline. Para conhecer a ladroagem do BPN não temos que ouvir entrevistas regulares com o senhor Oliveira Costa. Para entendermos todas as consequências da bancarrota não precisamos de oferecer uma tribuna ao causador dela (e precisamos ainda menos de o ouvir relativizar responsabilidades, disfarçar culpas e retomar a proverbial venda de banha da cobra). Dizia Karl Popper que as vantagens da democracia não se esgotam em escolhermos quem queremos que nos governe; elas vêm também de podermos mandar embora quem não queremos. Nós mandámos José Pinto de Sousa embora. Mas a RTP - que não lê e não é democrática - quer trazê-lo de volta contra a nossa vontade.
A RTP quer ser livre, e independente, e democrática, e séria à maneira insidiosa e obtusa como entende liberdade, independência e democracia ? Abdique primeiro do dinheiro que nos saca à força, abdique dele todo, não roube,viva só com o dinheiro que ganha. E, depois, contrate os palhaços que entenda e defenda as obscenidades que queira.

Tuesday, April 05, 2011

A comunicação social não divulgou esta intervenção


Discurso de Dr. Marinho Pinto na abertura do ano judicial, o qual não passou na comunicação social do regime

Monday, March 14, 2011

Há qualquer coisa que não bate certo

Ao mesmo tempo que se anunciam mais medidas de austeridade com um violento impacto nos mais pobres, incluindo desempregados e pensionistas, o Ministério das Obras Públicas anunciou há dias que pretende realizar, até 2015, investimentos na ordem dos 12 mil milhões de euros. Repito 12 mil milhões. O que não inclui os défices crónicos com as empresas públicas de transportes e os encargos astronómicos com as actuais PPP´s que vão subir a pique nos próximos anos. Será que estas intenções do Governo se mantêm? E o TGV vai continuar? Andamos nós a trabalhar e a pagar impostos para isto. Para gastar no SNS e em pensões ainda vá lá, aceito pagar tantos impostos, mas para brincar aos comboios e ter mais alcatrão? Será isto o socialismo com que alguns enchem a boca?

Tuesday, June 09, 2009

Pinto de Sousa a apanhar bonés entregues pelos polícias


O cerco aperta-se. Depois de quatro anos a diabolizar os grupos profissionais, a aprovar leis que tornam mais difícil produzir prova contra os corruptos e os homicidas e a branquear a violência física contra polícias e professores, o sr. Sousa está cada vez mais sozinho no labirinto que construiu.
Até Domingo, ainda tinha uma centena de jornalistas e comentadores afectos ao PS a reafirmarem que ele era imbatível e que as oposições não eram alternativa. As empresas de sondagens - com excepção da Marktest - contribuíram, durante meses, para agigantar a ilusão do Homem providencial e imbatível no discurso, nos debates e no contacto com o Povo. Puras mentiras fabricadas meticulosamente pelos serventuários do Poder e pelos que andam permanentemente de mãos estendidas.
Até Outubro, Pinto de Sousa vai subir ao calvário. Um calvário que ele construiu através de um estilo de exercer o poder que o Povo censurou no Domingo passado. O Povo disse que está farto de mentiras e de propaganda. Farto da política-espectáculo. Cansado das ameaças e perseguições. Zangado por ver o partido de Pinto de Sousa estender os tentáculos a todas as estruturas da administração pública, confundindo o Estado com o Partido. De repente, tudo ficou em aberto. E o caminho faz-se com acções de rua que tenham impacto na opinião pública e que desgastem ainda mais o PS do sr. Sousa e de Maria de Lurdes Rodrigues. Os polícias percorreram, ontem, esse caminho. Um caminho que centenas de milhares de professores fizeram, por diversas vezes, nos últimos dois anos. E vão voltar a fazer em finais de Setembro.

