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Friday, December 30, 2011

Sistema Educativo na Suiça


O sistema educativo da Suiça é um dos melhores do Mundo. Ao contrário do sistema educativo no Japão, Singapura e Coreia do Sul, o sistema suiço é dos mais descentralizados do Mundo. Cada cantão tem a responsabilidade de elaborar os currículos, contratar os professores e definir os calendários escolares. Os alunos suiços ficam entre os 15 melhores nos testes PISA. Conheça os 10 factos que caracterizam o sistema educativo na Suiça.


#1. O sistema é altamente descentralizado. A responsabilidade pela elaboração e concretização das políticas é de cada cantão. A idade mínima para entrada na escola é os 6 anos. E a escolaridade só é obrigatória até aos 15 anos de idade.

#2. O ensino está estruturado em dois ciclos de seis anos. A escola primária tem seis anos de duração, findos os quais os alunos são distribuídos por várias vias do ensino secundário.

#3. Grande parte dos alunos sai da escola primária de seis anos para frequentarem ensino secundário de carácter tecnológico ou profissional, chamada de Fachhochschulen, cuja estrutura curricular depende de cada cantão. Só os melhores alunos é que seguem a via académica do secundário, chamado Gymnasium, que se destina preferencialmente a preparar os alunos para o acesso às melhores Universidades da Federação Suiça.

#4. A Suiça não aceita o modelo inclusivo. Ao invés, separa os alunos por turmas de acordo com as suas capacidades. As crianças são separadas consoante a língua materna seja o Francês, o Italiano ou o Alemão.

#5. A Suiça tem 12 Universidades e algumas, com a Universidade de Basel, são das melhores do Mundo. O acesso às melhores universidades é muito competitivo e está reservado apenas aos melhores alunos.

#6. Não existe um sistema centralizado de recrutamento de professores. A responsabilidade de recrutar docentes fica ao nível de cada cantão.

#7. A maior parte dos alunos frequentam cursos profissionais, chamados de Berufsleher, logo após o 6º ano de escolaridade. O curso profissional tem a duração de dois ou três anos, permite estagiar em empresas e certifica para o exercício de uma profissão.

#8. A via académica, chamada de Gymnasium, e que prepara para a Universidade, tem currículos diversos consoante os cantões. Há escolas que enfatizam as Artes, outras a Matemática e as Ciências e outras ainda as Humanidades.

#9. O dia escolar começa às 8:00 e prolonga-se até às 15:00.

#10. os alunos que frequentam os cursos profissionais com estágio em empresas passam, regra geral, dois a três dias por semana na empresa e dois a três dias por semana na escola. Esses alunos podem seguir estudos pós-secundários de carácter profissional e tecnológico.

Friday, June 04, 2010

ME aprova medida que permite a alunos saltarem do 8º ano para o 10º ano

A história vem contada no iOnline de hoje.
Os alunos com mais de 15 anos retidos no 8.o ano de escolaridade têm este ano lectivo mais uma hipótese para concluir o ensino básico. Para isso é preciso que se autoproponham às provas nacionais de Português e de Matemática do final do 3.o ciclo, em Julho, e façam ainda os exames a nível de escola em todas as disciplinas do 9.o ano. Em caso de aproveitamento, transitam directamente para o 10.o ano, terminando assim o ensino básico, sem que para isso seja necessário passar pelo 9.o ano.
Se os que têm mais de 18 anos de idade são presenteados com certificados dos 9º e 12º anos bastando para isso frequentarem o Novas Oportunidades durante seis meses, onde se dedicam à tarefa gigantesca de construir uma história de vida com a ajuda de uma psicóloga ou socióloga, por que razão os alunos de 15 anos não podem saltar do 8º para o 10º ano?
Eu até vou mais longe: se o Povo continuar a acreditar na utopia socialista, virá o tempo em que, no momento da escolha do nome da criança, em plena Conservatória do Registo Civil, a conservadora perguntará aos orgulhoso pais: qual é a licenciatura que coloco no registo? E os babosos pais poderão, alegremente, regressar a casa com mais um filho doutor

Thursday, May 21, 2009

Manual de sobrevivência do profissional da classe docente

( " roubado" ao blog ProfAvaliação de Ramiro Marques )



1. Não queira salvar o Mundo. O Mundo não tem salvação. Os humanos têm tratado tão mal a mãe natureza que ela vai agradecer quando os humanos derem cabo de si próprios.

2. Não entre na escola com a ideia peregrina de que a sua missão é salvar crianças e adolescentes. Há muitas crianças e jovens que não têm salvação. Quando chegam à escola já estão perdidas. Não se sinta culpado pela perdição dos outros. As culpas da perdição têm de ser distribuídas pelos políticos e pelos pais. Os primeiros porque não sabem governar o país; apenas sabem governar-se. Os segundos porque colocam o amor próprio e os interesses pessoais à frente dos interesses dos filhos. E vai daí, passam a vida a fazer asneiras.

