Wednesday, February 27, 2008

Uma espécie de diarreia legislativa


Não é mas parece uma diarreia legislativa. Repare-se na quantidade de diplomas publicados nos últimos dois anos:
Dec. Lei nº 15/2007 de 19/01, que cria o novo Estatuto da Carreira Docente, Dec. Lei nº 200/2007, que criou o 1º concurso para professor titular, Dec. Lei nº 27/2006 de 17/02, que cria os novos grupos de recrutamento, Dec. Regulamentar nº 2/2008 de 10/01, que define os princípios e os modos da avaliação de desempenho, Dec. Lei nº 3/2008 de 7/01, que define novas orientações para o ensino especial, Dec. Regulamentar nº 3/2008, que cria a prova nacional de conhecimentos e competências para o acesso à profissão docente, o novo diploma de gestão escolar, entre outros.
A pressa com que foram publicados estes diplomas lançou a maior confusão de sempre nas escolas e uma inquietação e desânimo nunca antes vistas nos professores e nos candidatos a professores. Face a isso, a Ministra da Educação foi buscar ao baú do seu vocabulário duas palavras-chave: resistência às mudanças e acomodação. No entender da Ministra, os culpados da confusão e da inquietação são as vítimas, isto é, os professores, que são apelidados de não querem aderir a tão doutas e generosas mudanças. Concomitantemente, a Ministra da Educação vai buscar ao seu baú de estratégias a palavra-chave acomodação: o que é preciso é que os professores acomodem as mudanças, isto é, se habituem a elas, sejam vergados pela avalancha de diplomas, de exigências e novas funções, desistindo de lutar contra elas. Para atingir um tal desiderato, a Ministra da Educação divide os professores, toma medidas que lançam uns professores contra outros e dá a entender à opinião pública que os professores não querem ser avaliados, faltam muito, estão agarrados à escola de antigamente, etc.

Tuesday, February 26, 2008

Prós e contras- Canal um- 25 de Fevereiro

Depois do prós e contras, um pouco de relaxamento. Correu bem. A audiência portou-se bem. Os professores conseguiram mostrar a injustiça do processo, sobretudo quanto aos timings demasiados apertados e ao excesso de burocracia. É preciso continuar num registo educado, argumentativo, menos apaixonado e mais racional. É preciso ganhar o apoio da opinião pública. Convém mostrar que os professores querem ser avaliados, mas recusam um processo demasiado burocrático, "time-consuming" e complexo. Um processo que lhes rouba tempo e energias para a relação pedagógica, para a preparação das aulas e para a actualização científica e pedagógica. Convém trazer à colacção a questão do novo estatuto: um estatuto que desfigurou a profissão docente e que vai obrigar dois terços dos professores mais jovens a ficarem, eternamente, a meio da carreira, independentemente de serem bons, muito bons ou apenas regulares. Ficar a meio da carreira, significa ensinar durante 46 anos e ficar sujeito a um salário idêntico ao de um sargento da GNR (sem desprimor para os sargentos!).

Monday, February 25, 2008

A ideia maluca segundo o professor


No estado em que isto anda até Marcelo Rebelo de Sousa, sempre prudente no que se tem tratado de atacar a Ministra da Educação, achou por bem qualificar como «ideia maluca» o desejo de avançar com o processo de avaliação do desempenho a meio deste ano lectivo nos moldes em que ele está pensado.
Como até é Conselheiro de Estado por escolha pessoal de Cavaco Silva, a opinião terá o seu peso, mesmo se muita gente não gosta dele.
Embora se notasse que ele não leu bem todas as ramificações e consequências perversas do modelo não deixou de sublinhar a mais óbvia: para a avaliação dos docentes funcionar a sério nas Escolas com este modelo, todo o seu restante funcionamento fica praticamente paralisado.
Será que os alunos ganham com isso?
Talvez… desde que baste que eles fiquem em «actividades» por lá, o máximo de tempo possível, mesmo se não tendo aulas, como parece indiciar a reforma prometida para o 2º CEB.
E concordarão todos aqueles que defendem o modelo de uma escola onde a assiduidade e a avaliação só contam para os docentes. É o chamado «novo paradigma».

Para meditar

Um texto muito oportuno, de Eduardo Prado Coelho, publicado no Público, que todos devemos meditar sobre o mesmo, deixo-vos então com o dito:
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que Foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais Apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações Médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma Criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a Pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.Não. Não. Não. Já basta.Como 'matéria-prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone Começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos Mandam um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses Nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso.É a indústria da desculpa e da estupidez.Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.E você, o que pensa?....
MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO

Saturday, February 23, 2008

Trabalhos de EV com sólidos platónicos

















Trabalhos de alunos da Turma 8º A da Escola Eugénio de Castro, usando sólidos platónicos com alguma criatividade.




Somos campeões a fazer leis

O principal problema da Justiça em Portugal são as leis. São muitas e muito más e muito inúteis. Legisla-se demais e legisla-se mal.
A boa Justiça é feita com poucas e boas leis, interpretadas e aplicadas por bons juristas que saibam com razão, bom senso e sentido de equidade subsumir os factos da vida à natureza geral e abstracta das normas.
Desgraçadamente, eliminado, por superlativo e supérfluo, o estudo do direito romano das escolas jurídicas, substituído pelas funcionais burocracias de gabinete, a tendência (europeia, mais do que portuguesa, que se limitou, como sempre, a importar a moda) foi a de querer abarcar na previsão legal os mais ínfimos aspectos da vida, como se toda a realidade, todo o universo de situações juridicamente relevantes, tivesse que estar concretamente contido numa hipótese normativa. Do modo como devem ser fabricados os isqueiros, às indicações que obrigatoriamente devem conter os rótulos das embalagens de milho para pombos, tudo, rigorosamente tudo, passou a ser objecto de uma lei, de uma directiva, de um regulamento.
Do mesmo passo, por simples decorrência lógica, o intérprete e aplicador da lei viu-se funcionalizado e reduzido à condição de mero fiscal da realidade, sem outra função que não a de decretar a natureza irreal ou punível de uma pretensão não exaustivamente descrita numa norma.
Eficácia no manuseamento de bases de dados gigantescas, é tudo o que hoje se pede ao juiz. Não, bom senso, inteligência ou sentido de Justiça.
Mas, apesar de todos os esforços, a realidade (sobretudo nos imaginosos países mediterrânicos) teima em não caber toda na lei. Por isso, o legislador, aflito, tentando ser maior que o mundo, legisla cada vez mais. Tapa cada lacuna do sistema com uma nova lei; e com uma nova lei tapa a nova lacuna aberta pela lei anterior, destinada a tapar uma lacuna.
O sistema embala. E o legislador legisla... e legisla... e legisla...não à medida dos problemas, mas à medida dos factos e da ordem do dia na comunicação social. Tenta-se deter o mundo por decreto-lei. Como se tentam deter os carros com proibições de excessos de velocidade. Como se a realidade e a velocidade pudessem ser sustidas por ordem do poder legislativo.
Regula-se o segredo de Justiça, não por causa do seu sentido ou função, mas por causa do processo Casa Pia; altera-se o regime de supervisão da actividade bancária, não porque alguém tenha pensado melhor nele, mas porque houve um escândalo no BCP; reformula-se a lei de protecção de menores, não para criar uma melhor, mas porque uns míudos assaltaram numas bombas de gasolina a actriz Lídia Franco, do mundo dos famosos.
Acaba a lei e começa a medida avulsa. Acaba a norma geral e abstracta e começa a decisão individual e concreta, à medida da gritaria e do poder de cada um fazer ouvir própria voz: um ministro suspende e desautoriza em directo na televisão a decisão da comissão que negou a reforma a uma doente; abre-se um inquérito e altera-se um sistema de urgências, porque passa nos telejornais o registo de conversas telefónicos surrealistas entre agentes do 112 e os bombeiros de Alijó...
Tudo é incerto e mera função do noticiário do dia.
Não há trabalhos preparatórios, não há estudos, não há ensaios nem testes às consequências da entrada em vigor de uma lei nova. Há leis-medida, feitas à pressa e a martelo, que o próprio legislador assume no respectivo preâmbulo deverem ser imediatamente revistas, confessando que as criou sem pensar e apenas para acudir a uma moda ou a um caso concreto do momento.
Neste contexto, qualquer esforço de interpretação é inútil. Não há nem pode haver uniformização de critérios aplicativos. Diante de expressões legislativas equívocas, sem lógica, nem coerência, nem gramática, cada um faz o que quer e como quer e quem necessita tem que submeter-se ao poder de facto de quem decide.
Por todo o lado, quando hoje se pergunta como é que se faz este registo, ou se formula este pedido, ou se averigua e requer este direito, a resposta é invariavelmente a mesma: «ai isso, cada um faz de forma diferente; o melhor é perguntar como é que eles fazem lá na Conservatória, na Repartição, ou no Tribunal.»
Acabou a Justiça e passou a valer apenas a selva e a lei do que grita mais alto. Não vamos sair daí, enquanto o legislador não parar de legislar