Friday, May 22, 2009

Pinto de Sousa e MLR vaiados na Escola António Arroios


Acabou mal a última manobra de propaganda do primeiro-ministro. Hoje de manhã, em visita à escola António Arroios, em Lisboa, na companhia da ministra da educação e do ministro das finanças, foi vaiado por centenas de alunos que interromperam a cerimónia de adjudicação de obras de requalificação da escola. O primeiro-ministro, seguido por uma batalhão de jornalistas, reagiu mal à monumental vaia e aos insultos que os alunos lhe dirigiram. Alguns estudantes acusaram o Governo de ser fascista. "Com Governo fascista, não se pode ser artista!", gritaram os jovens. Não há memória na história democrática portuguesa de um primeiro-ministro tão odiado por largas franjas da população. A animosidade contra o sr. Sousa não pára de crescer e os conflitos sociais aumentam de tom e de intensidade. A manifestação dos estudantes da escola António Arroios ocorreu pelas 13:30 e foi uma das mais participadas dos últimos anos. Perante a dimensão dos protestos, o primeiro-ministro teve de deixar as instalações escolares pela porta das traseiras.
A história
Sócrates vaiado em escola

Monday, April 20, 2009

Se o PR não tivesse imunidade ainda lhe calhava um processo em tribunal

O Primeiro-Ministro - e revelando uma consistência admirável pela persistência em estar sempre do mesmo lado da linha da razoabilidade - está, novamente, errado. O país precisa de recados - vulgo comunicações ao país do Presidente da República a evidenciar o desnorte governativo - e seria muito bom que o (des)governo os escutasse. Não só porque o PR tem tido razão em todos os avisos económicos que tem feito (coisa que, aceita-se, seja de somenos importância para o sr. Sousa) mas também porque Cavaco Silva continua o político mais popular e respeitado, a quem os eleitores reconhecem competência como PM muitíssimo superior ao do actual detentor de um diploma em engenharia. Atacar Cavaco Silva é uma estratégia suicida de Pinto de Sousa. É certo que o actual PM aprecia um estilo trauliteiro de discussão política e a elegância argumentativa é-lhe conceito desconhecido; a má-educação que demonstra na AR em cada debate faria corar de vergonha muitas pessoas de ocupação mais humilde; contudo, numa altura em que as sondagens penalizam o sr. Sousa e o PR continua confortável, parece-me que comprar uma guerra com Belém só pode ser prejudicial. Ou está tudo de cabeça perdida neste (des)governo ou Pinto de Sousa sente-se tão fraco e sem alternativas que sabe que qualquer estratégia que tente lhe fará dano e resolveu disparar em todas as direcções.

Saturday, March 28, 2009

Thursday, October 16, 2008

Mensagens de colegas sobre as manifestações de 8 de Novembro e 15 de Novembro


Mensagem recebida por mail e que aqui divulgo com a devida autorização da autora:
Paulo e Ramiro:
1. Porque vos considero duas pessoas de bom senso, permitam-me enviar-vos o seguinte mail que colocarei também nos vossos blogues. É evidente que é uma opinião e respeito todas as outras, mas pensemos que por muita adesão que parece transparecer nos comentários em relação a dia 15 e por muitos professores (milhares) que por aqui passam, a força da blogosfera ainda não chega à força da Comunicação social e essa só vai falar de dia 15. Não demos tiros nos pés!!!
“Tenho pensado muito sobre o assunto desde ontem e, se me permitem, dou a minha opinião!
2. DUAS manifestações no espaço de uma semana é um suicídio!
-A comunicação social praticamente não fala de dia 15!
-Mário Nogueira errou e MUITO ao não aceitar o dia 15, já que pretendia uma manifestação em Novembro (Será que pretendia ou foi arrastado pelo movimento que surgiu na blogosfera?)
-Estamos MUITOS zangados com os Sindicatos e temos razão para isso. Mas será que neste momento o nosso INIMIGO são os SINDICATOS?
-O que ganhamos com este braço de ferro?
TOTALMENTE de acordo com o que aqui se tem dito, os Sindicatos deveriam ter seguido a vontade dos Professores.Mas não o fizeram…mas a nossa LUTA, repito, agora deve ter outro alvo e só JUNTOS e não divididos o conseguiremos.
3. Porque não dar uma bofetada de luva branca? Porque não irmos TODOS dia OITO, sem bandeiras, atrás dos sindicatos (na cauda, se quiserem)? Até podemos levar uma faixa a dizê-lo, do género SOU PROFESSOR/A NÃO SINDICALIZADA/O!
Eu não sou sindicalizada, nunca fui e na minha (já longa !) vida de professora! Fui a DUAS únicas manifestações: dia 8 de Março e uma distrital. Estava determinada e entusiamada em ir dia QUINZE! Ontem fiquei com o coração partido quando ouvi o MN. Decidi a quente NUNCA mais ir a uma manifestação. Hoje, porque cheguei à conclusão de que não quero NADA do Mário Nogueira mas sim a dignidade que me roubaram, vejo que não é às turras uns com os outros que vamos conseguir.
Sei que MUITOS de vocês não concordam com esta minha posição mas permitam-me o desabafo.
Se houver duas manifestações provavelmente não vamos a nenhuma: o meu cara metade também é Professor.
Um abraço a todos.
. Sou Titular, 10º escalão Coordenadora de Departamento e avaliadora mas completamente revoltada com o que se passa na Escola em Portugal.
Francisca S. Lopes
Comentário:
Mário Nogueira tem andado calado, existe a possibilidade de ter assinado um acordo secreto com o Ministério de Educação.
Não sou sindicalizado ( os actuais sindicatos estão muitos ligados aos actuais partidos políticos, e alguns cargos sindicais servem de trampolim para lugares de relevo nos partidos, e os actuais sindicatos não servem a classe dos dos professores).Apesar disso, continuo a considerar os sindicatos necessários. Tal como os partidos: são maus, mas necessários. Tal como esta democracia: é má, mas necessária. Enquanto o processo histórico não criar um regime melhor e organizações profissionais mais adequadas, temos de viver com que temos. Posto isto, decidi ir à manifestação do dia 8/11. Ainda há tempo de fazermos uma única manifestação. O apelo da colega Francisca Lopes faz sentido. Vamos reflectir nele? Sem quaisquer ilusões sobre os sindicatos. Mas também sem acrimónia. Sem azedume!

