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Wednesday, April 15, 2009
Wednesday, December 31, 2008
Saturday, November 22, 2008
Friday, October 10, 2008
A Valquíria ao ar livre

Às 18.30, no Largo de São Carlos, uma boa iniciativa do Teatro homónimo: projecção, em grande ecrã, da gravação da primeira jornada do Anel do Nibelungo, A Valquíria. Encenação de Graham Vick (bem melhor do que a de Siegfried presentemente em cena e que é projectada em directo no domingo, às 16 horas) para o TNSC em Fevereiro deste ano. Vale a pena rever. É de borla.
Wednesday, October 08, 2008
Viagens ao fim da noite
As pequenas e médias empresas, um "nicho" que costuma encher a retórica política entre nós, têm à volta de trinta mil trabalhadores que não receberam subsídio de férias. Provavelmente a coisa alastrará ao de natal e, fatalmente, aos salários. No comércio, cerca de duas a três dezenas de estabelecimentos - pequeninos e pequenos - vão fechando diariamente as portas o que arrasta para o desemprego duas a três pessoas por dia. Como nada funciona sem crédito e como o crédito tem cada vez menos crédito, é praticamente seguro que a crise do sistema financeiro paralise ainda mais a já nossa paralítica economia que tem vivido quase exclusivamente do esplendor dos anúncios e da propaganda. Como no Anel do Nibelungo, a "mansão do deuses" vai arder e ouro regressa às aguas primordiais. Espanha (esse modernaço e inconsequente Zapatero), França, Irlanda, talvez a Alemanha, todos estes "Walhalla" ameaçam trevas. Como nos acordes finais do Crepúsculo dos Deuses, já sem deuses, homens e nada, emerge uma esperança. Duma coisa dificilmente nos vamos livrar. De viajar, embalados ou "realistas", ao fim da noite.
Saturday, October 04, 2008
Wednesday, October 01, 2008
Dia Mundial da Música



DIA MUNDIAL da MÚSICA - 1 OUT.
"Porque a Música penetra mais fundo na alma humana." PLATÃO
2 Milhões de história humana desenvolveram olhos com pálpebras, mas ouvidos sempre abertos. É o primeiro dos sentidos que desenvolvemos, pois ao 3.º mês de concepção já o bebé tem o seu aparelho auditivo acabado. É pelos ouvidos que tomamos o primeiro contacto com o mundo exterior, e é pelos ouvidos que se conhecem pai e mãe com as vozes que inundam o caldo do ventre materno. A poesia dos sons embala-nos desde o berço, amniótico ou de palhinha, seja por caixas de música electrónicas, ou pela voz emocionada de mães e avós.
Não importa procurar definir o que é, porque para cada um de nós a Música é sempre alguma coisa. Diferente dum esquimó para um filarmónico português, é certo, mas permitindo a comunicação entre cristão e muçulmanos, africanos e americanos, profissionais e amadores, crianças e avós. Mesmo em povos para os quais não existe a palavra Música, e são muitos, tal é o lugar indissociável que tem nas funções que lhes dão o nome, estrutura muitos dos rituais comunitários e atravessa todo o sistema educativo. Porquê educar pela e com a Música? Platão, muito antes de qualquer técnica de marketing ou investigação musicoterapeutica, responde de forma simples: Porque a Música penetra mais fundo na alma humana.
Porque muito antes de os homens organizarem os sons, os sons organizaram os homens.
Hoje, não deixe de ouvir um tema musical que lhe seja particularmente querido. Mas não o faça colocando o CD e lendo o jornal ou fazendo o jantar. Sente-se só para ouvir. E se tiver coragem, o melhor mesmo é cantar uma canção. Para si ou para quem lhe estiver mais próximo.
(excerto de Opinião - por Paulo Lameiro)
"Porque a Música penetra mais fundo na alma humana." PLATÃO
2 Milhões de história humana desenvolveram olhos com pálpebras, mas ouvidos sempre abertos. É o primeiro dos sentidos que desenvolvemos, pois ao 3.º mês de concepção já o bebé tem o seu aparelho auditivo acabado. É pelos ouvidos que tomamos o primeiro contacto com o mundo exterior, e é pelos ouvidos que se conhecem pai e mãe com as vozes que inundam o caldo do ventre materno. A poesia dos sons embala-nos desde o berço, amniótico ou de palhinha, seja por caixas de música electrónicas, ou pela voz emocionada de mães e avós.