Wednesday, February 20, 2008

Alice no Pais das Maravilhas


Na última segunda feira, após um dia de tempestade com as malfadas e habituais inundações, a SIC transmitiu-nos uma entrevista com um tal senhor primeiro-ministro, de seu nome: José Sócrates, que veio falar do seu governo num país onde – pessoalmente – ainda não consegui deslumbrar em que zona do globo fica situado.Falou de um governo que, pelo seu bem governar, tem um povo feliz a viver na maior das prosperidades.Penso, pelas palavras desse primeiro-ministro de nome: José Sócrates, que esse povo desconhece o desemprego; possui um sistema de saúde exemplar e acessível a todos; um sistema de ensino a funcionar na maior das suas plenitudes; um sistema de justiça igual para todos, não burocratizado e de acção rápida; segurança na vida de todos os cidadãos.Enfim, um país onde a palavra pobreza é desconhecida, onde impera a confiança no futuro e onde a alegria de viver é a bandeira de todos os seus habitantes .Gostei de ouvir esse senhor primeiro-ministro. Gostei mesmo!Só tenho pena de não ter ficado a saber onde se situa esse país. É que eu quero ir emigrar para lá.Se alguém souber – por favor – informem-me.

Monday, February 18, 2008

Governo "amigo "dos seus funcionários publicos

Governo reduz os gastos com salários dos funcionários mas aumenta a aquisição de serviços.
AQUI Só assim se assegura um tacho depois de sair da política.

Recomenda-se XANAX

O senhor primeiro-ministro irrita-se demasiado com as manifestações de quem se sente ultrajado pelas medidas e aldrabices que atentam contra os seus interesses. O povo é um inconveniente à sua perfeita governação, já se percebeu, e a criatura não o esconde. As aulas de democracia não deverão ter sido melhores que as de inglês técnico, recebidas certamente nos esconsos corredores da secção da Guarda, o que lhe não permite hoje distinguir entre a união nacional e um regime democrático.

Excelente artigo sobre Educação

Paulo Rangel sobre o ensino

Excelente artigo de Paulo Rangel sobre o ensino, publicado no blog "Ensinar na Escola".

Sunday, February 17, 2008

O Grande Intolerante

Artigo retirado do blog " A educação do meu umbigo "

Os relatos que chegam da reunião na sede do PS entre o PM, a equipa toda do ME, e mais de uma centena de professores socialistas volta a demonstrar até que ponto José Sócrates se tornou intolerante e é incapaz de se libertar de uma auto-imagem de Grande Estadista Visionário.
Pelos vistos a reunião até correu bem, porque só há novas de uma intervenção (em cerca de 30) verdadeiramente a doer. Mas mesmo assim, o Grande Timoneiro parece não ter conseguido ter a paciência necessária para responder de forma dialogante. Lê-se na descrição da ocorrência que:
De acordo com um dos presentes na reunião, uma das três dezenas de intervenções foi de um militante que declarou a José Sócrates que muitos dos professores que votaram no PS em Fevereiro de 2005 não o fariam neste momento.
Segundo o mesmo socialista, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro respondeu de forma acalorada que não estava a trabalhar para as corporações, mas para o país e que o país precisa das medidas que o Governo está a tomar.
Tudo bem, as pessoas devem defender de forma «acalorada» as suas posições. Eu faço-o. Mas esta reunião era para ouvir os professores socialistas, ou para os domesticar e calar? Para além disso, julgo que José Sócrates terá uma visão algo redutora do significado de «corporações», aceitando como boa a vulgata corrente de que representam grupos de pressão profissionais. Ora essa leitura, não sendo totalmente errada, é exactamente redutora.
As corporações foram, desde a sua origem medieval, organizações profissionais autónomas de regulação do acesso e exercício de uma profissão. E na História recente, em especial nas derivas autoritárias do século XX, uma forma de organização e controle pelo Estado das actividades profissionais, congregando nas «corporações» patrões e empregados de modo a apresentá-los como aliados naturais na defesa dos interesses da sua actividade e assim reduzir a conflitualidade social.
No caso dos professores não existe nenhuma «corporação» em qualquer dos sentidos, mesmo no popularucho usado por Sócrates. Mas a existir, fica-se sem perceber se o PM confunde «corporação» com «sindicatos» (erro básico, porque nas profissões ditas liberais, os representantes «corporativos» não são os organismos sindicais mas as ordens profissionais), se acha que cada pessoa que defende os seus direitos é «corporativista». Nesse caso seria interessante que se reunisse com os seus correlegionários advogados que não querem abrir mão das suas acumulações, eticamente pouco compatíveis, de actividades políticas legislativas e negócios privados.
Mais útil ainda seria aprofundar a sua aparentemente superficial e equívoca formação política de base.
Mas mais interessante, até para o «país» seria que José Sócrates percebesse que, ao disparar sobre qualquer crítica vinda dos professores, deixando de parte os sinais óbvios de qualquer tipo de recalcamento psicológico que não cabe aqui analisar, nem tenho competência para tal, apenas denuncia os seus toques «corporativos», de alguém que não quer ser «simpático» (e não é) mas que quer manter todo o poder nas suas mãos e apesentar-se como um Cavaco 2.0, agora sem quaisquer dúvidas e sem se enganar nunca. Como não se enganou com o aeroporto, por exemplo. Ou com a política de Saúde na área das emergências médicas.
Isso não é propriamente corporativismo.
É bem pior.
É delírio narcisista, num estado que nem eu - umbiguista confesso - consigo conceber sem ser como resultado de absoluto descolamento da realidade ou de uma reacção algo descompensada resultante de um sentimento profundo de insegurança que só é possível esconder com a recusa de qualquer forma civilizada de diálogo.
Porque provavelmente José Sócrates sabe que está onde está por causa de um atalho da nossa triste historizinha política e agora quer demonstrar que, afinal, tem todo o mérito que poucos lhe reconhecem. Nem que seja à força.

Thursday, February 14, 2008

O Estado da Educação

Via a Educação do Meu Umbigo, cheguei à Rua de Alconxel e à carta que João Simas enviou ao deputado presidente da Comissão Parlamentar de Educação.
Sem quaisquer sofismas e com profundo conhecimento de causa, denuncia de forma sistemática as malfeitorias que na educação têm sido levadas a cabo por sucessivos governos com especial destaque para o actual, o qual tudo tem feito para destruir o que resta em Portugal do sistema educativo público.

Wednesday, February 13, 2008

Ainda gozam com a situação

"Eu não vou ficar parado e quem se vai rir no fim vou ser eu", diz Valentim Loureiro a propósito dos processos ontem, à entrada do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde decorreu o debate instrutório, Valentim estava confiante: "Vai ser 15 a zero", admitia, recordando que já tinham sido arquivadas 12 certidões extraídas do processo principal do Apito Dourado.
O major tem razão, e ainda goza com a situação. Já não me surpreende que Pinto da Costa, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras peçam chorudas indeminizações ao Estado ( dinheiro dos nossos impostos ) e ainda coloquem o Estado Português e a Policia Judiciária no banco dos réus.
A culpa do sistema actual deve - se á legislação "brilhante" dos nossos deputados que fazem" leis brilhantes" com muitas regras e muitas excepções, um complexo labirintico, às "brilhantes "Sociedades de Advogados do regime que trabalham para a Assembleia da República e para o Governo; o nosso" brilhante" Governo também tem as suas responsabilidades pois não dá condições para as Policias e Tribunais actuarem. Enquanto que em Países normais são apanhados alguns criminosos de colarinho branco , em Portugal é impossível.
O Presidente da República e o Bastonário da Ordem dos Advogados já alertaram para a gravidade da questão, mas com os actuais deputados e actual governo, a situação não é resolvida. Uma solução possível é a exportação a peso de ouro dos nossos melhores futebolistas e a importação de legisladores nórdicos ou anglo-saxónicos.
Digamos que os nossos deputados não representam o eleitorado, mas representam os patrocinadores e financiadores dos partidos políticos . No entanto, para representarem os grandes grupos de interesse instalados não eram precisos tantos deputados ( 230 ).