3. Se vir uma criança com fome, compre-lhe uma sanduíche. Mas não tenha a pretensão de querer resolver o problema da pobreza.

4. Não fale nas aulas sobre sexo e política. Concentre-se nas suas matérias e lembre-se de que ensinar bem é a coisa que melhor pode fazer para ajudar as crianças e os jovens a serem bem sucedidos.

5. Não queira ser engraçado nas aulas nem queira passar por humorista. Lembre-se de que está a falar para 25 alunos que têm telemóveis com câmara fotográfica e gravadores de áudio e vídeo.

6. Não queira fazer-se passar por irmão mais velho, amigo, pai ou mãe dos alunos. Seja simplesmente professor: um profissional com elevada competência técnica e científica que é pago para ensinar. Quando se ensina bem, está-se a educar. A educação é uma camada que se sobrepõe à instrução. A sua tarefa principal é instruir. A educação vem por acréscimo. É um bónus.

7. Não fale sobre a vida privada com os alunos. Lembre-se de que você não é pai nem mãe deles. Tão pouco é irmão. Nem sequer é um amigo. Você é um profissional.

8. Não queira entrar na intimidade dos seus alunos. Ouça-os quando eles se dirigem a si para falar sobre os problemas pessoais, mas ouça apenas. Não diga nada. Se for caso disso, encaminhe-os para o psicólogo escolar. Se for assunto que possa ser tratado pela escola, mande-os falar com o director de turma.

9. Guarde a ternura para os seus filhos. Não caia na tentação de consolar as crianças e os jovens com carícias, ainda que inocentes. Seja cuidadoso. Há crianças e jovens que fazem uso da maldade pura.

10. Cuidado com as conversas com os pais. Trinque a língua antes de falar. Diga só o que for realmente necessário. Limite-se à descrição dos factos. Poupe nos adjectivos. Não faça juízos de valor. Nunca tenha a pretensão de pensar que os pais dos alunos são seus amigos. E nunca tome o partido dos pais contra os seus colegas. Lembre-se de que os pais passam, mas os seus colegas vão estar ao seu lado durante pelo menos 40 anos.

( retirado do blog ProfAvaliação )

Friday, April 03, 2009

Agrupamento de Escolas de santo Onofre-intervenção de Ana Drago



Ana Drago pediu explicações sobre a razão pela qual o Ministério da Educação se prepara para destituir o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha.

Wednesday, February 25, 2009

Uso excessivo de computadores, calculadoras e consolas, torna o cérebro mais preguiçoso


Os neurocientistas não param de alertar para os malefícios de um uso intenso e prolongado dos computadores, calculadoras e consolas pelas crianças. Para além de promoverem o isolamento social, o egocentrismo juvenil, quebras de atenção, obesidade, diabetes e hiperactividade, sabe-se agora que torna o cérebro preguiçoso. O cérebro é um músculo. Com falta de uso, enfraquece. Se a memória não foi exercitada, a função perde-se. O uso desregrado das novas tecnologias da informação é meio caminho andado para perdas de memória na velhice. E sabe-se que quem usa pouco a memória tem mais probabilidades de desenvolver, mas cedo, a doença de Alzheimer.
O cérebro está a cair em desuso. Com as calculadoras nas salas de aula, as crianças não aprendem a tabuada e não exercitam a memória para fazer operações matemáticas simples. Com o uso indiscriminado do GPS, perdemos a capacidade para ler e interpretar mapas. Poupa-se na memória e no raciocínio e corre-se o risco de criar áreas do cérebro amorfas, apáticas e cinzentas por falta de uso. Pode estar a acontecer ao cérebro das crianças aquilo que acontece aos músculos das pernas dos idosos que não fazem exercício físico. Talvez o Governo português esteja a cometer um crime ao entregar 500 mil portáteis a crianças dos 5 aos 10 anos de idade. Os efeitos perniciosos serão detectados mais tarde.

Sunday, February 08, 2009

Reunião de 212 PCE em Coimbra

Os 212 presidentes de Conselhos Executivos (PCE) de escolas e agrupamentos de todo o país decidiram hoje, numa reunião que decorreu em Coimbra, reiterar o pedido de suspensão do modelo de avaliação de desempenho dos professores que se encontra em vigor.
Num documento aprovado por unanimidade, sublinham que, ao contrário do que tem afirmado o Ministério da Educação, nada obriga à entrega dos objectivos individuais – por parte dos professores ou dos PCE – e consideram que a insistência na aplicação do modelo em causa, por parte do Governo, “parece responder apenas a um objectivo político que se esgota num mero cumprimento de calendário”.
Na reunião, onde ficou acertada a realização de novo encontro, ainda sem data determinada, em Lisboa, estiveram quase mais cem PCE do que aqueles que iniciaram o movimento de contestação ao actual modelo de avaliação, há cerca de um mês, em Santarém.
O tema da demissão em bloco, desta vez, não dominou o encontro. “Decidimos ter a coragem de não nos demitirmos – de não nos demitirmos de continuarmos a ter voz”, afirmou, em declarações aos jornalistas, Isabel Guê, presidente do Conselho Executivo da secundária Rainha D. Amélia, de Lisboa.

