( recebido por correio electrónico)
O sr. Pinto de Sousa é um produto típico do pós-PREC.Militâncias nas jotas (JSD e JS).Curriculum liceal e académico medíocre com passagens administrativas.Fuga ou dispensa da tropa, onde se aprendia a noção da honra, disciplina e serviço à pátria.Ascenção meteórica com base no amiguismo, paroquialismo e chico-espertismo tuga.Sonsamente o sr. Sousa foi subindo na escala, e com o apadrianhamento do Padrinho Guterres, lá veio o brilhante "inginheiro " das pocilgas serranas para a devassa Lisboa facturar.Sendo jovem e bom falante, tal e qual o picareta, marca o seu território na governação despesista e perdulária do Engº Guterres.Faz birra com a co-incineração e promove o Euro2004, e que constituiu uma das mais recentes tragédias deste pobre país.Após uma vulnerável e efémera governação de Santana Lopes, aparece no palco como virgem púdica e é levado ao colo por todos os verdadeiros poderes na sociedade portuguesa, desde a banca, as corporações politico-económicas e toda a estupidentzia endémica que diáriamente vive da gamela pública.Depois de instalado, começou o seu projecto pessoal e foi afastando paulatinamente os adversários internos e externos.Paralelamente foi criando cenários, projectos e "reformas" para entreter o pagode.Passados 4 anos consolidou o seu poder pessoal à custa de muita manha e chico-espertice.Não teve escrúpulos em lançar "campanhas negras" contra os juízes, professores, pequenos e médios empresários, contribuintes, sindicatos e até funcionários públicos, com o velho lema "dividir para reinar".Pôs portugueses contra portugueses; continentais contra madeirenses; açorianos contra continentais.Eis aqui o precurso de ascenção e muito provável queda deste anjinho celestial" que enganou tudo e todos e está colocando Portugal à beira da implosão.
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Saturday, February 07, 2009
Monday, February 02, 2009
Caso Freeport- Escândalo internacional- à atenção de Cavaco Silva
O Caso Freeport e um escândalo que está a minar a crediblidade de Portugal.
O jornal Daily Mail , tem hoje um artigo demolidor sobre o Freeport
Que pode ser visto aqui
Deve ser constituída uma a equipa mista luso-britânica para investigar o caso.Que seja nomeado novo Presidente do DCIAP.
Os mandatos são para cumprir, Pinto de Sousa deve ser demitido por Aníbal Cavaco Silva , por corrupção e incompetência; O P.S. , grupo parlamentar, com maioria absoluta , deve nomear até ao final de Fevereiro, uma pessoa com ética, com valores, que assegure um governo até às eleições legislativas de Outubro.
Por vezes, interrogo-me , onde estão as pessoas responsáveis do PS, que permitem, que um individuo , sem ética, nem valores, nos governe e nos represente? E onde estão as élites portuguesas que permitem que indivíduos como Valentim Loureiro, Isaltino Morais, Fátima Felgueiras, José S. Pinto de Sousa concorram a eleições e as ganhem ?
O jornal Daily Mail , tem hoje um artigo demolidor sobre o Freeport
Que pode ser visto aqui
Deve ser constituída uma a equipa mista luso-britânica para investigar o caso.Que seja nomeado novo Presidente do DCIAP.
Os mandatos são para cumprir, Pinto de Sousa deve ser demitido por Aníbal Cavaco Silva , por corrupção e incompetência; O P.S. , grupo parlamentar, com maioria absoluta , deve nomear até ao final de Fevereiro, uma pessoa com ética, com valores, que assegure um governo até às eleições legislativas de Outubro.
Por vezes, interrogo-me , onde estão as pessoas responsáveis do PS, que permitem, que um individuo , sem ética, nem valores, nos governe e nos represente? E onde estão as élites portuguesas que permitem que indivíduos como Valentim Loureiro, Isaltino Morais, Fátima Felgueiras, José S. Pinto de Sousa concorram a eleições e as ganhem ?
Sunday, December 28, 2008
Dos erros do passado aos errros do presente
Confesso que nos últimos anos tenho vindo progressivamente a perder a ilusão de poder fazer algo por este país e hoje acredito que toda a minha geração está quase que de mãos atadas perante a nossa realidade política e social. Poderia pensar que é apenas um reflexo da crise para que, inexoravelmente, temos vindo a caminhar mas temo ser algo bem mais profundo e enraizado na nossa cultura. Só assim se explicam os sucessivos escândalos e casos que todos os dias a classe jornalística traz a público, umas vezes por mérito próprio, outras nem tanto. A mais recente refere-se à região autónoma da Madeira, a mesma cuja bandeira ostenta a gloriosa cruz da Ordem de Cristo mas que em pouco honra os seus descobridores. O decreto, conhecido como lei do jackpot, fez aumentar as verbas dos partidos políticos representados no parlamento da Madeira, apesar da redução de 68 para 47 deputados, devido à alteração da base de cálculo que passou a ser o indexante de apoios sociais e não o salário mínimo. Assim, cada deputado madeirense passou a valer 108 mil euros por ano, o que em muito favorece o partido mais representado no parlamento, o PSD, o mesmo que fez aprovar o diploma. Como forma de protesto e certamente para ir buscar alguns votos, o PND resolveu usar parte dos 108 mil euros a que teve direito por ter um deputado eleito no parlamento, entregando 30 euros, salvo erro, a cada um dos primeiros 250 idosos a aparecer na sua sede. Obviamente que os idosos não se fizeram rogados e lá apareceram em grande número para receber a prenda de natal ainda que alguns não soubessem bem de onde vinha. Sendo este um pequeno mas típico exemplo dos muitos esquemas arquitectados pelos políticos portugueses, devemos já estar em condições de rivalizar ou mesmo ultrapassar os italianos. Como dizia Giordano Bruno, um filósofo italiano, "que ingenuidade pedir aos que têm poder para que mudem o poder" e de facto tenho vindo a tomar real consciência das suas palavras.Assim, não se vislumbram grandes perspectivas de futuro aos desalinhados com o sistema vigente. Por vezes interrogo-me em que altura da nossa vida democrática terá começado o apodrecimento da classe política. Acredito que, até ao final da década de 80, os políticos ainda teriam ideais a orientar as suas vidas mas na década de 90 o mesmo já não aconteceria dado que todos conhecemos os nomes dos governantes de então que hoje estão envolvidos em escândalos económicos. Além disso, a entrada de Portugal na União Europeia, então CEE, em 1986, trouxe até nós rios de dinheiro que alimentaram a ganância de muitos e aprouveram a poucos. O desperdício de todos esses fundos, que deveriam ter sido investidos principalmente em educação como fez a Irlanda, condenou-nos à cauda da Europa. Já não bastava sermos um país pequeno como tínhamos também que ser pouco inteligentes. Basta olhar para a nossa história para constatar que o auge do nosso império, no século XVI, se baseou no conhecimento. Para tal, séculos antes Portugal soubera acolher e proteger os cavaleiros perseguidos da Ordem dos Templários por toda a Europa. Assim se formou a Ordem de Cristo, herdeira dos Templários, que tinha sido extinta pelo Papa. Dom Dinis teve a perspicácia de o fazer e não obedeceu ao Papa que reinvidicava para a igreja católica todos os bens da riquíssima Ordem dos Templários em Portugal. Contornou a questão argumentando que os templários eram apenas usufrutuários de bens da coroa portuguesa e que por isso a igreja não tinha direito aos mesmos. Assim se instalou em Portugal uma inestimável fonte de conhecimento que, aliada à aposta de vários reis na educação, nomeadamente Dom João I cuja descendência ficou conhecida por ínclita geração, viria a tornar-nos no centro do primeiro mundo globalizado da história da humanidade. Ironicamente fomos traídos pela nossa própria ambição. Seria presságio? Dom Manuel I, sentindo-se imparável, quis tornar-se rei de toda a península ibérica e para isso precisava de agradar aos reis católicos de Espanha para vir a casar com a sua filha herdeira do trono, Isabel de Aragão. A condição era a expulsão dos judeus de Portugal, os mesmos que cá se tinham fixado a partir dos Templários, mas Dom Manuel I quis contornar essa exigência convertendo à força esses mesmos judeus, ficando depois conhecidos por cristãos-novos. Anos mais tarde, o estabelecimento da Inquisição eliminou definitivamente os judeus que restavam e terá sido essa a primeira das razões do declínio do império. Isto tudo para dizer que nem só as infra-estruturas e as obras públicas contribuem para o desenvolvimento de uma nação. No presente como no passado, a educação é fundamental e por isso pessoalmente penso que perdemos uma oportunidade única para investir no conhecimento.Quanto ao futuro, volto a manifestar o meu pessimismo porque enquanto não se mudarem as mentalidades, não há reformas que resultem e não há economia que resista.Monday, December 15, 2008
Pequenês
«Este Parlamento não é uma metáfora: é o retrato exacto e verdadeiro da democracia que temos.» (António Barreto)
Saturday, December 06, 2008
Derrapagens nos orçamentos
Seguindo o péssimo exemplo do CCB, a Casa da Música apresentou uma derrapagem de execução financeira de 228%.