Tuesday, February 12, 2008

Portugal versus Finlândia

Vou fazer aqui várias propostas sérias para o nosso Governo melhorar a Educação em Portugal:

(É um facto que a Educação na Finlândia é a melhor da Europa)
Copiar TODO o sistema de ensino da Finlândia.
a)- Copiar o sistema de Avaliação dos Professores na Finlândia (onde não são avaliados pelo desempenho dos seus alunos);
b)- Copiar os vencimentos dos Professores, Auxiliares, Educadores da Finlândia (tendo em conta a percentagem dos seus ordenados com os dos Ministros);
c)- Copiar o sistema de colocação dos Professores na Finlândia;
d)- Copiar o nº de Professores/Psicólogos/Ensino Especial por aluno na Finlândia;
e)- Copiar o nº de alunos por sala nas escolas da Finlândia;
f)- Copiar os Edifícios Escolares da Finlândia com tudo o que de equipamento têm (não esquecer de retirar os suportes dos skis);
g)- Copiar a responsabilização dos pais Finlandeses na Educação e Acompanhamento Escolar dos seus filhos;
h)- Copiar as regras de conduta de todos os intervenientes no Processo Ensino/Aprendizagem (na Finlândia);
i)- Copiar as penalizações/sanções a que todos os Finlandeses estão sugeitos quando não cumprem com as suas Obrigações para com a Escola.
Fácil!!! Copiar é Fácil!!!Copiem quem sabe.Os Finlandeses sabem o que é EDUCAÇÃO. Copiem.Novo desafio: vamos fazer uma permuta de governo entre os países. EU PROMETO QUE APRENDO FINLANDÊS

Thursday, February 07, 2008

Jogos Matemáticos-Torneios Internos

Estão encontrados todos os campeões internos dos jogos estratégicos matemáticos; Mafalda Costa do 7B ganhou o torneio de Ouri do 3º ciclo e Sérgio Quatorze do 7B ganhou o torneio de Amazonas do 3º ciclo.
Estão apurados para a final nacional de Braga, Mafalda Costa, Sérgio Quatorze,Luis Maduro, Simão Coelho,João Dinis Ferreira; falta apurar um sexto elemento, dependendo da opção do aluno João Dinis Ferreira, campeão de Ouri e de Hex do 2º ciclo, que só pode representar a Escola num jogo, irá o segundo lugar do outro jogo à final nacional, conforme prevê o regulamento.

Tuesday, February 05, 2008

Texto de Gabriel Mitha Ribeiro

Retirado do blog " a educação do meu umbigo " de Paulo Guinote

Texto do Gabriel Mithá Ribeiro enviado para o Público e não publicado, que ele teve a simpatia de enviar ( A Paulo Guinote )

Estive hoje (24.01.2008) numa reunião de departamento para que os professores elaborassem instrumentos burocráticos para fazer avançar rapidamente o processo em curso sobre a sua própria avaliação de acordo com o novo Estatuto da Carreira Docente. Está-se a avançar à pressa para transformações profundas no papel da escola (para muito pior) apenas para dar resposta às urgências da agenda eleitoral do Partido Socialista, via Ministério da Educação, que é óbvio que pretende «despachar» o que pensa que fará render votos nas eleições de 2009. Para que o senso comum perceba o essencial, sistematizo:
(i) pelas linhas de orientação impostas para uma «nova» cultura profissional do corpo docente, está em curso um processo rápido de estupidificação social por via do ensino;
(ii) fica-se com a impressão de a prazo cada escola se transformar, nas suas hierarquias e burocracias, numa espécie de pequeno ministério da educação, isto é, um dos maiores cancros do sistema educativo avança com aparente impunidade para a criação de mil e um clones;
(iii) a burocracia, um seriíssimo problema estrutural do ensino, está a ser elevada aos extremos do absurdo;
(iv) a dimensão cultural e intelectual da docência, já de si deficiente, está a ser cilindrada em favor da dimensão burocrática e administrativa por responsabilidade directa de quem gere politicamente a educação;
(v) a pressão pela valorização do conhecimento, a única que poderia reconverter o papel medíocre da escola, está a ser suplantada pela pressão social da «comunidade envolvente», isto é, o descaramento legislativo está a apagar o princípio de se conceber a escola, em primeiro lugar, enquanto espaço específico do conhecimento, deriva ideológica que agravará a mediocridade intelectual em que as escolas vivem;
(vi) um ensino que já tinha as escolas, de algum modo, dominadas por caciques, escancara agora as portas ao caciquismo mais rasteiro a pretexto da aproximação às comunidades, a pretexto da «melhoria» da gestão e a pretexto de uma nova forma de avaliação dos professores;(vii) escudados por essas pretensas inovações, os «iluminados» atacam a sala de aula enquanto espaço de intimidade intelectual entre professor e alunos, tentando transformá-la num «território» vigiado, inventando-se para isso umas aulas assistidas ao longo de toda a carreira docente por uns «controleiros» que, de maneira directa ou indirecta, mesmo que não o queiram individualmente, a pressão do sistema fará deles agentes do reforço do controlo ideológico das «ciências da educação» (ou de outro «lobby» que existirá no futuro) sobre a prática docente, atentando contra o essencial da noção de liberdade que morre se não for construída a partir do ensino.Professores que tomem isso como normal, tanto do ensino básico e secundário quanto do ensino superior, era bom que tivessem um pouco de vergonha na cara. Não sei o que vai na alma do «actual» Partido Socialista, mas sei que a liberdade, naquilo que há nela de mais íntimo e essencial, está a ser cerceada, num processo que chegou à sala de aula. Resvalamos para domínios altamente preocupantes. E quem duvida disso era bom que estivesse nas escolas básicas e secundárias dos dias de hoje. Perceberia por evidência empírica o que pode ter sido, há pouco menos de um século, o resvalar para o totalitarismo. Felizmente ainda estamos no início. Mas só travaremos o «monstro» se o enfrentarmos na sua vontade férrea de imposição de um suposto «bem comum» que só «eles» (os que mandam) parecem ver. Os professores não são massa estúpida, gananciosa e interesseira, como o populismo alimentado pelo actual governo faz crer. Fazem parte do grupo socioprofissional mais vasto, qualificado e diversificado da nossa sociedade. E se nele não existe massa crítica, ela não existirá em mais lado nenhum. Só uma grande dose de ingenuidade fará acreditar na «bondade» e nas «boas intenções» do actual Ministério da Educação. Recordo que o Ensino é da Sociedade, não é do Estado e muito menos do «actual» Partido Socialista. Não é preciso ser-se de esquerda ou de direita para se perceber o que está em causa. Inacreditável é que aquilo que hoje e à pressa está a ser imposto às escolas vai sendo conseguido sem um contraditório consistente, quase sem escrutínio, num país que se diz democrático. António Sérgio falava n’«o reino cadaveroso ou o reino da estupidez». O que diria António Sérgio se assistisse ao que está a ser feito hoje ao ensino e, por via dele, a prazo, à sociedade?
Com os melhores cumprimentos,
Gabriel Mithá Ribeiro

Nem no dia de Carnaval o Ministério de Educação descansa

Espero que tenham notado que neste ano de 2008 o Ministério da Educação tem a absoluta primazia na produção deste tipo de diplomas.
Nem no dia de Carnaval pararam
e agora temos direito - por fim e pelos vistos à pressão - ao decreto que regulamenta o funcionamento do já mítico Conselho Científico para a Avaliação de Professores.
O diploma é um bocadinho apressado, o que se nota até num preâmbulo mais curto do que o habitual, embora tão divertido como os que o antecederam nas últimas semanas: no segundo parágrafo afirma-se mesmo que este é um organismo inovador e que se destina a «fundamentar a decisão política no conhecimento científico e nas boas práticas nacionais e internacionais existentes na matéria».
O terceiro parágrafo também nos deixa extremamente bem humorados, mas acho que o final é que realmente se excede ao considerar que o CCAP é «um órgão dotado de autonomia técnica e científica, e actua na inter-relação de diferentes actores e saberes, com uma estrutura leve e flexível». .
Quanto ao resto, ficamos a saber que existem 60 dias para o CCAP passar a existir para além da sua Presidente em exercício (o que nos leva até ao início de Abril, já em pleno 3º período com a avaliação dos docentes teoricamente em plena velocidade de cruzeiro), assim como se conhece a metodologia (?) para a sua constituição (artigo 5º).
Na prática são membros cooptados pela Presidente, com validação política da tutela, sendo suficientemente vaga a forma como são apresentados os critérios para a sua designação, nomeadamente dos cinco professores titulares, dos cinco representantes de organizações pedagógicas e científicas dos professores e das sete personalidades de «reconhecido mérito» na área da Educação.