A ministra da Educação diz que o processo da avaliação de desempenho está a decorrer normalmente .Como é que a ministra pode dizer uma coisa dessas exactamente no dia em que 212 PCEs se reunem, em Coimbra, para afirmarem precisamente o contrário? 212 PCEs são 18% dos PCEs do país. É estar fora da realidade !

Friday, January 16, 2009

Plano Tecnológico versus Plano Meteorológico

Os portões da Secundária de Albergaria-a-Velha foram esta quinta-feira de manhã fechados a cadeado pelos alunos daquela escola em protesto contra as más condições das salas de aula, nomeadamente contra o frio.
A acção de algumas centenas de alunos incluiu ainda um protesto contra o o novo regime de faltas instaurado pelo Ministério da Educação nas escolas.
A escola esteve fechada desde cerca das oito horas até depois das nove horas, tendo havido necessidade de pedir auxilio aos Bombeiros de Albergaria-a-Velha para cortarem os cadeados.
"O bom sucesso dos alunos também passa pelo bem estar", lia-se num dos grandes panos negros colocados no gradeamento fronteiro da escola.
Fonte: JN Online de 14/1/09
Comentário
O Plano Tecnológico da Educação é desmentido, diariamente, pelas centenas de escolas sem equipamentos e condições materiais adequadas ao estudo. É o frio que gela os corpos de alunos e professores nas escolas do Centro e do Norte do país. É a falta de dinheiro para as fotocópias. Os computadores e as impressoras que não funcionam. As impressoras paradas com falta de tinteiros. As fotocopiadoras com falta de papel. É a realidade diária dos professores a pagarem os materiais escolares do seu bolso porque se não pagassem as escolas paravam. Este des (governo) só pensa no acessório não resolvendo os problemas essenciais das Escolas.

Saturday, December 13, 2008

Um grupo ( 13 pessoas) reuniu-se e defendeu o actual modelo de avaliação desempenho chileno

Um grupo de professores a favor da avaliação de desempenho reuniu-se hoje, em Lisboa, com a ministra da Educação para mostrar que estão satisfeitos com a simplificação do processo neste ano lectivo e apoiam a sua implementação.
“Queremos que a avaliação seja feita no interior das escolas mas aceitamos e consideramos fundamental que tivesse havido todo este processo de simplificação porque é o primeiro ano que o vamos implementar”, declarou Armandina Soares, porta-voz do grupo de 13 pessoas de várias escolas do país que estiveram hoje no ministério.
A professora afirmou que as simplificações ajudaram a implementar a avaliação: “Retiraram alguma carga, aligeiram aspectos processuais - as tais famigeradas fichas de avaliação - e trouxeram a possibilidade de os professores poderem optar por querer, este ano, avaliação na componente científico-pedagógica ou serem avaliados na sua componente funcional”, esclareceu.
Sobre a “luta” que tem vindo a ser travada pelos sindicatos pela suspensão do processo, Armandina Soares considerou que “não faz sentido”: “Acho que neste momento temos de partir para o trabalho, já estamos cansados”.
O grupo, que representa cerca de uma centena de docentes a favor da avaliação de desempenho dos professores, defende “um apaziguamento nas escolas e que exista alguma reflexão sobre o que está a acontecer”.
(…)
Armandina Soares sublinhou que o grupo não tem qualquer tipo de conotações partidárias e que se constituiu por proximidade e por desejarem voltar “a olhar num sentido positivo para o trabalho” que têm pela frente.

Curiosamemte, a senhora Armandina Soares é uma acólita de Pinto de Sousa já tendo intervindo em foruns do PS e as suas intervenções já estiveram na página oficial do partido de P(into) de S(ousa).

Friday, December 12, 2008

Quintana Cabanas- filósofo e pedagogo, arrasa o " eduquês "



José Maria Quintana Cabanas é um filósofo e pedagogo espanhol que nasceu e vive na Catalunha. É o crítico espanhol mais lúcido das teorias curriculares que têm vindo a destruir a escola pública e a afastar dela os filhos das classes alta e média alta. Quintana Cabanas desenvolve um combate feroz contra a confusão curricular e a falsificação estatística dos resultados dos alunos para OCDE e UE verem. Critica o aumento exponencial das funções administrativas e burocráticas dos professores e propõe o regresso à centralidade da missão de ensinar. Opõe-se à criação das "tangas" e "tralha" curriculares que dão pelo nome de projectos curriculares de escola, projectos curriculares de turma, planos educativos individuais e outras papeladas e grelhas com siglas complicadas que têm vindo a criar a ilusão de que é possível aprender sem esforço. É um acérrimo defensor de um currículo centrado no cânone cultural, artístico, humanístico e científico. Um opositor declarado da aldrabice pedagógica que dá pelo nome de aprendizagem de competências. Um defensor do professor intelectual. O professor que ensina conteúdos porque é o garante da transmissão do legado civilizacional.