Prevista e orçamentada para custar cerca de 33,9 milhões de euros, o custo final saldou-se por um encargo total de 111,1 milhões de euros.
Pior ainda que os 77,2 milhões de derrapagem é o facto do custo final ter sido 3,3 vezes superior ao inicialmente previsto. É "obra" (que deve, como habitualmente, ter sobrado para uns quantos.). Além de ter ficado concluída com 4 anos de atraso...
Um desvio de 8% na realização dum investimento não é brilhante, mas é aceitável. Se o desvio já é de 28%, isso não abona nem em favor da equipa de orçamentação nem da equipa de execução.
Mas quando o desvio é de 228%, essa situação é perfeitamente inqualificável. Embora, neste caso, tenha havido mudanças de (des)governo e consequentes alterações ao projecto. O que se não passou relativamente ao CCB, obra em que o desvio de execução financeira terá sido superior a 400%. Foi "obra" ainda maior. Quando era Secretário de Estado da Cultura um dos putativos candidatos à Câmara Municipal de Lisboa...
É este o País em que vivemos, são estes os dirigentes que nos governavam e governam.
Daí que casos como os do BPN e BPP e respectivas relações e "ligações perigosas" não sejam assim tão surpreendentes.
Prevista e orçamentada para custar cerca de 33,9 milhões de euros, o custo final saldou-se por um encargo total de 111,1 milhões de euros.
Pior ainda que os 77,2 milhões de derrapagem é o facto do custo final ter sido 3,3 vezes superior ao inicialmente previsto. É "obra" (que deve, como habitualmente, ter sobrado para uns quantos.). Além de ter ficado concluída com 4 anos de atraso...
Um desvio de 8% na realização dum investimento não é brilhante, mas é aceitável. Se o desvio já é de 28%, isso não abona nem em favor da equipa de orçamentação nem da equipa de execução.
Mas quando o desvio é de 228%, essa situação é perfeitamente inqualificável. Embora, neste caso, tenha havido mudanças de (des)governo e consequentes alterações ao projecto. O que se não passou relativamente ao CCB, obra em que o desvio de execução financeira terá sido superior a 400%. Foi "obra" ainda maior. Quando era Secretário de Estado da Cultura um dos putativos candidatos à Câmara Municipal de Lisboa...
É este o País em que vivemos, são estes os dirigentes que nos governavam e governam.
Daí que casos como os do BPN e BPP e respectivas relações e "ligações perigosas" não sejam assim tão surpreendentes.
Friday, December 05, 2008
Credibilidade e inutilidade de alguns deputados
Trinta dos deputados da dra. Ferreira Leite baldaram-se à sessão parlamentar em que, se estivessem presentes, teria sido aprovada a suspensão do processo de avaliação dos professores graças às baldas e a cinco votos favoráveis de deputados da maioria "rosa". A "credibilidade", lema pelo qual Ferreira Leite se candidatou ao leme do PSD, também passa por evitar cenas deste género naquela a que chamam a "casa da democracia". Começo a dar razão a Maria Filomena Mónica. Basta um deputado por cada partido em vez de duzentas e tal inutilidades.
Tuesday, November 18, 2008
Opinião- Clara Ferreira Alves
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo 'normal' e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são 'abafadas', como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente 'importante' estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os 'senhores importantes' que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - 'Expresso'
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo 'normal' e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são 'abafadas', como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma. No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente 'importante' estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os 'senhores importantes' que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - 'Expresso'
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Monday, November 10, 2008
Iremos saber a verdade sobre o BPN ?
Desiludam-se os que esperam que com a nacionalização do BPN será mais fácil saber sobre toda a verdade, antes pelo contrário, agora é que o assunto ficará esquecido. Em nome da estabilidade do sistema financeiro e, agora, do interesse dos contribuintes o assunto será definitivamente abafado. E não vai ser o PSD, que agora acusa o governo de promover o socialismo de Estado, que vai exigir que os criminosos sejam condenados.
Bastaria o BPN ser um banco para que contasse com a protecção do silêncio, mas o BPN nem é um banco qualquer e é mais do que um banco. O BPN juntou o poder do dinheiro a todos os outros poderes, desde o mundo da política ao mundo das secretas. É uma meada que poucos terão interesse em puxar.
Perante tantos indícios há muito que o BPN não deveria merecer apenas a atenção do Banco de Portugal, mas também do Procurador-Geral da República. Muito antes de Cadilhe ter entregues processos no Ministério Público já Oliveira e Costa tinha apresentado queixa contra quem fez chantagem sobre ele, ameaçando que divulgava provas de que o banco tinha feito lavagem de dinheiro. Quem fez a chantagem está a ser julgado, mas alguém investigou a suposta lavagem de dinheiro.
Um banco cria dezena de off-shores para fugir ao fisco e encobrir operações menos transparentes e não foi iniciada uma investigação sobre todas as actividades deste banco?
À volta deste banco giraram personalidades do governo de Cavaco Silva, como Dias Loureiro ou Oliveira e Costa, nada menos do que o então secretário-geral do PSD e o tesoureiro do PSD, personalidades ligadas às secretas como Daniel Sanches, o ministro da Administração Interna de Durão Barroso que entregou o negócio do SIRESP a uma empresa do universo do banco. Há conjugues de gente muito bem colocada no fisco com altas funções no BPN, até a secretária de Oliveira e Costa era esposa de um subdirector-geral dos Impostos. O braço direito de Oliveira e Costa no tempo em que este tinha o pelouro do fisco no governo de Cavaco Silva está à frente do contencioso fiscal do BCP e nomeou mais dirigentes do fisco do que qualquer ministro ou director-geral.