Um contributo para a produtividade média em Portugal

Telmo Correia, deputado do CDS e recente candidato à Câmara Municipal de Lisboa, conseguiu a assombrosa performance de assinar 300 despachos numa só noite. O feito é ainda mais notável se considerarmos que o ex-Ministro do Turismo estava apenas em gestão corrente já que o seu mandato terminava na manhã seguinte. As notícias não referem quantos despachos Telmo Correia já tinha assinado durante o dia mas não deixa de ser louvável o seu contributo para a produtividade média em Portugal. È que não é só assinar, isso qualquer um faria, foi também estudar aprofundadamente os assuntos, consultar especialistas e pesar as consequências das decisões tomadas, especialmente sabendo-se que esteve ausente do ministério nos 10 dias anteriores. Estamos certos que Telmo Correia tomou decisões que em muito contribuiram para o bem estar dos portugueses. Uma delas terá sido sobre o casino que já não pertence ao Estado português. Aliás seria imoral ver um país que caminha para o socialismo, como Portugal, a explorar o jogo. Os portugueses ficaram estupefactos com tamanha dedicação daquele parlamentar centrista. E só isso pode explicar o destaque que a comunicação social está a dar ao assunto.

Excesso de trabalho não recompensado

O ex- ministro do CDS Telmo Correia conseguiu assinar , na madrugada da tomada de posse de José Socrates, 300 despachos. O ministro deve ter ficado com cãibras na mão, mas, em vez de receber uma medalha, vê o caso do prédio do Estado oferecido à empresa Estoril Sol ,investigado pelo DCIAP , que igualmente está a investigar o negócio dos submarinos de Paulo Portas. Isto enquanto corre nos tribunais o " o processo dos sobreiros - Caso Portucal", em que esteve envolvido - além do famoso militante, Jacinto Leite Capelo Rego- outro ministro do CDS- Luis Nobre Guedes, e em que são arguidos o então director financeiro do partido. Já se sabia que antes de sair do Governo, Paulo Portas copiara 61.893 páginas páginas de documentação que se encontrava no Ministério da Defesa.

Monday, February 04, 2008

Jogos Matemáticos-Torneios Internos





Estão encontrados o campeão de Hex- 2º ciclo, João Dinis Ferreira do 6E e o campeão de Semáforo- 2º ciclo, Simão Coelho do 5F.

Falta apurar campeão de Ouri- 3º ciclo e Amazonas do 3º ciclo.

Saturday, February 02, 2008

Arquitectura Vanguardista dos anos oitenta








O Engenheiro Técnico José Sócrates Pinto de Sousa, da Covilhã , garante que é responsável pelos projectos destas " obras de arte " , no entanto alguns proprietários garantem que pagaram os projectos ao Engenheiro Técnico Fernando Caldeira da Guarda.

Todos os "projectos" do senhor "engenheiro" aqui, via Público.

É agora bastante óbvio que, além do problema ético..

...Sócrates é também confrontado com a questão estética.

Entre alguns engenheiros e arquitectos da Guarda, que pedem anonimato, a versão que corre sobre a ligação profissional de Sócrates à Guarda é simples e é assim resumida por um deles: “Havia aí um grupo de técnicos da câmara que açambarcava uma boa parte dos projectos de casas dos emigrantes. Como não podiam assinar punham o Sócrates a fazê-lo, porque ele era da Covilhã e não tinha esse problema” de impedimento legal.De acordo com esta versão, o grupo era composto por Fernando Caldeira, António Patrício e Joaquim Valente, todos engenheiros técnicos e antigos colegas de José Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.público

Estatísticas que o Ministério daEducação não revela

O que o Ministério da Educação sabe mas esconde, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham dia a dia para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.· Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE. Em URL=http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf
Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países) , com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxamburgueses, checos, islandeses e noruegueses! No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários! Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.
Seria tambem curioso analisar a prestação dos nossos políticos com outros congéneres da União Europeia; o nosso ministro das Finanças é o 2º pior.

História da Linguagem, as dez línguas mais faladas


Título: Empires of the Word: A Language History of the WorldAutor: Nicholas OstlerLondres: Harper Collins, 2005, 615 pp.
As dez línguas mais faladas no mundo são as seguintes: o chinês (mandarim), com 1052 milhões de falantes; o inglês, com cerca de metade de falantes (508 milhões), seguido de perto pelo hindi (487 milhões) e pelo espanhol (417 milhões), e depois pelo russo (277 milhões), bengali (211 milhões) e português (191 milhões). O alemão, o francês e o japonês ocupam as últimas três posições. As doze línguas mais faladas do mundo ocupam cerca de metade da população da Terra, e todas tiveram origem na Ásia ou na Europa. As línguas morrem, renascem, adaptam-se e alteram-se e este livro procura ajudar a compreender melhor esta dinâmica. Pleno de factos, mas também de ideias, as suas mais de 600 páginas de grande formato abordam a dinâmica linguística simultaneamente em termos sincrónicos e diacrónicos. O autor conduz-nos por uma história das grandes e pequenas civilizações, da primeira língua clássica — o sumério — à actualidade. A sua preocupação fundamental é compreender como as línguas se cruzam, adaptam, morrem e sobrepõem.O autor defende que não se tem dado atenção a aspectos estritamente linguísticos que podem determinar a expansão ou morte de uma língua. A razão de ser desta relativa negligência é o facto de se pensar que quando se aprende uma língua em criança a sua estrutura é irrelevante: quando se é criança, tanto custa aprender alemão como chinês. Isto é verdade mas, argumenta o autor, quando as línguas se cruzam, a população adulta pode desempenhar um papel fundamental na resistência a uma língua invasora. Ora, certas diferenças linguísticas profundas entre duas línguas podem dificultar a aprendizagem da língua invasora por parte dos adultos, que continuam a falar a sua língua com as crianças. O autor oferece dois exemplos deste fenómeno: o Japão e as modernas línguas latinas, por oposição às germânicas. Apesar dos esforços do sistema de ensino para tornar o inglês uma língua acessível a toda a gente, no Japão, esta tem uma estrutura fonética de tal modo diferente da sua que poucos são os japoneses que falam ou entendem a língua inglesa, ainda que saibam escrever e ler nessa língua. A permanência do latim, transfigurado, nas modernas línguas da Europa do sul poderá resultar de factores igualmente linguísticos.O autor procura mostrar que os factores políticos, económicos e militares não são responsáveis, por si só, pela dinâmica das línguas. O império romano ruiu, mas a sua língua permaneceu nas modernas línguas latinas; mas a língua grega nunca se expandiu e nunca penetrou noutras culturas como língua comummente falada. Curiosamente, o autor não dá importância a dois factores quase decisivos para a penetração de uma língua: a força cultural global, incluindo a alta cultura e o entretenimento. Daí que o autor fique um tanto perplexo com a penetração impressionante da língua inglesa ao longo do séc. XX, em todas as áreas. O russo, por exemplo, era uma língua culta no séc. XIX — mas deixou de o ser por pura morte cultural da URSS, e não por falta de poderio económico e militar, nem por falta de instintos imperialistas. A língua inglesa, pelo contrário, expande-se por força da produção cultural (filosofia, literatura, física, matemática, biologia, engenharia — incluindo a informática), aliada à produção de entretenimento barato em doses cavalares.
Retirado do blog " De Rerum Natura"

Monday, January 28, 2008

Substituições no Parlamento

A entrada e saída de deputados do Parlamento é muito criticada. Quando ainda falta mais de um ano para o termo da actual legislatura, mais de metade da composição inicial de deputados na Assembleia da República já mudou. De um total de 230 parlamentares eleitos em Fevereiro de 2005, 117 já suspenderam o mandato e 37 abandonaram mesmo o Parlamento. E círculos eleitorais como Setúbal, Aveiro, Évora, Faro, Guarda, Braga, Viana do Castelo e Vila Real já não são representados pelos cabeças de lista eleitos.
O nosso Parlamento será representativo dos círculos eleitorais? Ou os nossos " representantes"
não serão escolhidos pelos políticos centralistas de Lisboa?
Ver artigo do Correio da Manhã sobre o assunto.
É a " democracia representativa " que o País tem.