MLR sem resposta



Intervenção da deputada Cecília Honório , do Bloco de Esquerda na audição da ministra de Educação, no Parlamento

Wednesday, December 10, 2008

Maria do Rosário Gama escreve sobre a avaliação simplex

O memorando de entendimento que, em Abril do corrente ano, foi assinado com a plataforma sindical, onde foram acordadas as condições de aplicação do modelo de avaliação neste primeiro ciclo avaliativo, foi na altura recusado por muitas escolas, entre as quais a Escola Infanta D. Maria que, de certo modo, já anteviam este desfecho.
Apesar do Ministério afirmar que foram ouvidos todos os intervenientes e parceiros do sistema educativo, identificou alguns problemas mas não identificou, ou não quis reconhecer, o principal problema:
Este modelo de avaliação carece de racionalidade pedagógico-didáctica ! O pedido da suspensão do modelo foi feito pelos 120 000 professores no dia 8 de Novembro (já o havia sido feito em 8 de Março), exprimiu-se nas diferentes reuniões do Ministério com os Conselhos Executivos, foi feito por algumas associações de Pais a que se junta agora a CONFAP (“não se pode suspender algo que já está parado!”) foi feito por toda a oposição, pelo Conselho das Escolas, pelo Sindicato dos Inspectores da Educação. Afinal, a auscultação pela equipa ministerial serviu para dizer que nenhum dos que pedem a suspensão estão certos e, “lavando as mãos”, gritam com a voz de “um deus ex-máquina”: vamos simplificar o modelo. Deste modo, a opinião pública afirmará:
a Ministra cede, os professores não! Isto é absolutamente falacioso e passamos a explicar porquê:Embora as diferentes medidas, isoladamente sejam razoáveis e susceptíveis de serem aceites pela opinião pública como um avanço no sentido de resolver o impasse, de facto, A SIMPLIFICAÇÃO NÃO O RESOLVE.
1º medida do simplex :
Garantir que os professores, sempre que o requeiram, possam ser avaliados por avaliadores da mesma área disciplinar
Vejamos um caso concreto na Escola Secundária Infanta D. Maria: a coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas é do grupo disciplinar de Geografia; delegou competências numa professora titular de Economia e numa professora titular de Filosofia para avaliarem os respectivos professores do grupo de recrutamento. A coordenadora de Departamento, de acordo com o inicialmente previsto teria a cargo a avaliação dos colegas de Geografia (3) dos colegas História (5) e ainda as duas colegas em quem delegou competências (10 no total). Com a simplificação do modelo e a possibilidade de os avaliados poderem ter avaliadores da mesma área disciplinar (grupo de recrutamento), os cinco professores de História podem fazer essa exigência. Não havendo nenhum professor titular em quem delegar competências, um professor de História, não contratado, poderá ser nomeado titular em comissão de serviço e avaliar os seus colegas.De acordo com a medida nº 7 do “simplex” há que Clarificar o regime de avaliação dos avaliadores. Assim, a Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, as duas titulares em quem delegou competências e a professora de História, avaliadora não titular (titular em comissão de serviço), passarão a ser avaliadas apenas pelo Conselho Executivo. A Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas passará assim a avaliar só as três colegas de Geografia e alguma de História que “prefira” a sua avaliação (!!!)No que se refere às quotas máximas, as 4 Coordenadoras de Departamento poderão aceder a um Excelente, um Muito Bom e dois Bons; as avaliadoras titulares e os professores avaliadores não titulares (titulares em comissão de serviço), em quem foram delegadas competências, terão como percentagem máxima de quotas, 5% de Excelentes e 20% de Muito Bons. A professora (de História, por exemplo) não titular, mas avaliadora, irá concorrer a vagas de titular tal como os restantes professores que ela poderá avaliar. Como para aceder a estas vagas a classificação é um factor importante, pelo menos para desempate, a professora avaliadora titular em comissão de serviço, irá avaliar com interesse em causa própria.Os professores avaliados só poderão candidatar-se a Excelente ou Muito Bom se tiverem aulas assistidas pela avaliadora, enquanto que esta não necessita dessa condição para se candidatar a Excelente ou Muito Bom.Esta situação repete-se noutros departamentos, por exemplo, no Departamento de Línguas, só existe um professor de Espanhol: se ele quiser ser avaliado por um da sua disciplina tem que se ir procurar noutra Escola da cidade um avaliador. E se cada professor de Espanhol quiser ser avaliado por um professor de Espanhol, avaliam-se uns aos outros?Se as divisões, conflitos e tensões já existiam, pioram ainda mais e o sistema em vez de simplificar, complica.
2ª medida do “simplex”
- Não considerar o parâmetro referente ao progresso dos resultados escolares e à redução das taxas de abandono escolar.
Esta era uma medida reclamada pelos professores que, levava a que cada professor, no início do ano, tivesse que “prever” os resultados finais dos seus alunos tendo em conta o ponto de partida. Assim, traçaria os seus objectivos considerando o progresso nas aprendizagens, a evolução da classificação da sua disciplina face às restantes disciplinas, face às classificações da mesma disciplina/ano e ainda face à avaliação externa (neste caso só para as disciplinas com exame). No final do ano, não se poderia afastar dos objectivos traçados, pois isso conduziria a penalização do professor. Resolvia-se facilmente de uma forma administrativa…