É uma teia de relações que cobre uma boa parte do poder económico e político das últimas duas décadas. Quem puxar a ponta da meada não saberá até onde chegará e isso é motivo mais do que suficiente para deixar tudo como está. Vivemos num país onde é crime assinar um cheque sem cobertura mas onde nada acontece aos administradores de um banco que deixam o próprio banco a descoberto.
Não só a questão do BPN é assunto mais do que encerrado, a bem da Nação, como não há uma única voz que exija alterações do código penal que contemple os comportamentos que levaram à situação do BPN ou à situação de crise financeira a que assistimos à escala mundial. Exige-se muito da regulação mas ninguém pede o fim da impunidade dos que subvertem as regras pondo em causa as poupanças de muitos milhares de cidadãos.
O crime do BPN vai ser abafado porque como sucede com a generalidade dos crimes económicos beneficiam o poder instalado.
Bastaria o BPN ser um banco para que contasse com a protecção do silêncio, mas o BPN nem é um banco qualquer e é mais do que um banco. O BPN juntou o poder do dinheiro a todos os outros poderes, desde o mundo da política ao mundo das secretas. É uma meada que poucos terão interesse em puxar.
Perante tantos indícios há muito que o BPN não deveria merecer apenas a atenção do Banco de Portugal, mas também do Procurador-Geral da República. Muito antes de Cadilhe ter entregues processos no Ministério Público já Oliveira e Costa tinha apresentado queixa contra quem fez chantagem sobre ele, ameaçando que divulgava provas de que o banco tinha feito lavagem de dinheiro. Quem fez a chantagem está a ser julgado, mas alguém investigou a suposta lavagem de dinheiro.
Um banco cria dezena de off-shores para fugir ao fisco e encobrir operações menos transparentes e não foi iniciada uma investigação sobre todas as actividades deste banco?
À volta deste banco giraram personalidades do governo de Cavaco Silva, como Dias Loureiro ou Oliveira e Costa, nada menos do que o então secretário-geral do PSD e o tesoureiro do PSD, personalidades ligadas às secretas como Daniel Sanches, o ministro da Administração Interna de Durão Barroso que entregou o negócio do SIRESP a uma empresa do universo do banco. Há conjugues de gente muito bem colocada no fisco com altas funções no BPN, até a secretária de Oliveira e Costa era esposa de um subdirector-geral dos Impostos. O braço direito de Oliveira e Costa no tempo em que este tinha o pelouro do fisco no governo de Cavaco Silva está à frente do contencioso fiscal do BCP e nomeou mais dirigentes do fisco do que qualquer ministro ou director-geral.
É uma teia de relações que cobre uma boa parte do poder económico e político das últimas duas décadas. Quem puxar a ponta da meada não saberá até onde chegará e isso é motivo mais do que suficiente para deixar tudo como está. Vivemos num país onde é crime assinar um cheque sem cobertura mas onde nada acontece aos administradores de um banco que deixam o próprio banco a descoberto.
Não só a questão do BPN é assunto mais do que encerrado, a bem da Nação, como não há uma única voz que exija alterações do código penal que contemple os comportamentos que levaram à situação do BPN ou à situação de crise financeira a que assistimos à escala mundial. Exige-se muito da regulação mas ninguém pede o fim da impunidade dos que subvertem as regras pondo em causa as poupanças de muitos milhares de cidadãos.
O crime do BPN vai ser abafado porque como sucede com a generalidade dos crimes económicos beneficiam o poder instalado.
Friday, November 07, 2008
Pobre País, os nossos deputados não cumprem as suas obrigações
A sessão da AR de 6 de Novembro foi antecipada para as 09h30. Pelas 09h40, quando o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, começou a ler a mensagem presidencial sobre o regime jurídico do divórcio, estavam na sala apenas 32 deputados (14% do total). Às 09h50 as presenças eram menos de 50 (menos de 22%). Ver em Mensagem de Cavaco sobre divórcio ouvida por menos de 50 deputados
As notícias deste género são, por vezes, mal interpretadas. Pode não ter havido falta de consideração para com o autor das mensagens, o Presidente da República, ou para o leitor das mesmas, o Presidente da Assembleia da República. Os faltosos, ou a maioria deles podem ter estado muito atarefados, com toda a sua dedicação esforçada, a cumprir o orçamento do Estado, em «deslocações dentro e fora do País», rubrica em que estão previstos, 3,7 milhões (só!!!), para 2009.
Ver em Custo com viagens atinge 3,7 milhõesTambém quanto a este número, não nos devemos deixar impressionar, pois mesmo que fosse o dobro ou o quádruplo, os nossos deputados continuariam a ignorar os reais problemas deste extenso País quer em Vilar de Peregrinos em Trás-os-Montes, ou Vila Nova de Tázem na Beira Alta ou Monte dos Pereiros nos Alto Alentejo.Mas será verdade que esse desconhecimento terá por base a inexistência de viagens, ou as que são realizadas têm outros fins, outros destinos?Parece que em Portugal devia ser imitada a decisão da autarca cabo-verdiana do Mindelo, Isaura Gomes, quanto à forma de realizar auditorias de resultados indiscutíveis.
Ver aqui
As notícias deste género são, por vezes, mal interpretadas. Pode não ter havido falta de consideração para com o autor das mensagens, o Presidente da República, ou para o leitor das mesmas, o Presidente da Assembleia da República. Os faltosos, ou a maioria deles podem ter estado muito atarefados, com toda a sua dedicação esforçada, a cumprir o orçamento do Estado, em «deslocações dentro e fora do País», rubrica em que estão previstos, 3,7 milhões (só!!!), para 2009.
Ver em Custo com viagens atinge 3,7 milhõesTambém quanto a este número, não nos devemos deixar impressionar, pois mesmo que fosse o dobro ou o quádruplo, os nossos deputados continuariam a ignorar os reais problemas deste extenso País quer em Vilar de Peregrinos em Trás-os-Montes, ou Vila Nova de Tázem na Beira Alta ou Monte dos Pereiros nos Alto Alentejo.Mas será verdade que esse desconhecimento terá por base a inexistência de viagens, ou as que são realizadas têm outros fins, outros destinos?Parece que em Portugal devia ser imitada a decisão da autarca cabo-verdiana do Mindelo, Isaura Gomes, quanto à forma de realizar auditorias de resultados indiscutíveis.
Ver aqui
Tuesday, November 04, 2008
Nacionalização do BPN
Nacionalização do Banco Português de Negócios -
A ponta do Iceberg da corrupção e da vigarice
O Diário de Notícias de hoje, notícia que o Governador do Banco de Cabo Verde informou o Governador do Banco de Portugal que havia irregularidades no Banco Insular, em Cabo Verde, logo em Março de 2008, como se pode ver aqui: http://dn.sapo.pt/2008/11/04/economia/cabo_verde_avisou_constancio_para_ir.html
Victor Constâncio - que tem um"ordenado" no montante de quase o dobro do seu homólogo nos Estados Unidos da América - nada terá feito.Com o colapso do BNP o Governo de José Pinto de Sousa decidiu nacionalizá-lo. O Governo estava entre a espada e a parede e preferiu a nacionalização.A primeira questão é esta: Porque não agiu de imediato o Governador do Banco de Portugal?
Nomeadamente participando os factos ao Ministério Público?