Sunday, January 27, 2008

Sucesso Estatistico

A percepção é comum à generalidade dos docentes e não apenas: a obsessão do Governo e do ME com o controle dos custos na Educação, que sacrificou em primeiro lugar os professores, e a tentação de fabricar Sucesso a todo o custo tem, num segundo momento, como principais vítimas aqueles que deveriam estar em primeiro lugar nas suas preocupações (e não apenas na sua verborreia) os quais são os alunos.
Porque poucas dúvidas subsistirão neste momento que para este Governo e a tríade do ME o que interessam são os números para exibir nas estatísticas oficiais, sejam elas as do défice ou do sucesso escolar.
Em boa verdade o ME não está preocupado com a qualidade do ensino ou das aprendizagens, mas apenas com a construção de resultados, nem que para essa construção se recorram aos truques mais arbitrários, desde o condicionamento do trabalho dos professores à pura e simples manipulação das estatísticas em torno do abandono escolar (a revisão do Estatuto do Aluno mais não é que um caminho para reduzir administrativamente o abandono, mesmo quando ele existe) ou das certificações passadas à la minute nessa grande fábrica de Sucesso que é o programa Novas Oportunidades.
Mas o que é mais grave é a forma como a acção ministerial, que muitos acham ser resultante de um plano pacientemente executado e eu insisto em ler como resultado de incompetência técnica ao serviço de objectivos errados, está a perturbar o funcionamento normal das escolas e a prejudicar gravemente o trabalho pedagógico de professores e alunos.
A catadupa legislativa, com alterações constantes de regras a meio do ano, só pode(m) resultar em efeitos fortemente prejudiciais para a qualidade do ensino e não para o seu reforço. A sobrecarga burocrática causada pelo processo (pesado, formalista, papelento) de avaliação do desempenho dos professores, com as suas inépcias e irregularidades recentes, a tentativa de mudança da orgânica das escolas a meio de um ano lectivo, a alteração das regras quanto à assiduidade dos alunos ou mesmo do enquadramento das NEE, são tudo factores de grave disrupção na vida das escolas que, num segundo momento, podem ter como efeito o desânimo dos docentes e a opção de muitos pela saída mais fácil: a de aceder à fabricação de scuesso.
Querem que a minha avaliação dependa da dos meus alunos? Tudo bem, eu dou positiva e não me aborreço mais com isso.
Querem que as faltas não contem para a retenção dos alunos? Tudo bem, passemos toda a gente e ficam todos contentes, mesmo que seja tudo uma fraude.
Querem colocar as câmaras e as famílias a controlarem o trabalhos dos docentes? Tudo bem, nós garantimos o sucesso para nos deixarem em paz.
Esta é obviamente a via errada, mas é uma tentação com que o ME acena, sendo que a não aceitação destas regras a bem, pode acabar com pressões a mal.
Os alunos ganham alguma coisa com isso? Obviamente que não!
As suas aprendizagens passam a ser melhores? Obviamente que não!
Há condições para os professores darem o melhor de si aos alunos neste contexto? Obviamente que não.
Para o ME os fins estatísticos justificam quaisquer meios. E podem ter todos a certeza: os alunos são os que mais perderão, porque o Sucesso não se constrói desta forma.
O verdadeiro Sucesso é outra coisa.
Artigo retirado do blog " A educação do meu umbigo

Saturday, January 26, 2008

Acusações do Bastonário da Ordem dos advogados

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, ordenou a abertura de um inquérito à corrupção no Estado, com base nas acusações do bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, disse ao DN fonte da procuradoria."Devido à gravidade das declarações proferidas pelo bastonário da Ordem dos Advogados e a repercussão social das mesmas, determino a abertura de um inquérito para investigação de tais factos", disse ao DN. O inquérito será conduzido pela magistrada Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), coadjuvada pela procuradora adjunta Carla das Neves Dias, também do DCIAP. O PGR reage, desta forma, com mais uma "equipa especial", às declarações polémicas do bastonário recém-eleito, Marinho Pinto, que acusa titulares de "cargos de relevo no Estado português de cometerem crimes impunemente", ameaçando que "em breve" poderá revelar casos concretos. Questionado ontem pelo DN para denunciar esses casos concretos, Marinho Pinto alertou que não vai "revelar nos jornais" essas denúncias. Mas o bastonário, cujas declarações foram proferidas em entrevista à Antena 1, não poupou o próprio PGR e o organismo que dirige. Apontou o dedo a Pinto Monteiro, Ministério Público e Polícia Judiciária por saberem de situações de corrupção das mais altas esferas do Estado e nada fazerem. "O Ministério Público é muito forte com os fracos e muito fraco com os fortes", acusa o representante dos 25 mil advogados. Marinho Pinto garantiu que é na condição de "provedor do cidadão e não como bastonário" que falou, mas garante que está disponível para ir explicar ao Parlamento e concretizar. "Chamem-me que eu vou e conto tudo", garantiu. Marinho Pinto refere essa criminalidade como a "mais nociva" e acusa os seus autores de exibirem os benefícios e lucros dessa criminalidade". "E de se passearem impunemente na sociedade", disse. Ao ter conhecimento da decisão do PGR, Marinho Pinto afirmou que não ficou "surpreendido". "É habitual abrirem-se inquéritos em Portugal. Não fico surpreendido", afirmou o bastonário, "mas não quero fazer mais qualquer declaração sobre o despacho emitido hoje [ontem] pelo procurador-geral da República (PGR)."Existe em Portugal uma criminalidade muito importante, do mais nocivo para o Estado e para a sociedade, e andam por aí alguns impunemente a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade, sem haver mecanismos para lhes tocar. Alguns até ocupam cargos relevantes no aparelho de Estado português, ostensivamente", afirmou Marinho Pinto. Ainda segundo o bastonário dos advogados, "o fenómeno da corrupção é um dos cenários que mais ameaça a saúde do Estado de direito em Portugal". Este despacho do procurador-geral da República "entra imediatamente em vigor". O bastonário dos advogados garante ainda que "o fenómeno da corrupção é um dos cenários que mais ameaça a saúde do Estado de direito em Portugal", mas deixa para mais tarde a divulgação de alegados casos concretos.
Artigo retirado do DN de 26 de Janeiro

Sobre a elevada incidência da corrupção, as organizações internacionais colocam- nos mais próximos da realidade da América Latina do que da dos países nórdicos, e principalmente a incapacidade do sistema judicial em combatê - la.
Tal como Marinho Pinto disse, existem advogados que são deputados de manhã fazendo as leis que usam à tarde nos seus escritórios de advogados e pelos quais cobram milhões.É por isso que a nossa legislação é uma manta de retalhos imperceptíveis e sem qualquer nexo. Os srs. Deputados vão acrescentando e truncando artigos para servirem os interesses dos seus clientes. Oitenta por cento dos inquéritos relacionados com a corrupção são arquivados. Em 2006, o número de presos por este crime rondava a dezena.
O nosso Ministro da Justiça continua a dizer que o " sistema judicial " funciona.

A avaliação e o Modelo de Gestão das Escolas

A avaliação e o modelo de gestão das escolas foi o tema de um encontro que reuniu esta sexta-feira todos os presidentes dos conselhos executivos das escolas de Coimbra e arredores.
Imagens também aqui, sendo ainda interessante a notícia sobre a popularidade dos professores. Note-se que damos uma abada a quase todas as outras categorias, incluindo líderes religiosos.