.3ª medida do “simplex”
- Promover a simplificação dos instrumentos de avaliação
Não havia alternativa senão simplificar: Para preencher, por exemplo, a ficha de avaliação do Conselho Executivo respeitante a cada um dos professores da Escola, os instrumentos de registo tinham 95 descritores se fossem considerados todos os parâmetros, subparâmetros e itens. Note-se que nestas fichas havia 5 parâmetros, 13 subparâmetros e 23 itens. Exceptuando o subparâmetro A1, para cada um dos restantes itens houve que encontrar descritores a fim de, em cada um deles, classificar cada professor de acordo com os valores propostos pela tutela: 10, 8, 7, 6 ou 3.É de referir que, para além da ficha do Conselho Executivo, foi necessário elaborar instrumentos de registo que permitissem preencher outras cinco (!!!) fichas tão complexas como esta!!!Neste momento, com o final do 1º período, torna-se impraticável voltar de novo a rever fichas e a encontrar novos descritores.Esta medida denota o afastamento da realidade das Escolas, por parte do legislador, quando propõe fichas como aquelas que levaram horas e horas de trabalho sem possibilidade de, na prática, virem a ser aplicadas e portanto é o reconhecimento (não assumido publicamente) da parte da tutela da inexequibilidade deste processo.
4ª medida do “simplex”
- Dispensar, em caso de acordo, a realização de reuniões entre avaliador e avaliado
Estas reuniões poderiam contribuir para a parte formativa da avaliação, se de facto este fosse um processo formativo.
5ª medida do “simplex”
- Tornar voluntária a avaliação da componente científico-pedagógica
Esta componente constitui requisito necessário à obtenção das classificações de “Muito Bom” e “Excelente”; retirá-la, significa reconhecer que o que é importante para esta equipa ministerial é a componente organizacional e não a verdadeira essência do que é ser Professor, ou seja, a sua preparação cientifico-pedagógica e a relação com os alunos. Para um professor ser BOM basta ser assíduo, participar na vida da Escola, participar em acções de formação contínua e ter boa relação com a comunidade!!! Se a finalidade deste modelo de avaliação é melhorar o ensino-aprendizagem, esta medida contradita de forma clara essa dimensão.
6ª medida do “simplex”
- Reduzir o número mínimo de aulas a observar
A redução de 3 para 2 aulas a observar, não constitui cedência, uma vez que estava prevista a observação mínima de uma aula por período. Como o 1º período já está no fim, é normal que haja redução para duas aulas a observar, uma em cada um dos períodos restantes!
7ª medida do “simplex”
Clarificar o regime de avaliação dos avaliadores –
Já foi referido em conjunto com a 1ª medida.
8ª medida do “simplex”
Alargar as acções de formação contínua consideradas na avaliação
Com a fusão dos centros de formação, chegamos ao final do 1º período sem ofertas formativas e por isso é necessário recorrer a acções de formação, realizadas em anos anteriores, acreditadas e que não tenham sido utilizadas em anteriores avaliações. A proposta do Ministério, ao atribuir a menção de Bom nos casos em que não exista classificação destas acções, remete para algo que já observámos “do outro lado do Atlântico”…. Serve tudo, desde que no final haja uma nota!!!
9ª medida do “simplex”.
Melhoria das condições de trabalho para os avaliadores
Os avaliadores têm uma sobrecarga de trabalho que justificaria para todos, redução da componente lectiva. Com o horário lectivo sem qualquer redução, como é o caso dos avaliadores em fim de carreira, estes têm o mesmo número de turmas que os restantes colegas e, necessariamente, o mesmo número de provas para realizar, de testes para corrigir, de aulas para preparar. Como se isso não bastasse, ainda são chamados para umas acções de formação, em horário pós-laboral, incluindo sábados durante todo o dia. Esta situação deveria ter sido prevista antes e não nesta altura do ano em que, a única saída para mascarar o problema é a possibilidade de “remunerar, através do pagamento de horas extraordinárias”.Com a componente lectiva completa, cada vez que um professor avaliador assista às aulas de um colega, os seus alunos terão aulas de substituição, nem sempre garantidas por um professor da mesma disciplina!!!Finalmente, fica bem claro que esta “avaliação inspirada em modelo chileno” tem como objectivo último atribuir quotas, fundamentais para impedir o acesso de 2/3 dos professores ao topo da carreira. De facto o que o Ministério pretende é uma classificação por quotas absolutamente administrativa e não uma avaliação que cumpra os objectivos consignados no artigo 40.º do Estatuto da Carreira Docente (Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro) dos quais destacamos “Melhorar a qualidade das aprendizagens e dos resultados escolares dos alunos”.Para haver mérito não são necessárias quotas. A avaliação é formação, evolução, melhoria. Nada disto está presente nem no modelo, nem no “simplex” que o Ministério procura impor às Escolas.Se o Ministério pretender continuar a defender a política economicista patente no actual modelo de avaliação, então para a progressão na carreira, defina um procedimento concursal, com ou sem quotas, mas acabe com mais uma das muitas injustiças que está a impor, para mais tarde reconhecer o erro e ter que voltar atrás: Acabe com as quotas na avaliação de desempenho, limite-se a definir os critérios do mérito, e que este seja atribuído a quem realmente o mereça.
Maria do Rosário Gama
Professora na Escola Secundária Infanta D. Maria - Coimbra