A segunda é esta: Como é possível que Victor Constâncio ter estado quieto desde Março de 2008?
Terceira é esta: Qual o papel do sistema judicial português em toda esta trama?
Os interesses que giram à volta do BPN são poderosos. Neste tipo de bancos agem pessoas que detêm muita informação, muita capacidade de tráfico de influências e vão minando o tecido social, em benefício de pessoas que à sombra de Partidos Políticos, de interesses inconfessáveis da maçonaria Internacional, captam os dinheiros da União Europeia e os fazem seus.A Justiça Portuguesa está na mão da Maçonaria que tudo controla. A maçonaria para triunfar tem de controlar a magistratura. Sem a certeza da impunidade a maçonaria não podia agir.A Operação Furacão nunca mais tem fim. Serve para o Partido Socialista, a pretexto de combate ao branqueamento de capitais ir mantendo sob o seu poder o sistema bancário. O PS castra os bancos, com a ameaça do processo crime, mas no fundo o que pretende é manter o poder, controlando os sectores vitais da nossa vida social.Para o Povo se calar o Governo diz que vai recuperando "milhões de euros". O Povo cala-se e os criminosos nunca serão julgados.A Maçonaria é um sistema mafioso, um Estado dentro do Estado, que vai controlando as Forças Armadas, a banca, os seguros, os sindicatos, os partidos, sempre e só para dominar economicamente as sociedades, os Estados.Em Itália, quando foram conhecidas as listas de membros da Maçonaria, na Loja P2 - Propagande Due - o Mundo ficou a saber que entre os seus membros havia centenas de oficiais das forças armadas ,entre os quais dezenas de generais , entre os quais os chefes das forças de segurança, 3 ministros, 4 secretários de estado, senadores, deputados, os chefes de todos os ramos dos serviços secretos, banqueiros, altos funcionários da administração do estado, juízes, procuradores, advogados, com ramificações nos bancos da Igreja Católica e outros.Este Polvo mina o Estado. O Povo nada pode contra isto. Sem polícia independente, sem forças armadas independentes, sem Justiça independente, a maçonaria reina.A maçonaria recruta os seus membros em todos os sectores da sociedade.Nas lojas - por força da obediência Maçónica - os oficiais das forças armadas sabem que só sobem na carreira se forem bons irmãos, se em primeiro lugar obedecerem à Maçonaria.Os que não obedecem não atingem os grauis mais elevados das forças armadas das polícias, dos serviços secretos, do Governo.Os magistrados sabem que só progridem na carreira se forem obedientes à maçonaria.O sistema perverso destroi os fundamentos da democracria e usa o Estado em seu benefício.O maçón quando aprendiz fica submetido a um "ritual", à "instrução" que é aliás um verdadeiro "catecismo" nos vários graus. Aqui é ensinado a nunca delatar os irmãos, a obedecer à maçonaria.É submetido a prova.A maçonaria tem um sistema complexo de regulamentos, constituições, rituais de aprendizagem, de recepções, de cerimónias, de festas maçónicas, mesmo das festas de abertura de trabalhos, de decoração dos templos, de sinais, e toques , vestuários, insignias, palavras, de terminologia.Este sistema tem um fim apenas: Poder. Acesso ao Poder. Poder subversivo, muitas vezes criminoso.Nestes rituais participam juízes. .Esta subversão do papel do Juiz tem consequências nos casos concretos que chegam aos tribunais.É por esta razão que os políticos e detentores do Poder Económico se safam por via da regra, só caindo em desgraça aqueles que o é demasiado escandaloso absolver.O Poder Político cria tribunais constitucionais para em última instância resolver o problema, fazer a triagem quando nas instâncias inferiores o "irmão" maçón foi condenado..Porque a Maçonaria é um Estado dentro do Estado.O caso do BPN dará muito que falar. Mas tudo ficará na mesma.Enquanto as magistraturas estiverem dominadas pela maçonaria não haverá justiça em Portugal.O que importa neste momento é informar o Povo. O Povo deve ser informado do que é a Maçonaria , a sua influência nefasta, e que afinal ele, Povo, não conta para nada.
A ponta do Iceberg da corrupção e da vigarice
O Diário de Notícias de hoje, notícia que o Governador do Banco de Cabo Verde informou o Governador do Banco de Portugal que havia irregularidades no Banco Insular, em Cabo Verde, logo em Março de 2008, como se pode ver aqui: http://dn.sapo.pt/2008/11/04/economia/cabo_verde_avisou_constancio_para_ir.html
Victor Constâncio - que tem um"ordenado" no montante de quase o dobro do seu homólogo nos Estados Unidos da América - nada terá feito.Com o colapso do BNP o Governo de José Pinto de Sousa decidiu nacionalizá-lo. O Governo estava entre a espada e a parede e preferiu a nacionalização.A primeira questão é esta: Porque não agiu de imediato o Governador do Banco de Portugal?
Nomeadamente participando os factos ao Ministério Público?
A segunda é esta: Como é possível que Victor Constâncio ter estado quieto desde Março de 2008?
Terceira é esta: Qual o papel do sistema judicial português em toda esta trama?
Os interesses que giram à volta do BPN são poderosos. Neste tipo de bancos agem pessoas que detêm muita informação, muita capacidade de tráfico de influências e vão minando o tecido social, em benefício de pessoas que à sombra de Partidos Políticos, de interesses inconfessáveis da maçonaria Internacional, captam os dinheiros da União Europeia e os fazem seus.A Justiça Portuguesa está na mão da Maçonaria que tudo controla. A maçonaria para triunfar tem de controlar a magistratura. Sem a certeza da impunidade a maçonaria não podia agir.A Operação Furacão nunca mais tem fim. Serve para o Partido Socialista, a pretexto de combate ao branqueamento de capitais ir mantendo sob o seu poder o sistema bancário. O PS castra os bancos, com a ameaça do processo crime, mas no fundo o que pretende é manter o poder, controlando os sectores vitais da nossa vida social.Para o Povo se calar o Governo diz que vai recuperando "milhões de euros". O Povo cala-se e os criminosos nunca serão julgados.A Maçonaria é um sistema mafioso, um Estado dentro do Estado, que vai controlando as Forças Armadas, a banca, os seguros, os sindicatos, os partidos, sempre e só para dominar economicamente as sociedades, os Estados.Em Itália, quando foram conhecidas as listas de membros da Maçonaria, na Loja P2 - Propagande Due - o Mundo ficou a saber que entre os seus membros havia centenas de oficiais das forças armadas ,entre os quais dezenas de generais , entre os quais os chefes das forças de segurança, 3 ministros, 4 secretários de estado, senadores, deputados, os chefes de todos os ramos dos serviços secretos, banqueiros, altos funcionários da administração do estado, juízes, procuradores, advogados, com ramificações nos bancos da Igreja Católica e outros.Este Polvo mina o Estado. O Povo nada pode contra isto. Sem polícia independente, sem forças armadas independentes, sem Justiça independente, a maçonaria reina.A maçonaria recruta os seus membros em todos os sectores da sociedade.Nas lojas - por força da obediência Maçónica - os oficiais das forças armadas sabem que só sobem na carreira se forem bons irmãos, se em primeiro lugar obedecerem à Maçonaria.Os que não obedecem não atingem os grauis mais elevados das forças armadas das polícias, dos serviços secretos, do Governo.Os magistrados sabem que só progridem na carreira se forem obedientes à maçonaria.O sistema perverso destroi os fundamentos da democracria e usa o Estado em seu benefício.O maçón quando aprendiz fica submetido a um "ritual", à "instrução" que é aliás um verdadeiro "catecismo" nos vários graus. Aqui é ensinado a nunca delatar os irmãos, a obedecer à maçonaria.É submetido a prova.A maçonaria tem um sistema complexo de regulamentos, constituições, rituais de aprendizagem, de recepções, de cerimónias, de festas maçónicas, mesmo das festas de abertura de trabalhos, de decoração dos templos, de sinais, e toques , vestuários, insignias, palavras, de terminologia.Este sistema tem um fim apenas: Poder. Acesso ao Poder. Poder subversivo, muitas vezes criminoso.Nestes rituais participam juízes. .Esta subversão do papel do Juiz tem consequências nos casos concretos que chegam aos tribunais.É por esta razão que os políticos e detentores do Poder Económico se safam por via da regra, só caindo em desgraça aqueles que o é demasiado escandaloso absolver.O Poder Político cria tribunais constitucionais para em última instância resolver o problema, fazer a triagem quando nas instâncias inferiores o "irmão" maçón foi condenado..Porque a Maçonaria é um Estado dentro do Estado.O caso do BPN dará muito que falar. Mas tudo ficará na mesma.Enquanto as magistraturas estiverem dominadas pela maçonaria não haverá justiça em Portugal.O que importa neste momento é informar o Povo. O Povo deve ser informado do que é a Maçonaria , a sua influência nefasta, e que afinal ele, Povo, não conta para nada.