Os portugueses confiam mais nos professores de que nos políticos

Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.
Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas sete por cento a dizerem que confiam nesta classe.
As sondagens valem o que valem, mas valem sempre alguma coisa quando nos interessa. Se o PM quer cavalgar sondagens caseiras feitas por medida, nós podemos ficar felizes com sondagens internacionais sem interesses directos no assunto.
Muito interessante é que, embora acompanhando a tendência internacional, os portugueses confiam em média ainda mais nos professores do que os restantes inquiridos (42% contra 34%).
Gostaria agora que Maria de Lurdes Rodrigues fundamentasse em que dados baseia a sua conquista da «opinião pública» no seu conflito com os docentes. Com a esmagadora maioria dos docentes, de quem desalinham apenas alguns engomadinhos e ditadoras de paróquia.
Ou ainda melhor: o que fundamenta que o ME esteja nos últimos 3 anos a atacar sem cessar a classe docente, tentando (pelo vistos sem resultado) humilhá-la aos olhos do resto da sociedade, produzindo decreto sobre decreto no sentido de retirar-lhe toda a autonomia e poderes efectivos nas escolas, para além de tentar condicionar de forma externa a sua forma de desempenhar as suas funções.
Acrescentar a isso que os políticos são os «profissionais» pior vistos pelos portugueses é irrelevante, porque redundante. Assim como ver que os gestores/dirigentes empresarias ficam lá muito para trás.

Tuesday, January 22, 2008

Terrorismo Legislativo

Excelente artigo de Paulo Guinote autor do blog " a Educação do meu umbigo " sobre a torrente legislativa do actual Ministério de Educação e que impõe prazos não ezequíveis para as Escolas aplicarem as leis .
Sobre o mesmo assunto ver resposta sensata e oportuna à Ministra de Educação do Agrupamento Vertical das Escolas de Gueifões - Maia.

Monday, January 21, 2008

Torneios internos de Jogos Matemáticos





Na Escola Eugénio de Castro, no passado dia 17 de Janeiro, foram disputados o torneio interno de Ouri do 2º ciclo, ganho por João Dinis Ferreira do 6 E e o torneio de Hex do 3º ciclo ganho por Luis Maduro do 9 G.
Na próxima quinta feira irão ser disputados o torneio de Semáforo do 2º ciclo e Amazonas do 3º ciclo.
Os campeonatos nacionais decorrem neste ano lectivo, em Braga, em 29 de Fevereiro.

Thursday, January 17, 2008

Governo fecha, privados abrem

Governo fecha, privados abrem
Chaves vai ter um hospital privado em 2009 com maternidade e serviço de urgências 24 horas. Anúncio surge menos de um mês após Correia de Campos ter determinado fecho da unidade de saúde local.
Nada contra a iniciativa privada. Só que é estranho que uma unidade privada, virada para o lucro, seja atraída por uma zona que o Estado considera onerosa para o orçamento .

Saturday, January 05, 2008

Somos Bons

Somos bons. Somos muito bons na maior árvore de Natal, na maior feijoada, na maior paella, na maior broa, no maior cachecol, no maior Pai Natal articulado, o maior fogo de artifício. Já em termos de Ministros, teremos que nos contentar com o segundo pior da zona euro.
Segundo estudos da empresa Mercer Consulting somos o campeão da União Europeia a nível da desigualdade social, os presidentes das empresas portuguesas ganham em média21,7 mil euros , um valor 30 veses superior ao rendimento salarial médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem, que é de 720 euros - o que levou o próprio Presidente da Répública a rebelar-se contra o escândalo. No governo, que se afirma como " socialista " ninguém se escandaliza com este facto.
Victor Constâncio, Governador do Banco de um dos estados mais pobres da União Europeia, recebe um vencimento superior ao do Presidente da Reserva Federal dos EUA( 280 mil euros anuais versus 155 mil euros anuais ) ! É preciso coragem para o Governo de José Sócrates permitir isto!

Thursday, January 03, 2008

Satisfação da classe docente

Excerto da conclusão de uma obra que apresenta a introdução teórica da tese de doutoramento de Graça M. Batista Seco sobre A Satisfação dos Docentes (teorias, modelos e evidências):
Neste sentido, a oportunidade de desenvolver e utilizar novas competências, de realizar tarefas diversificadas, de participar na tomada de decisões ligadas ao trabalho docente (incluindo o desenvolvimento curricular), de estabelecer relações gratificantes com os alunos e de prosseguir o seu desenvolvimento profissional, através de programas de formação úteis e adequados e de uma verdadeira avaliação formativa, parecem ser aspectos intrínsecos ao trabalho que podem conduzir a um aumento da satisfação do professor. Enriquecer e desenvolver as dimensões intrínsecas à tarefa docente parece constituir-se, então, como uma das estratégias, com implicações positivas, para a percepção de bem-estar profissional dos professores (ou melhor, de alguns professores - os que gostam de tarefas enriquecidas!). Capacitar os docentes para o exercício de um job-enrichment pode constituir o principal desafio dos programas de formação e desenvolvimento profissional, que devem procurar, então, focalizar a sua atenção nas condições psicológicas geradoras de satisfação com o trabalho, num esforço de articulação equilibrada entre as múltiplas vertentes do ‘crescimento’ profissional e a dimensão pessoal do professor.
Todavia, os sistemas de incentivos devem incluir, também, consequências extrínsecas que sejam valorizadas e percepcionadas como equitativas pelos docentes, as quais passam por uma revalorização salarial e por uma melhoria das condições materiais de trabalho, do estatuto e da imagem social da profissão. (pp. 160-161)
Para quem tinha especiais dúvidas sobre a razão da insatisfação da generalidade dos docentes, acho que esta passagem explica na perfeição tudo o que não foi feito nos últimos anos: a profissão cada vez passou a ser encarada de forma unidimensional pela tutela, que sobrecarrega os docentes em quantidade de trabalho não se preocupando com a qualidade; a formação contínua empobreceu imenso e afunilou-se para duas ou três áreas ao mesmo tempo que se reduziram as hipóteses de enriquecimento a partir da participação em iniciativas exteriores às promovidas pelo ME. Ou seja tivemos foi um job-impoverishment a todos os níveis, do simbólico ao material.

Fundamentalismo do Estado Central

Era muito parvo, mas já se espera tudo pelo que até seria de acreditar em mais um pontapé na autonomia das escolas e comunidades educativas decidirem em coisas simples como estas, se querem santo patrono celestial, mártir ou simples personalidade histórica insigne, para não falar em político local de ego inchado (para quando a escola Fátima Felgueiras ou Valentim Loureiro, que o Avelino Ferreira Torres já tem campo de futebol?):
Escolas sem nomes santos
Na nova nomenclatura das escolas portuguesas desaparecem as referências religiosas, por determinação do Ministério. As escolas Básicas e Secundárias vão deixar de ter santos ou santas na denominação oficial. A indicação partiu do Ministério da Educação, no âmbito da aplicação do Decreto de Lei n.º 299/2007, da Lei de Bases do Sistema Educativo.
Mas afinal, parece que é tudo falso, mentira, má leitura, etc:
Governo desmente ter dado indicações para retirar nomes católicos
O Ministério da Educação fez esta quarta-feira um desmentido à notícia segundo a qual o Governo teria dado indicação para que fossem retirados os nomes de santos das escolas.
O comunicado remete para o Decreto-Lei n.º 299/2007 que define as regras para a denominação dos estabelecimentos de ensino. No decreto-lei está estipulado que «é necessário criar designações e denominações com que as comunidades educativas se identifiquem».
E ao que parece o jornalista Secundino Cunha entrou na lista negra do ME.