Um post bem conseguido - de Paulo Guinote

Trata-se, neste momento, de um mero desforço pessoal, usando para isso o aparato do Estado. José Sócrates gosta de banqueiros, de empresários, do homo tecnologicus,mas arrepanha-se-lhe tudo se lhe falarem de um professor, daqueles normais, pessoa com qualificação superior que dedicou a sua vida profissional a transmitir conhecimentos aos mais jovens, de formas mais ou menos convencionais, que tem brio no seu trabalho, que quer que os seus alunos se esforcem, que gosta de ver esse trabalho retribuído com os resultados desses mesmos alunos, mas sem truques estatísticos, que não recebe trabalhos por fax tecnológico em papel timbrado. Um modelo de professor que parecerá anacrónico. Detestável mesmo. Que urge extinguir. Castigar. eliminar.
Excelente análise. De facto Pinto de Sousa gostaria de "desenhar" a sociedade segundo a sua visão social: todos terão sempre uma nova oportunidade. E serão felizes...Nesta ingenharia social, a tradição, o conhecimento acumulado, o saber, o estudo, as convenções sociais e as leis não empecilhos à política das novas oportunidades, perfeitamente removíveis por uma maioria absoluta .
"O mundo de cada um é os olhos que tem"

Tuesday, December 09, 2008

Igreja Católica defende que voz dos professores deve ser ouvida

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Morujão, afirmou hoje que existem "problemas de audição" na Educação, defendendo que a voz dos professores tem de ser ouvida.
"Tem havido problemas de audição, de ouvir as vozes que gritaram forte e, certamente, não gritaram tanto contra, mas em favor de um melhor projecto de educação", afirmou o responsável no final de uma reunião que juntou o presidente da CEP, D.Jorge Ortiga, e representantes de oito dos onze sindicatos que integram a Plataforma Sindical dos Professores.
O secretário da CEP reconheceu que se sente um "mal-estar profundo" na Educação, que não se circunscreve ao modelo de avaliação dos professores ou à carreira docente, bastando para o reconhecer "abrir os olhos, os ouvidos e o coração".Fonte: RTP1, 9/12/08

Thursday, December 04, 2008

Modelo de avaliação chileno não está a resultar no Chile


A ministra da educação chilena foi agredida por uma aluna. Sabia que os professores chilenos travam uma greve por tempo indeterminado contra as políticas neoliberais do Governo chileno? Os professores chilenos travam uma luta, há várias semanas, contra uma avaliação de desempenho que é igual à que o Governo de Pinto de Sousa quer impor aos professores portugueses. Tal como os professores do nosso país, os docentes chilenos não dão tréguas a uma política educativa que promove o empobrecimento, aumenta a carga horária semanal e burocratiza as funções docentes. Os alunos chilenos, por sua vez, lutam, nas ruas e nas escolas, por vezes de forma violenta, contra a degradação da qualidade das escolas públicas. Lá como cá, as políticas neoliberais contra a escola pública e os professores estão a ser conduzidas por dois partidos que se dizem socialistas. Veja aqui o vídeo que mostra uma aluna a lançar um jarro de água para cima da ministra..