Saturday, October 25, 2008
A nossa democracia
QUE PODEREMOS FAZER POR NÓS PRÓPRIOS
«Esta democracia é o que é: um facto lamentável. Os grupos parlamentares, supostamente representantes de todos nós, cada cor seu paladar, obedecem às estratégias das direcções dos partidos, e a consciência da ética republicana, que devia gerir os actos e imperar sobre as conveniências, está quase totalmente aniquilada. Na terça-feira última, José Vítor Malheiros escreveu, no "Público", um notável artigo, "Disciplina de voto, arma de destruição maciça da democracia", no qual põe em causa a natureza peculiar dessa "obediência." É um texto que deveria ser leitura obrigatória dos deputados. Diz: "Todos sabemos que os partidos são indispensáveis à democracia e ninguém – dentro do quadro da democracia – põe isso em causa. Mas os partidos são indispensáveis à democracia porque permitem a corporização das livres opiniões, das diversas correntes de opinião. Os partidos são organizações políticas que reúnem pessoas que professam a mesma doutrina e que visam conquistar e exercer o poder, mas numa democracia a sua existência justifica-se por permitirem reforçar a acção pública dessas pessoas que partilham uma doutrina, não por constituírem um meio de reprimir a acção individual de cada uma dessas pessoas ou de reduzir a variedade de opiniões em confronto na cidade."» [Jornal de Negócios]
Parecer:
Por Baptista Bastos
«Esta democracia é o que é: um facto lamentável. Os grupos parlamentares, supostamente representantes de todos nós, cada cor seu paladar, obedecem às estratégias das direcções dos partidos, e a consciência da ética republicana, que devia gerir os actos e imperar sobre as conveniências, está quase totalmente aniquilada. Na terça-feira última, José Vítor Malheiros escreveu, no "Público", um notável artigo, "Disciplina de voto, arma de destruição maciça da democracia", no qual põe em causa a natureza peculiar dessa "obediência." É um texto que deveria ser leitura obrigatória dos deputados. Diz: "Todos sabemos que os partidos são indispensáveis à democracia e ninguém – dentro do quadro da democracia – põe isso em causa. Mas os partidos são indispensáveis à democracia porque permitem a corporização das livres opiniões, das diversas correntes de opinião. Os partidos são organizações políticas que reúnem pessoas que professam a mesma doutrina e que visam conquistar e exercer o poder, mas numa democracia a sua existência justifica-se por permitirem reforçar a acção pública dessas pessoas que partilham uma doutrina, não por constituírem um meio de reprimir a acção individual de cada uma dessas pessoas ou de reduzir a variedade de opiniões em confronto na cidade."» [Jornal de Negócios]
Parecer:
Por Baptista Bastos
Wednesday, October 22, 2008
Preço do gasóleo deverá descer abaixo de um euro ( na Espanha )
Espanha prevê baixa do preço do gasóleo
-O ministro da Indústria espanhol, Miguel Sebastián, considera que o preço do gasóleo deverá descer abaixo de um euro por litro dentro de duas a três semanas, face aos actuais 1,12 euros o litro. Em Portugal, tal não deverá acontecer pois a fiscalidade é diferente.
-O ministro espanhol prevê que, dada a evolução das cotações do petróleo nos mercados internacionais e a evolução do euro face ao dólar, dentro de duas a três semanas o preço do petróleo deverá voltar a descer abaixo de um euro e a gasolina deverá ficar por esse valor.
-De acordo com os dados do Boletim Petrolífero da União Europeia da semana passada, o gasóleo rodoviário custava em média 1,126 euros o litro e a gasolina estava a ser vendida em média a 1,111 euros o litro.
- Os revendedores espanhóis consideram também "provável" que o preço do gasóleo desça abaixo de um dólar por litro dentro de uma semana dada a evolução do preço do petróleo.
-A Confederação Espanhola de Empresários de Estações de Serviço espera ainda que a gasolina sem chumbo 95 octanas fique em cerca de um euro o litro na próxima semana.
-Em Portugal, a fiscalidade é outra
-Em Portugal, segundo o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta, não é expectável que o preço do gasóleo "desça rapidamente abaixo de um euro por litro".
-O gasóleo foi vendido, em média, a 1,26 euros por litro na semana passada em Portugal, segundo os dados do Boletim Petrolífero da União Europeia.
- A diferença, explicou José Horta, reside na fiscalidade.
-O imposto sobre os produtos petrolíferos é de 30 cêntimos por litro em Espanha e de 36,4 cêntimos por litro em Portugal. Acresce ainda o IVA que é cobrado a 20 por cento em Portugal e a 16 por cento em Espanha, refere o responsável.
-A última vez que o gasóleo rodoviário esteve abaixo de um euro, em Portugal, foi na semana de 9 de Fevereiro de 2007, quando era vendido a 0,998 euros o litro.
-O petróleo de Brent tem estado a cotar na casa dos 68 dólares o barril - metade do alcançado em Julho - embora tenha registado uma ligeira subida, para os 71,85 dólares, esta segunda-feira, com as perspectivas de uma quebra da produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
- (Jornal de Notícias)
-
-O ministro da Indústria espanhol, Miguel Sebastián, considera que o preço do gasóleo deverá descer abaixo de um euro por litro dentro de duas a três semanas, face aos actuais 1,12 euros o litro. Em Portugal, tal não deverá acontecer pois a fiscalidade é diferente.
-O ministro espanhol prevê que, dada a evolução das cotações do petróleo nos mercados internacionais e a evolução do euro face ao dólar, dentro de duas a três semanas o preço do petróleo deverá voltar a descer abaixo de um euro e a gasolina deverá ficar por esse valor.
-De acordo com os dados do Boletim Petrolífero da União Europeia da semana passada, o gasóleo rodoviário custava em média 1,126 euros o litro e a gasolina estava a ser vendida em média a 1,111 euros o litro.