Wednesday, January 02, 2008

Torneios internos de jogos matemáticos na Eugénio de Castro


TORNEIOS INTERNOS de JOGOS MATEMÁTICOS

As inscrições decorrem durante o mês de Janeiro até ao início dos respectivos torneios , que deverão ser efectuadas ou ao professor de Matemática da respectiva turma, ou ao professor João Maduro.
Os torneios serão em Janeiro em dias fixos, em período pós- laboral.
Num determinado jogo, se houverem poucos alunos inscritos, jogarão todos contra todos; na eventualidade de existir muitos alunos, será utilizado o sistema suíço, neste caso havendo uma finalíssima entre os dois primeiros.
Datas das finais

HEX 11x11 3º ciclo - 17 de Janeiro
OURI 2º ciclo - 17 de Janeiro
SEMÁFORO 2º ciclo - 24 de Janeiro
AMAZONAS 8x8 3º ciclo - 24 de Janeiro
OURI 3º ciclo - 31 de Janeiro
HEX 11x11 2º ciclo - 31 de Janeiro

Início nos dias indicados a partir das 17.00 ; a hora de encerramento está dependente do número de alunos inscritos .
O objectivo dos torneios é o apuramentos dos 6 representantes da Escola na final nacional de 29 de Fevereiro na cidade de Braga.
Endereço oficial da competição em http://joaomaduro.blogspot.com/

Tuesday, January 01, 2008

Discurso do ano novo de Cavaco Silva

Cavaco Silva no seu discurso do Ano Novo usou a fórmula do «fez-se alguma coisa, mas, mas, mas», numa estratégia que serve de contrapartida à desmedida auto-complacência do Porreiro-Ministro no discurso de Natal. A mensagem aparente é a de desagrado, apesar dos elogios aos eventos europeus.
Quanto à Educação, foi assim mesmo: há resultados, mas…
Para termos sucesso é preciso unir esforços, melhorar o clima de confiança entre todos os intervenientes no processo educativo.
É preciso assegurar o empenho e a dedicação dos professores, exigir uma participação mais activa dos pais na educação dos filhos, mobilizar as comunidades locais. E não podemos dispensar a exigência para com os alunos.
A parte destacada, para quem assistiu à versão televisionada (pode confirmar-se no vídeo disponível no site) foi aquela em que foi colocado maior ênfase.
Mas o que vem antes retoma o discurso do 5 de Outubro.
Quanto ao que veio a seguir, acaba por abalroar o governo pelo lado das preocupações sociais que tanto Sócrates tenta apresentar como suas. Duas passagens algo demolidoras:
Apesar disso, e do esforço do Estado na área da protecção social, não podemos deixar de nos inquietar perante as desigualdades na distribuição do rendimento que as estatísticas revelam.Sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e a necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores.(…).O acesso aos cuidados de saúde é uma inquietação de muitos Portugueses. Não estão seguros de que os utentes, principalmente os de recursos mais baixos, ocupem, como deve ser, uma posição central nas reformas que são inevitáveis para assegurar a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde.Seria importante que os Portugueses percebessem para onde vai o País em matéria de cuidados de saúde. Poderiam, assim, avaliar melhor aquilo que tem sido feito.
Cavaco Silva mostrou-se assim sensível ao novo-riquismo que ainda é exibido por aí apesar da crise e avisou quanto ao rigor na aplicação das verbas que vão chegar da UE. O tom não parece ter sido encarado como de elogio ao Governo.

Wednesday, December 26, 2007

A Política e o ilusionismo


Transcrição de artigo do JN

O "lifting" nacional Por Manuel António Pina, jornalista do JN com uma campanha de três milhões comprada a uma agência de publicidade, o Governo quer apagar - vem no texto de apresentação da campanha - a imagem de "subdesenvolvimento, iliteracia, corrupção e recorrentes indicadores estatísticos de miséria" de Portugal.O ministro da Economia é um "homme du monde" e, para milagres, não vai ao Professor Karamba, vai a uma agência de publicidade. Em vez do "Abracadabra!" do Professor, a agência pronuncia as palavras mágicas "West Coast of Europe" e o país transforma-se de um momento para o outro, em (ainda a crer no texto de apresentação da campanha) "surf, qualidade de vida, Hollywood, criatividade, entretenimento, Los Angeles, S. Francisco, Las Vegas, Silicon Valley".Para o "lifting" nacional ser total, a agência usou imaginosamente, em vez de Amália, uma foto de Marisa, em vez de Eusébio, Mourinho e Cristiano Ronaldo (só falta a nova basílica para a trilogia Fado, Futebol & Fátima ficar completa).A agência quis ainda (não é invenção do cronista, quis mesmo!) mudar a bandeira, pois isso constituiria um "evento mundial" maior do que, coisa banal, acabar com a iliteracia, a corrupção e a miséria, mas o ministro hesitou. A bandeira ficará para depois. Para quando Tony Carreira acabar de escrever o novo hino.
NOTA: São tradicionais as anedotas de loiras de cabeça oca e a estas são atribuídas as fantasias ilusionistas dos silicones e dos «liftings». Tácticas do «faz-de-conta» da ostentação de imagens fictícias para ocultar a realidade das rugas e dos sinais de feiura ou fealdade. Tudo virtual para iludir os menos atentos, os mais ignorantes. É a táctica do aldrabão que para vender o carro velho mete serradura o cárter do motor para evitar os ruídos causados pelas folgas. Agora, vemos que os políticos querem inscrever-se no mesmo rol de pessoas menos sensatas. Lá diz o velhote: meu rapaz, nunca compres um carro usado a um político!

Thursday, December 20, 2007

Temas para teste intermédio de Matemática do 8º ano

Matéria que vem para o teste intermédio de Matemática do 8º ano, de 30 de Abril de 2008, na página moodle, no tema noticias.
só para alunos registados; caso não estejas inscrito, inscreve-te agora

Wednesday, December 19, 2007

É a Economia, Estúpido

Já faz parte do anedotário das campanhas políticas americanas a iniciativa que James Carville teve, enquanto gestor da primeira campanha presidencial de Bill Clinton, de colar um cartaz na sala principal de reuniões do staff onde se lia em letras enormes "It’s the Economy, Stupid! "
A ideia subjacente era a de que, por muito que outras matérias tenham interesse para os eleitores (americanos, mas aposto que não só), a economia é o motor essencial para a avaliação do desempenho de um governo. E por “Economia” entende-se não apenas as estatísticas intangíveis, a política financeira, a globalização e etc, mas principalmente os níveis de desemprego e de rendimento disponível no bolso dos consumidores.
Por isso mesmo, e por muito que Clinton se sentisse atraído pelas questões educativas e outras causas sociais, a verdade é que a sua governação se preocupou essencialmente em erguer a economia americana da crise em que mergulhara à saída dos anos 80 e durante a presidência de Bush Sr.
Entre nós esta lição não foi aprendida e parece entender-se “Economia” como quase tudo aquilo que não tem o impacto directo na vida quotidiana das pessoas: endeusa-se a luta contra o défice, propagandeias-se a necessidade de inovação, anunciam-se PIN’s, camapnhas de marketing, etc, etc, mas se excluirmos meia dúzia de nichos de mercado e a Autoeuropa, a Economia afundou-se por completo, aniquilados que foram muitos dos sectores tradicionais e ausentes que estão sectores de ponta que puxem pelo resto da actividade económica.
O resultado está à vista: o empobrecimento constante do país, com especial destaque para a maioria da população, cujo poder de compra está em quebra acentuada em relação à média europeia, enquanto as perspectivas de crescimento, de acordo com as previsões do The Economist, são pouco melhores do que medíocres, apontando para a continuação da nossa descolagem do pelotão intermédio da UE, pois começamos a ser ultrapassados pela nova cauda da Europa comunitária.
Os argumentos tradicionais de sermos um pequeno país, com poucas matérias-primas e baixo nível de qualificação são lindíssimas, mas esquecem que países pequenos, sem especiais riquezas, como a Irlanda ou o Luxemburgo estão na frente do pelotão e que os micro-países bálticos estão a caminho de nos passar a perna, coisa que até Chipre e Malta já conseguiram.É curioso que os nossos emigrantes , com baixas qualificações conseguem ter bons rendimentos e boa produtividade em países como a Suíça e o Luxemburgo .
E eu que não sou um fanático da Economia à frente de tudo, continuo a achar que o fracasso de Portugal se deve à incapacidade de desenvolver economicamente o país e que enquanto assim for é impossível esperarmos que o resto possa ter um desenvolvimento sustentado.
Porque o aumento do desemprego e a quebra dos rendimentos tem, por exemplo na área da Educação, efeitos devastadores na instabilidade financeira e emocional das famílias e na pressão para a inserção precoce dos jovens em empregos precários mas que, no curto prazo, se revelam essenciais e até uma escolha racional do ponto de vista da gestão dos orçamentos familiares.
E quando temos uma mão de obra qualificada desempregada na ordem dos 20%, ainda afirmam que o nosso défice é de qualificações? Mas de que qualificações falam? De cidadãos certificados como «profissionais da prática de futebol»?

estatisticas de economia

A Espanha, aqui mesmo ao lado, ainda a gozar da poupança e desenvolvimento criados por José Maria Aznar, já está (com 105%) acima da média comunitária no Produto Interno Bruto per capita ajustado pelas paridades do poder de compra, chegando até a ultrapassar a Itália (com 103%, que caíu nos últimos dois anos) e tornando-se a oitava economia mais rica da zona Euro, segundo dados do Eurostat relativos a 2006.De acordo com esta tabela do Eurostat (cujos valores de previsão devem ser actualizados com os dados finais sobre o ano de 2006), de 1997 a 2006 registou-se a seguinte evolução no PIB per capita aferido pelas paridades do poder de compra: a Irlanda passou de 115% para 146%; a Espanha subiu de 94% para 105%; a Grécia de 85% para 98%; e Portugal desceu dos 76% para os 75%.Portugal , numa situação que não melhorará em 2007, tendo em conta os baixos valores de crescimento trimestral do PIB face aos demais , conseguiu em 2006, de acordo com a mesma fonte, o pior resultado dos treze países da zona Euro, atrás de países recém aderentes à União Europeia, como Malta (77%) e Chipre (92%) e, inclusivamente, atrás de países saídos do comunismo como a República Checa (77%) e a Eslovénia (88%).