Wednesday, February 27, 2008

Resistência Colectiva- Direito à indignação

Nesta quarta-feira, milhares de professores compareceram em Viseu, Guarda e Castelo Branco, revelando que o descontentamento é nacional. Na terça feira compareceram no cordão humano na cidade de Coimbra entre 2500 a 3000 professores. Na quinta-feira será a vez do Alentejo também se vestir de negro, com uma concentração marcada para as 21h em Portalegre, junto ao Governo Civil. À mesma hora, os professores de Aveiro repetem o protesto de outros dias, juntando-se no Centro Comercial Oita e rumando pacificamente até ao Governo Civil.
A problemática das aulas de substituição, a avaliação do desempenho e as alterações no ensino musical e no ensino especial são temas recorrentes para a contestação.
Será esse o mote para os protestos seguintes, alguns deles já agendados, mas muitos outros deverão surgir nos próximos dias. No dia 1 de Março, pelas 16h, concentração no Instituto Português da Juventude (Rua da Polícia), em Lisboa; 3 de Março, em Leiria, a partir da Praça Rodrigues Lobo (17h); 4 de Março, vigília em frente ao Governo Civíl de Beja, com a presença de Mário Nogueira (21h), e Concentração frente à Escola Superior de Saúde (perto do Fórum Algarve), em Faro, pelas 18h; 6 de Março, Portimão (17h30), frente à Câmara Municipal.
Indignação na blogosfera
Provando que a contestação às políticas de educação tem sido geral, alguns professores transformaram a revolta em palavras e colocaram-na na Internet.
O Movimento Professores Revoltados é o expoente máximo neste capítulo; enquanto que em A Educação do Meu Umbigo, Paulo Guinote suscita a discussão.
Teresa Silva, filha de Manuela Estanqueiro, a professora de Aveiro que morreu com leucemia e sem ter direito a aposentação, mantém uma página de indignação, enquanto o blog A Sinistra Ministra mantém activo o protesto contra Maria de Lurdes Rodrigues.
M.L.R. teve o mérito de unir todos os professores, no cordão humano de Coimbra encontrei professores de vários quadrantes políticos; também o nosso primeiro ministro José S. Pinto de Sousa vê em qualquer manifestante um militante comunista; o nosso " engenheiro " devia fazer uma visita ao Portugal profundo, para conhecer os anseios do nosso povo; ele de S. Bento tem um rol de estatisticas á sua frente e olha para o cidadão português não como pessoa mas como um número.