- Os revendedores espanhóis consideram também "provável" que o preço do gasóleo desça abaixo de um dólar por litro dentro de uma semana dada a evolução do preço do petróleo.
-A Confederação Espanhola de Empresários de Estações de Serviço espera ainda que a gasolina sem chumbo 95 octanas fique em cerca de um euro o litro na próxima semana.
-Em Portugal, a fiscalidade é outra
-Em Portugal, segundo o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), José Horta, não é expectável que o preço do gasóleo "desça rapidamente abaixo de um euro por litro".
-O gasóleo foi vendido, em média, a 1,26 euros por litro na semana passada em Portugal, segundo os dados do Boletim Petrolífero da União Europeia.
- A diferença, explicou José Horta, reside na fiscalidade.
-O imposto sobre os produtos petrolíferos é de 30 cêntimos por litro em Espanha e de 36,4 cêntimos por litro em Portugal. Acresce ainda o IVA que é cobrado a 20 por cento em Portugal e a 16 por cento em Espanha, refere o responsável.
-A última vez que o gasóleo rodoviário esteve abaixo de um euro, em Portugal, foi na semana de 9 de Fevereiro de 2007, quando era vendido a 0,998 euros o litro.
-O petróleo de Brent tem estado a cotar na casa dos 68 dólares o barril - metade do alcançado em Julho - embora tenha registado uma ligeira subida, para os 71,85 dólares, esta segunda-feira, com as perspectivas de uma quebra da produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
- (Jornal de Notícias)
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Friday, October 10, 2008
O país oficialmente feliz
Este é um país oficialmente feliz. Enquanto as bolsas mundiais se afundam, o Parlamento português discute costumes como quem deglute pastéis de Belém numa manhã de primavera. Temos - e teremos- tudo o que merecemos.
Friday, September 12, 2008
Vasco Pulido Valente - opinião
Vale a pena ler, artigo de Vasco Pulido Valente no PUBLICO de hoje. A acusação de VPV é forte: PS e PSD lançaram o país num beco sem saída. Portugal está sem destino e o povo anestesiado e sem esperança. Paralisado pela utopia não cumprida: o sonho europeu, uma Europa rica que cuidaria de nós, de onde viria uma corrente infindável de fundos. Soube-se hoje (dados do INE) que, no ano passado, o número de óbitos ultrapassou o número de nascimentos. Quando o povo deixa de procriar, por falta de esperança e de incentivo, é porque optou por um gradual suicídio colectivo. Esta é a herança que eles nos deixaram. 24 governantes aproveitaram o dia do diploma para se passearem pelo país a distribuir cheques de 500 euros. Com a justiça a passar pela maior crise de sempre (os juízes impedidos de decretar a prisão privativa de criminosos violentos e cruéis em consequência de uma revisão irresponsável do código penal), o sistema nacional de saúde a derrapar e o valor das reformas e salários a caírem a pique, andar pelo país a distribuir cheques de 500 euros, numa operação de propaganda que custou mais de 500 mil euros, é rir da desgraça em que o país se encontra.
Saturday, September 06, 2008
Portugal visto de Espanha - Verdades ocultas em Portugal
(recebido por correio electrónico)
indicadores económicos e sociais periodicamente divulgados pela União Europeia (UE) colocam Portugal em níveis de pobreza e de injustiça social inaceitável para um país que integra desde 1986 o "clube dos ricos" no continente Europeu. Mas o golpe de misericórdia foi a avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE): Portugal, nos próximos anos distanciará ainda mais de si próprio os países avançados. A produtividade mais baixa da UE, fraca inovação e vitalidade do sector empresarial, a má educação e à formação profissional, de desvio de fundos públicos, derrapagens e os maus resultados são dados salientados pelo relatório anual sobre Portugal, para a OCDE. Ao contrário Espanha, Grécia e Irlanda (que formam também parte do "grupo dos pobres" da UE), Portugal não conseguiu ter um financiamento significativo, com o seu desenvolvimento na comunidade, que fluiu ininterruptamente a partir de Bruxelas por quase duas décadas.Em 1986, Madrid e Lisboa aderiram à então Comunidade Económica Europeia com taxas semelhantes de desenvolvimento relativo, e apenas uma década atrás, Portugal era um lugar mais elevado do que a Grécia e a Irlanda, no ranking da UE. Mas em 2001, tenha foi ultrapassado por esses dois países, enquanto a Espanha está localizado a uma curta distância da média do bloco. "A convergência do Português com a economia mais avançada do ECO parece parado nos últimos anos, deixando uma lacuna significativa na renda por pessoa", diz a organização.No sector privado, dos bens de capital não são sempre utilizados de forma eficaz ou estão localizados e as novas tecnologias não forem tomadas rapidamente ", afirma a OCDE. " Portugual tem menos educação formal do que os trabalhadores de outros países da UE, incluindo os novos membros da Europa Central e Oriental", disse o documento. Todas as análises sobre os valores investidos concordam que o problema central não está nos montantes, mas nos métodos de distribuição. Portugal gasta mais do que a grande maioria dos países da União Europeia em matéria de indemnizações para funcionários públicos, originando que o seu produto interno bruto, não consiga melhorar significativamente a qualidade e a eficiência dos serviços. Com mais professores por aluno, não consegue dar uma educação competitiva e de formação comparando com o resto dos países industrializados.Nos últimos 18 anos, Portugal foi o país que recebeu mais benefícios per capita em cuidados comunitários. No entanto, após nove anos, em vez de aproximar os níveis da UE começou a cair e hoje as perspectivas apresentam maior distância. Onde foram parar os fundos comunitários?, É a pergunta insistente em debates televisivos e colunas de opinião nos principais jornais do país. A resposta mais comum é que as carteiras de dinheiro engordam aqueles que já tinham mais. Os números mostram que Portugal é o país da UE com maior desigualdade social e com os mais baixos salários mínimos e ficando a meio do bloco, pelo menos até 1 de maio, quando foi prorrogado de 15 para 25 nações. Também é o país do bloco em que gestores de empresas públicas têm salários mais elevados. O argumento mais frequente dos executivos indica que "o mercado é que decide o salário".
Consultado pelo IPS, antigo ministro das Obras Públicas (1995-2002) e actual vice-socialista João Cravinho negou essa teoria. "São os administradores que definem os seus próprios salários, não podemos carregar a culpa sobre o mercado," disse ele. Nas empresas privadas com participação do governo, do estado ou em privado com os accionistas minoritários dos executivos, estabelecem os seus vencimentos astronómicos (alguns chegam a 90.000 dólares por mês, incluindo os prémios e royalties), com a cumplicidade dos accionistas de referência ", afirmou Cravinho. Estes mesmos grandes accionistas, "são dois altos executivos, e todo este sistema, basicamente, é em detrimento dos pequenos accionistas, que faz com que uma grossa fatia dos lucros vá para contas bancárias dos gestores' lamentou o ex-ministro. Esta situação de desigualdade surge cada dia com os mais variados exemplos. A última é a crise no sector automóvel. Os comerciantes queixam-se de uma queda de quase 20 por cento nas vendas de automóveis de baixa cilindrada, com preços entre 15.000 e 20.000 dólares. Mas representantes das marcas de luxo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati e Lotus (veículos valor superior a US $ 200.000), lamentam a oferta não poder dar para todos os pedidos, tendo um aumento de 36 por cento da procura. Estudos sobre a tradicional indústria têxtil Lusa, que foi um dos mais modernos e de mais qualidade no mundo, demonstram o seu impasse, porque seus empregadores não fazem os ajustes necessários para actualizá-lo. Mas a zona norte onde se concentra a indústria têxtil, tem mais carros por metro quadrado que a Ferrari na Itália.Um executivo de tecnologia da informação espanhol, Javier Felipe, disse à IPS que, em sua experiência com empresários Portugueses, eles "estão mais interessados no projecto que é a imagem do que com resultado do seu trabalho". Para muitos é mais importante é conduzir automóvel, o cartão de crédito que pode usar para pagar uma conta ou modelo de telefone celular, do que a eficiência da sua gestão, "disse Philip, esclarecendo que há excepções. Tudo isto está a criar uma mentalidade que, em última instância, afecta o desenvolvimento de um país ", considerou.