Não importa procurar definir o que é, porque para cada um de nós a Música é sempre alguma coisa. Diferente dum esquimó para um filarmónico português, é certo, mas permitindo a comunicação entre cristão e muçulmanos, africanos e americanos, profissionais e amadores, crianças e avós. Mesmo em povos para os quais não existe a palavra Música, e são muitos, tal é o lugar indissociável que tem nas funções que lhes dão o nome, estrutura muitos dos rituais comunitários e atravessa todo o sistema educativo. Porquê educar pela e com a Música? Platão, muito antes de qualquer técnica de marketing ou investigação musicoterapeutica, responde de forma simples: Porque a Música penetra mais fundo na alma humana.
Porque muito antes de os homens organizarem os sons, os sons organizaram os homens.
Hoje, não deixe de ouvir um tema musical que lhe seja particularmente querido. Mas não o faça colocando o CD e lendo o jornal ou fazendo o jantar. Sente-se só para ouvir. E se tiver coragem, o melhor mesmo é cantar uma canção. Para si ou para quem lhe estiver mais próximo.
(excerto de Opinião - por Paulo Lameiro)
Monday, September 22, 2008
O grande mistificador
Passa hoje o aniversário da estreia de O Ouro do Reno (Das Rheingold), o prólogo da tetralogia wagneriana O Anel do Nibelungo (Der Ring des Nibelungen), em Munique. O "clip" pertence à versão de Herbert von Karajan* e representa a descida dos deuses ao "Niebelheim", um subterrâneo infernal onde Alberich e os seus anões trabalham o ouro cuja posse confere poder sobre todo o mundo. Alberich furtara o ouro depois de enganar as ninfas encarregadas da sua preservação em nome do amor. Alberich não queria saber do amor para nada. Queria só o poder. Wotan e Loge encontram Mime, irmão de Alberich, que lhes dá conta da infelicidade do "Niebelheim" sob a liderança de Alberich. Este obrigou o irmão a forjar um elmo mágico, o "Tarnhelm", que lhe permite transformar-se no que quiser. Alberich tenta impressionar os deuses tornando-se invisível. Loge desafia então Alberich a demonstrar a magia do "Tarnhelm" e Alberich transforma-se num dragão. O deus finge-se impressionado e pede-lhe que se transforme, não já num ser imenso, mas numa pequena criatura, dando a entender que, dessa forma, será mais fácil furtar-se aos perigos. Alberich, armado em esperto, "vira" sapo e é imediatamente capturado pelos deuses e levado ao mundo onde todos, a começar pelos deuses, se irão perder até ao derradeiro capítulo do Anel, O Crepúsculo dos Deuses. Alberich é uma excelente metáfora musical do trajecto de muitos políticos contemporâneos. Como eles, é um grande mistificador, fútil, ambicioso e soberbo, que acaba mal.
* Berliner Philharmoniker, Thomas Stewart (Wotan), Peter Schreier (Loge), Zoltan Kelemen (Alberich), Gerhard Stolze (Mime)
Sunday, September 21, 2008
Saturday, September 06, 2008
Tom Jovim
Frank Sinatra com Tom Jovim em "a rapariga de Ipanema "
João Gilberto com Stan Getz em " desafinado "
Sunday, August 17, 2008
Wagner 2007
Nina Stemme na produção de Nikolaus Lenhoff de Tristão e Isolda para o Festival de Glyndebourne de 2007. Quatro horas magníficas de emissão no canal Mezzo para redimir o horrível mês de Agosto.
Monday, July 28, 2008
Sunday, July 20, 2008
Beethoven
Sonata " Ao Luar " de Beethoven
Concerto nº 5 para piano e orquestra " Imperador " de Beethoven
Die Zauberflöte
Abertura da Flauta Mágica de Wolfgang Amadeus Mozart
Dueto Papageno - Papagena da ópera Flauta Mágica de Mozart
Friday, July 18, 2008
Richard Wagner
Imolação de Brunnhilde, na parte final do Crepúsculo dos Deuses de Richard Wagner
Idilio de Siegfried, parte final da ópera Siegfied de Richard Wagner
Monday, June 30, 2008
Thursday, June 26, 2008
Monday, June 23, 2008
Mild und Leise
Jessy Norman canta MILD UND LEISE da ópera Tristão e Isolda de Richard Wagner, dirigida por Herbert von Karajan
Wednesday, April 30, 2008
Bach
Ouço Bach. E percebo o que é que Goethe quis dizer com isto: "entretiens de Dieu avec lui-même, juste avant la Création."
(Vídeo: "Toccata e Fuga BWV 565", por Karl Richter)
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