Agenda, dia 6 de Dezembro


Monday, December 01, 2008

Hino à classe docente- poema de João Vasconcelos

HINO À CLASSE DOCENTE:
«VAMOS À LUTA AMIGOS, VAMOS!»
I
Vamos à luta amigos, vamos,
Não podemos ignorar!
Ó Ministra aqui estamos
Contra ti, vamos lutar!
II
Um novo Estatuto queremos,
E uma nova avaliação!
Este governo não tememos,
Pois despreza a Educação!
III
Sempre avante, classe docente,
Vós sabeis que temos razão!
Somos uma força valente,
E fazemos parte da Nação!
IV
Todos somos Professores,
Neste imenso Portugal!
Também somos Educadores,
Não nos façam tanto mal!
V
Queremos ser avaliados,
De forma justa e pedagógica!
Estamos tão arreliados,
Esta avaliação não tem lógica!
VI
Em Março fomos 100 mil,
Não nos quiseram ouvir!
Em Novembro 120 mil,
Marchámos a cantar e a rir!
VII
Força, força, minha gente,
Não podemos abrandar!
Temos o poder duma torrente,
E não queremos simplificar!
VIII
O Simplex é mistificação,
Para os incautos enganar!
Só nos querem ter à mão,
Para assim nos tramar!
IX
Este governo não é de confiança,
Para a Ministra basta olhar!
Todos nós, temos esperança,
Jamais podemos parar!
X
No dia 3 de Dezembro,
Iremos ficar na História!
Como no 8 de Novembro,
A caminho da Vitória!
XI
Faremos greve a 100 por cento,
Em todas as escolas do país!
Em sentido, classe docente,
Não nos vergam a cerviz!
XII
Avaliação – Suspender,
É a palavra de ordem!
Todos temos de defender,
Para terminar a desordem!
XIII
Esta equipa ministerial,
Já não tem condições!
Vem com um ar doutoral,
Pregar os seus sermões!
XIV
Julgam que nos vêm enganar,
E provocar o nosso desânimo!
Continuemos a lutar,
E redobremos mas é de ânimo!
XV
Vamos à luta, amigos, vamos,
Não podemos ignorar!
Ó Ministra, aqui estamos,
Contra ti, vamos lutar!
João Vasconcelos
Nota: passar este “Hino à Classe Docente” a todos os contactos e blogues.

Sunday, November 30, 2008

Pela dignificação da Escola Pública

O primeiro ministro Pinto de Sousa reconheceu, numa reunião da comissão nacional do seu partido, aquilo que para os professores é uma evidência há muito tempo: a questão da avaliação de desempenho é apenas um dos pontos de uma questão mais vasta, que se prende com a definição das políticas públicas educativas, com um modelo de escola pública e com as orientações determinadas pelas instâncias de regulação internacional. É por tudo isso que o conflito entre os professores e o ME não é um problema sectorial, mas do governo e do partido que o sustenta, que têm que cumprir o papel que lhes está destinado nos fóruns internacionais, enquanto agentes da globalização, ao serviço dos países centrais.
A Portugal, enquanto país periférico neste processo, está destinado um papel de subalternidade. Nesses termos, a escolarização da generalidade da população deve estar ao serviço da produção de mão de obra qualificada, mas acrítica.
Para que isso aconteça o governo (que apenas veio dar continuidade ao trabalho de governos anteriores) precisa de transformar a Escola Pública numa escola de baixa exigência e baixas qualificações, onde os custos sejam reduzidos ao mínimo indispensável para a formação do capital humano, que assegure a rentabilidade das empresas. À escola privada ficará cometido o papel de formar as futuras elites dirigentes.
É neste contexto que a luta dos professores tem que ser encarada. É contra esta desvalorização da Escola Pública, que se traduz na aceitação de um papel desvalorizado dos portugueses no mundo global, que os professores se batem.
Por isso as divergências entre professores e governo estão muito para lá dos actores circunstânciais, sejam eles a actual equipa do ME, seja o próprio governo Pinto de Sousa. Trata-se de uma divergência de fundo, que se situa ao nível da definição das políticas públicas de educação e de uma concepção de Escola Pública, que garanta o exercício da cidadania plena a todos os portugueses.
Será pois uma guerra longa, que como todas as guerras longas terá custos muito elevados. É uma guerra em que vencerá quem não desistir, quem souber gerir melhor os seus recursos próprios e desgastar os recursos do adversário. E nós, professores, devemos evitar que se assemelhe a uma guerra convencional, transformando-a antes numa guerra de guerrilha e resistência.
Evidentemente que pontualmente teremos que travar algumas batalhas de grande intensidade. É o caso da próxima greve de dia 3. Temos que ser capazes de repetir o impacto das manifestações de Março e Novembro, sob pena de averbarmos uma pesada derrota.
O governo está a jogar todo o seu potencial no esvaziamento da greve. As declarações de Jorge Pedreira e de Vitalino Canas, bem como do dirigente da Pró-Ordem, Filipe do Paulo, dadas à estampa pelo jornal oficioso do governo, mostram bem o nível de empenhamento e o uso dos recursos disponíveis para combater a adesão à greve, que o governo teme que seja enorme.
Mas tenhamos consciência que os efeitos mediáticos da greve vão ser muito amenizados. Afinal, tal como em todas as guerras de guerrilha, em todas as lutas de libertação, os mídia estão sob controle dos poderes instalados, até ao dia em que esses poderes são derrubados.
É por isso que no “day after” ao 3 de Dezembro temos que voltar à luta, não esbanjando recursos, mas desgastando o adversário. Temos que voltar a sair à rua com regularidade, para que a visibilidade se mantenha. Temos que continuar a resistir em cada escola, adiando as tarefas relacionadas com a avaliação, desgastando física e psicologicamente os “adesivos” e os que vão quebrando a resistência. Temos que ser capazes de interpelar os professores que estão nos órgãos de administração e gestão, confrontando-os claramente com o campo em que se situam: o dos professores ou do ministério. Mas também temos que dar força aos indecisos e ajudá-los a engrossar o nosso campo.
E, não menos importante, temos que continuar a explicar a quem não conhece a Escola Pública quais são as nossas reais condições de trabalho e quais são os objectivos porque lutamos.
Sempre sem medo de repetir uma palavra de ordem que, embora datada e conotada politicamente, reganha neste contexto uma enorme actualidade -
A LUTA CONTINUA, A VITÓRIA É CERTA!