A evasão fiscal é outro aspecto. A impunidade tem castrado investimento do sector público com potenciais efeitos positivos na superação da crise económica e de desemprego, que este ano chegou a 7,3 por cento da população economicamente activa. Os únicos contribuintes para os cofres do Estado são os trabalhadores contratados, que deixam grande parte do salário retido na fonte de trabalho. Ao longo dos últimos dois anos, o governo decidiu entregar a carga fiscal sobre essas cabeças, mantendo situações "obscenas" e "escandaloso", segundo o economista e comentarista de televisão António Perez Metella. "Em vez de anunciar progressos na recuperação dos impostos daqueles que continuam rindo na cara do Tesouro, o governo (conservador) decidiu tomar uma maior fatia do mesmo àqueles que já pagam o que é devido, e deixa intacta a nebulosa de fugitivos procuradores, sem coerência ideológica, sem visão para o futuro ", criticou Metella.O teste é explicado no parecer uma coluna de José Vitor Malheiros. Segundo esses documentos entregues às autoridades fiscais, médicos e dentistas relataram renda média anual de 17.680 euros (21.750 dólares), os advogados 10.864 (13.365 dólares), os arquitectos de 9.277 (11.410 dólares) e engenheiros de 8.382 (10.310 dólares). Esses números indicam que por cada seis euros para pagar os impostos, "roubam nove para a comunidade", uma vez que esses profissionais não dependentes deveriam de contribuir com 15 por cento do total do imposto sobre o rendimento singular e pelo trabalho tributado, descontando apenas seis por cento disse Malheiros.Com o retorno dos impostos para fechar um ano fiscal, eles "roubam mais do que pagam", disse com sarcasmo. Se um país "permite que um profissional liberal com duas casas e dois carros de luxo declare rendimento de 600 euros (738 dólares) por mês, ano após ano, sem ser questionado, no mínimo por parte do Tesouro, e recebe uma bolsa do Estado para ajudar a pagar escola particular para os seus filhos, significa que o sistema não tem moral ", exclamou.
( Este texto foi-me enviado por e-mail )
texto original em Espanhol
indicadores económicos e sociais periodicamente divulgados pela União Europeia (UE) colocam Portugal em níveis de pobreza e de injustiça social inaceitável para um país que integra desde 1986 o "clube dos ricos" no continente Europeu. Mas o golpe de misericórdia foi a avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE): Portugal, nos próximos anos distanciará ainda mais de si próprio os países avançados. A produtividade mais baixa da UE, fraca inovação e vitalidade do sector empresarial, a má educação e à formação profissional, de desvio de fundos públicos, derrapagens e os maus resultados são dados salientados pelo relatório anual sobre Portugal, para a OCDE. Ao contrário Espanha, Grécia e Irlanda (que formam também parte do "grupo dos pobres" da UE), Portugal não conseguiu ter um financiamento significativo, com o seu desenvolvimento na comunidade, que fluiu ininterruptamente a partir de Bruxelas por quase duas décadas.Em 1986, Madrid e Lisboa aderiram à então Comunidade Económica Europeia com taxas semelhantes de desenvolvimento relativo, e apenas uma década atrás, Portugal era um lugar mais elevado do que a Grécia e a Irlanda, no ranking da UE. Mas em 2001, tenha foi ultrapassado por esses dois países, enquanto a Espanha está localizado a uma curta distância da média do bloco. "A convergência do Português com a economia mais avançada do ECO parece parado nos últimos anos, deixando uma lacuna significativa na renda por pessoa", diz a organização.No sector privado, dos bens de capital não são sempre utilizados de forma eficaz ou estão localizados e as novas tecnologias não forem tomadas rapidamente ", afirma a OCDE. " Portugual tem menos educação formal do que os trabalhadores de outros países da UE, incluindo os novos membros da Europa Central e Oriental", disse o documento. Todas as análises sobre os valores investidos concordam que o problema central não está nos montantes, mas nos métodos de distribuição. Portugal gasta mais do que a grande maioria dos países da União Europeia em matéria de indemnizações para funcionários públicos, originando que o seu produto interno bruto, não consiga melhorar significativamente a qualidade e a eficiência dos serviços. Com mais professores por aluno, não consegue dar uma educação competitiva e de formação comparando com o resto dos países industrializados.Nos últimos 18 anos, Portugal foi o país que recebeu mais benefícios per capita em cuidados comunitários. No entanto, após nove anos, em vez de aproximar os níveis da UE começou a cair e hoje as perspectivas apresentam maior distância. Onde foram parar os fundos comunitários?, É a pergunta insistente em debates televisivos e colunas de opinião nos principais jornais do país. A resposta mais comum é que as carteiras de dinheiro engordam aqueles que já tinham mais. Os números mostram que Portugal é o país da UE com maior desigualdade social e com os mais baixos salários mínimos e ficando a meio do bloco, pelo menos até 1 de maio, quando foi prorrogado de 15 para 25 nações. Também é o país do bloco em que gestores de empresas públicas têm salários mais elevados. O argumento mais frequente dos executivos indica que "o mercado é que decide o salário".
Consultado pelo IPS, antigo ministro das Obras Públicas (1995-2002) e actual vice-socialista João Cravinho negou essa teoria. "São os administradores que definem os seus próprios salários, não podemos carregar a culpa sobre o mercado," disse ele. Nas empresas privadas com participação do governo, do estado ou em privado com os accionistas minoritários dos executivos, estabelecem os seus vencimentos astronómicos (alguns chegam a 90.000 dólares por mês, incluindo os prémios e royalties), com a cumplicidade dos accionistas de referência ", afirmou Cravinho. Estes mesmos grandes accionistas, "são dois altos executivos, e todo este sistema, basicamente, é em detrimento dos pequenos accionistas, que faz com que uma grossa fatia dos lucros vá para contas bancárias dos gestores' lamentou o ex-ministro. Esta situação de desigualdade surge cada dia com os mais variados exemplos. A última é a crise no sector automóvel. Os comerciantes queixam-se de uma queda de quase 20 por cento nas vendas de automóveis de baixa cilindrada, com preços entre 15.000 e 20.000 dólares. Mas representantes das marcas de luxo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati e Lotus (veículos valor superior a US $ 200.000), lamentam a oferta não poder dar para todos os pedidos, tendo um aumento de 36 por cento da procura. Estudos sobre a tradicional indústria têxtil Lusa, que foi um dos mais modernos e de mais qualidade no mundo, demonstram o seu impasse, porque seus empregadores não fazem os ajustes necessários para actualizá-lo. Mas a zona norte onde se concentra a indústria têxtil, tem mais carros por metro quadrado que a Ferrari na Itália.Um executivo de tecnologia da informação espanhol, Javier Felipe, disse à IPS que, em sua experiência com empresários Portugueses, eles "estão mais interessados no projecto que é a imagem do que com resultado do seu trabalho". Para muitos é mais importante é conduzir automóvel, o cartão de crédito que pode usar para pagar uma conta ou modelo de telefone celular, do que a eficiência da sua gestão, "disse Philip, esclarecendo que há excepções. Tudo isto está a criar uma mentalidade que, em última instância, afecta o desenvolvimento de um país ", considerou.
A evasão fiscal é outro aspecto. A impunidade tem castrado investimento do sector público com potenciais efeitos positivos na superação da crise económica e de desemprego, que este ano chegou a 7,3 por cento da população economicamente activa. Os únicos contribuintes para os cofres do Estado são os trabalhadores contratados, que deixam grande parte do salário retido na fonte de trabalho. Ao longo dos últimos dois anos, o governo decidiu entregar a carga fiscal sobre essas cabeças, mantendo situações "obscenas" e "escandaloso", segundo o economista e comentarista de televisão António Perez Metella. "Em vez de anunciar progressos na recuperação dos impostos daqueles que continuam rindo na cara do Tesouro, o governo (conservador) decidiu tomar uma maior fatia do mesmo àqueles que já pagam o que é devido, e deixa intacta a nebulosa de fugitivos procuradores, sem coerência ideológica, sem visão para o futuro ", criticou Metella.O teste é explicado no parecer uma coluna de José Vitor Malheiros. Segundo esses documentos entregues às autoridades fiscais, médicos e dentistas relataram renda média anual de 17.680 euros (21.750 dólares), os advogados 10.864 (13.365 dólares), os arquitectos de 9.277 (11.410 dólares) e engenheiros de 8.382 (10.310 dólares). Esses números indicam que por cada seis euros para pagar os impostos, "roubam nove para a comunidade", uma vez que esses profissionais não dependentes deveriam de contribuir com 15 por cento do total do imposto sobre o rendimento singular e pelo trabalho tributado, descontando apenas seis por cento disse Malheiros.Com o retorno dos impostos para fechar um ano fiscal, eles "roubam mais do que pagam", disse com sarcasmo. Se um país "permite que um profissional liberal com duas casas e dois carros de luxo declare rendimento de 600 euros (738 dólares) por mês, ano após ano, sem ser questionado, no mínimo por parte do Tesouro, e recebe uma bolsa do Estado para ajudar a pagar escola particular para os seus filhos, significa que o sistema não tem moral ", exclamou.
( Este texto foi-me enviado por e-mail )
texto original em Espanhol
Wednesday, September 03, 2008
Dualidade de critérios
Metade dos professores não colocados não têm direito ao subsidio de desemprego porque trabalharam durante pouco tempo(!!!) ou estiveram num regime de contrato de recibos verdes, não tendo descontado para a segurança social portanto. Ao mesmo tempo atribuem-se subsídios a criminosos e calões, que não produzem nem se interessam por produzir, dedicando-se ao crime como meio de subsistência.Este Governo e em especial o 1ºministro sofrem de autismo e profunda desonestidade intelectual. Talvez porque não sinta na pele as dificuldades pela qual a vasta maioria da população que desgoverna passa diariamente
Monday, September 01, 2008
Como Portugal seria diferente
Transcrevo este texto, de Mário Crespo, publicado no JN, recebido por e-mail.
Imaginem como tudo seria diferente!
Imaginem
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.
Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta.
Imaginem que só eram usados em funções do Estado.Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
este texto é da autoria de Mário Crespo e foi publicado no Jornal de Notícias
Imaginem como tudo seria diferente!
Imaginem
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.
Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta.
Imaginem que só eram usados em funções do Estado.Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal.
Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. Imaginem que país seremos se não o fizermos.
este texto é da autoria de Mário Crespo e foi publicado no Jornal de Notícias
Thursday, July 10, 2008
Estado da Nação
"Apesar do progresso, do acesso à Educação e à Saúde, das infra-estruturas construídas e da melhoria das condições de vida da população, o país encontra-se à beira do precipício. Os sacrifícios, pedidos por todos os Governos, desaguam inevitavelmente em mais sacrifícios: continuamos a divergir da Europa, com um crescimento económico que, mesmo antes da crise internacional ser decretada pelo Governo, não chegava a 1,5 por cento do PIB. Com uma agricultura destruída, uma indústria incipiente e uma classe empresarial que não se distingue pela sua capacidade empreendedora, Portugal vive hoje a ressaca de todos esses amanhãs que cantavam ao som do consumo desbragado e dos vários "choques" que nos iriam abrir as portas do desenvolvimento. O rosário ou a "lengalenga" estende-se a quase todos os domínios: à Saúde, à Justiça ou à Educação, essa grande aposta da democracia, que nos atira para a cauda da Europa, com uma taxa elevadíssima de abandono escolar (perto de vinte por cento) e com um défice de formação que se reflecte na competitividade das empresas e dos produtos nacionais. Paralelamente, o país "descobriu" agora os valores assustadores da pobreza (perto de 20 por cento da população) que já existiam muito antes de serem "descobertos": infelizmente, a pobreza é um fenómeno persistente em Portugal, com tendência a agravar-se, nos próximos tempos, graças à subida do petróleo e ao aumento dos bens alimentares. Em matéria de desigualdade somos um país recordista, com um fosso cada vez mais profundo entre os mais ricos e os mais pobres. O envelhecimento da população, que caracteriza as sociedades ocidentais, atinge em Portugal níveis assustadores. De acordo com dados do Eurostat, em 2050, as pessoas com mais de 65 anos representarão mais de trinta por cento da população portuguesa. Não se vê como é que poderá haver capacidade orçamental que suporte este aumento assustador das necessidades. Mas, aparentemente, há quem veja.
Embora o estudo apresentado por Rui Ramos e pelo Compromisso Portugal não seja propriamente pródigo em propostas ou soluções. E, na ausência destas, talvez seja preferível a "lengalenga" dos epígonos de Oliveira Martins à hipotética apresentação de alternativas que ninguém consegue detectar.»
Constança Cunha e Sá, in Público
Embora o estudo apresentado por Rui Ramos e pelo Compromisso Portugal não seja propriamente pródigo em propostas ou soluções. E, na ausência destas, talvez seja preferível a "lengalenga" dos epígonos de Oliveira Martins à hipotética apresentação de alternativas que ninguém consegue detectar.»
Constança Cunha e Sá, in Público
Thursday, July 03, 2008
Medina Carreira revela a situação do País
Medina Carreira, numa entrevista à SIC, ontem, revela a verdadeira situação em que o país está. Veja aqui o vídeo da SIC.
Não se deixe enganar. Veja, oiça e reflicta.
Não se deixe enganar. Veja, oiça e reflicta.
Saturday, June 21, 2008
Os Portugueses
A esmagadora maioria dos portugueses divide-se em duas categorias: os que acham que não há vida para além do trabalho e os que acham que não há vida para além do futebol.Fora estes, há uma pequena minoria de intelectuais excêntricos que precisam de ser exterminados. Quem se está a encarregar disto é a ministra da educação.
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