Pela Blogosfera- Opiniões- José Rosa Sampaio


O Monstro
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A monstruosidade burocrática chamada de avaliação de professores criou nos últimos dias uma situação de braço de ferro entre o Ministério de Educação e os professores, sindicatos e outras associações de classe, difícil de sanar.
Para além do impasse ser mais do que previsível, ele é também o culminar de várias perturbações legislativas, que este organismo tem vindo sucessivamente a despejar nas escolas.
A tentativa para impor esta barafunda só seria possível neste país eternamente desgovernado pela partidocracia vigente e exposto a toda a espécie de aberrações saídas de interesses obscuros e de mentes perversas.
A meu ver este sistema de avaliação não foi copiado do Chile de Salvador Allende, como alguns fazem crer, mas inventado num gabinete da 5 de Outubro, por alguns dos milhares de burocratas do Ministério e seus satélites, que precisam de apresentar trabalho para defender o lugar que ocupam de feição vitalícia até à reforma dourada.
Pessoalmente não entendo porque é que os professores têm que ser avaliados, uma vez que são avaliadores por excelência. Como qualquer outro profissional deverão ser, isso sim, avaliados pela empresa onde trabalham: a escola ou outra instituição. Se não servem têm que procurar outra saída profissional.
Também não percebo porque é que os professores são alvo desta avaliação politiqueira, num país onde existem tantos profissionais que nunca foram avaliados nem nunca o serão, muitos deles pertencentes ao aparelho do Estado. O melhor exemplo encontra-se nos gestores e detentores de cargos políticos, peritos em auferir salários milionários e escandalosos e em oferecer milhões saídos do nosso bolso, em troca de nada.
Além disso, em Portugal os professores sempre foram avaliados, embora por um processo algo semelhante ao que agora querem impor revestido de uma enxurrada de papelada e reuniões infinitas, que não lhes permitem fazer o seu trabalho e ter uma vida familiar.
Há quem se esqueça que os professores antes de ingressarem na profissão tiraram os seus cursos e a sua profissionalização, tendo sido depois sujeitos a todo o tipo de acções de formação, para além de estarem em permanente formação e em contacto com experiências e livros que precisam de ler.
A razão que levou a eleger os professores como forma de propaganda do governo e bodes expiatórios do fracasso das reformas, encontra-se no facto de serem um grupo profissional dividido e fragilizado por divisões politiqueiras e sindicais.
Nunca foram uma corporação e dificilmente conseguirão formar um lóbi capaz de impor uma equipa ministerial que servisse o país, papel que foi deixado a universitários que nada conhecem do sector.
Compare-se os modelos de avaliação vigentes nos países onde estes existem e chegar-se-á a conclusão de que por cá apenas se pretende poupar uns cobres com uma classe, que face a outros países já é bastante mal paga.
Poupa-se nos professores e nas escolas, mas os cofres estão cheios de milhões para distribuir pelos bancos que têm afundado a economia e gastar em despesismos eleitoralistas de caça ao voto.
Os milhões que o ministério gasta em números teatrais propagandísticos do tipo Magalhães, em estudos e em contratos com empresas clientalistas, poderiam ter sido destinados a melhorar os estabelecimentos escolares e em criar condições para um ensino saudável, num país que tanto necessita de formação para poder competir economicamente.
Este governo e a sua politica criou nas escolas um péssimo ambiente de trabalho e um clima de perseguição, que fez fugir em poucos meses muitos dos professores mais capazes e experientes, que preferiram meter a reforma antecipada, pedir a exoneração ou simplesmente procurar outro meio de vida.
Entretanto, nos últimos dias a ministra parece mais preocupada em dar entrevistas a jornais e televisões, o que não lhe augura um fim feliz a ela e ao seu insólito sistema. Isto depois das cedências pontuais feitas à ultima hora.
Toda esta atmosfera de desestabilização das escolas vai fazer com que as famílias com posses continuem a pôr os filhos nas escolas privadas, que nos últimos anos se têm vindo a multiplicar pelo Algarve e pelo país, estabelecimentos onde os professores se dedicam exclusivamente a ensinar os seus alunos.
Por estranho que seja, parece que serão estas escolas que irão salvar o que resta de algum ensino de qualidade que já tivemos.
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(in Edição Especial, n.º 36., de 28.11.2008, p.18)
José Rosa Sampaio

Saturday, November 29, 2008

Greve de professores no dia 3 de Dezembro

Pela dignidade da função docente
Contra os coveiros do ensino público ( Pinto de Sousa, MLR,VL,JP )
que querem impor num país europeu uma avaliação de desempenho chilena.