Saturday, December 15, 2007

Blog sobre segurança

Blog sobre segurança, integrado no projecto “Educação para a Saúde”, da Escola S/3 Latino Coelho de Lamego, criado com o objectivo de preparar cidadãos responsáveis e conscientes para a vida activa, com formação adequada a nível de conhecimentos e de regras de segurança.
Vida Segura

Friday, December 14, 2007

Resultados do torneio de semi-rápidas da Eugénio de Castro


Ver resultados do torneio interno de semi- rápidas de xadrez da Eugénio de Castro na página oficial do torneio
O torneio foi ganho por o aluno João Oliveira do 8 D, e o campeão do 2º ciclo foi João Dinis Ferreira do 6 E

Tuesday, December 04, 2007

Relatório PISA 2006

As prestações internacionais dos nossos alunos a Ciências, Matemática e Língua Materna estiveram abaixo da média comunitária.
Ver Relatório PISA

Novo Acordo Ortográfico

Nos países sem grande tradição democrática encara-se com normalidade que os políticos possam decidir como vamos escrever as palavras. Alguns linguistas, incapazes de fazer valer as suas modernices linguísticas pela via orgânica da influência dos seus dicionários, gramáticas e livros (que não escrevem), ajuntam-se, ajoelham-se, rezam e convencem o poder político a mudar por força de lei o modo como escrevemos. O poder político vai na conversa, com as ilusões políticas do costume, que ninguém se deu ao trabalho de estudar cuidadosamente: hoje em dia, usa-se a ilusão de que a língua vai ter maior implantação no mundo, vamos unificar as diferentes ortografias da língua, em vigor no Brasil e em Portugal (os países africanos de língua portuguesa seguem a ortografia de Portugal). No passado, para eliminar o "ph", usavam-se outras ilusões: era por causa do "ph", dizia-se, que o nosso ensino era tão mau e o nível cultural tão baixo. Décadas depois já não há "ph", mas o ensino não melhorou.
Há três aspectos importantes a ter em conta.
Em primeiro lugar, a pouca-vergonha que é o estado legislar sobre a língua. A língua devia ser deixada entregue a si mesma, como acontece em países com sólidas tradições democráticas. O inglês é, em termos práticos, a língua académica, científica e comercial internacional — mas ninguém legisla sobre esta língua e as ortografias do Reino Unido e dos Estados Unidos são diferentes, para não falar dos restantes países de expressão inglesa. Mas nos nossos dois países, Portugal e Brasil, as bestas de políticos que temos bem poderiam fazer uma lei para deixarmos de beber café com leite ao pequeno-almoço, que a intelectualidade aceitaria isso com naturalidade. Como dizia o Ega, isto é uma choldra. Ah, os brasileiros não aceitariam isso — mas unicamente porque no Brasil não se sabe o que é o pequeno-almoço, pois usam a expressão "café da manhã" (e até "traduzem" o Eça, para o leitor não se dar ao incómodo de ir aos excelentes dicionários brasileiros — o Houaiss, o Aurélio ou o Michaelis). O que nos conduz ao segundo ponto.
Em segundo lugar, as ilusões políticas não passam disso mesmo: ilusões. O acordo não vai unir as línguas, nem há qualquer vantagem em unir as línguas. Não vai unir as línguas porque a diferença mais importante entre o português de Portugal e do Brasil não é a ortografia mas a gramática e o conjunto de expressões usadas. No Brasil, as pessoas em geral não sabem o que é o pequeno-almoço, e em Portugal o café da manhã é apenas um café que se toma de manhã e não o pequeno-almoço, que pode ou não conter café; no Brasil, um sítio é uma quinta grande, mas em Portugal é apenas um lugar qualquer. E não há qualquer vantagem em unir a ortografia das línguas, dado que não há qualquer união ortográfica entre os EUA, por exemplo, e o Reino Unido, mas os livros publicados num país são geralmente publicados no outro e vice-versa, sobretudo os académicos. A Blackwell, a Cambridge, a Oxford — algumas das mais importantes editoras académicas — publicam geralmente os seus livros simultaneamente nos dois países, apesar das diferentes ortografias. Não há um só editor académico que faça isso em Portugal e no Brasil, com ou sem acordo. Compreende-se que os editores brasileiros se estejam nas tintas para o mercado português, de apenas dois ou três milhões de leitores, num país que tem muitíssimos mais leitores do que isso apenas em S. Paulo e no Rio, para não falar de outras cidades gigantescas nem do resto do país, com as suas 106 universidades federais (sem contar por isso com as estaduais nem com as privadas). Portanto, não há realmente razões políticas para fazer um acordo ortográfico.
Em terceiro lugar, devemos compreender o que está realmente em causa: uma simbiose entre linguistas que querem ficar na história e fazer currículo, e um estado autoritário que gosta de interferir arbitrariamente na vida dos cidadãos. Como os linguistas têm a incapacidade de se impor pela força das suas ideias linguísticas, impõem politicamente as suas teorias ortográficas preferidas. E o poder político agradece, porque o mais arcaico instrumento político é a interferência arbitrária do poder político na vida das pessoas. Hoje não podemos ler Eça tal como Eça escreveu, nem Pessoa tal como Pessoa escreveu. Mas os ingleses lêem Byron tal como Byron escreveu e lêem Dickens tal como Dickens escreveu. E se não lêem Hobbes tal como Hobbes escreveu, não foi por via de qualquer legislação, mas por força da evolução orgânica da língua — porque os autores de dicionários, gramáticas e obras eruditas foram mudando gradualmente o modo de escrever certas palavras, assim como certas estruturas gramaticais.
Entre o orwellianismo dos nossos políticos, a incompetência dos linguistas próximos do poder e as ilusões dos comentadores — que parecem ingenuamente pensar que há razões políticas para tais acordos que não a mera interferência arbitrária na vida das pessoas — a realidade gritante é esta: não há soluções legislativas para a falta de cooperação académica e cultural entre os nossos povos, não há solução ortográfica que resolva as diferenças linguísticas profundas entre os nossos países, nem há qualquer vantagem em fazer tal coisa. Com ou sem acordo, tudo vai continuar como antes, mas pior. Tal como tudo ficou igual, mas pior, quando deixámos de escrever "possìvelmente" e passámos a escrever "possivelmente", e quando deixámos de escrever "philosophia" e passámos a escrever "filosofia": continuámos a ser um dos povos europeus possivelmente mais incultos e a filosofia continuou a fazer-se no estrangeiro.

Friday, November 30, 2007

Por que será ?

Quase 1.300 escolas encerraram hoje em todo o país devido à greve da Administração Pública, mais 460 do que na última paralisação convocada pela CGTP e UGT, há um ano, segundo dados provisórios divulgados pelo Ministério das Finanças.Dos 9.310 estabelecimentos de ensino públicos, 1.278 (13,7 por cento) não abriram portas. Já a 9 e 10 de Novembro do ano passado, data da última greve geral, das 10.174 escolas que na altura estavam a funcionar, 818 fecharam (oito por cento).
De acordo com o mapa de adesão à greve na Administração Central, actualizado às 13:04 horas, 29.798 funcionários do Ministério da Educação (ME) faltaram ao serviço, de um total de 107.585 que foram contabilizados. No entanto, o número de funcionários do ME é muito superior, uma vez que só os professores rondam os 150 mil, além dos auxiliares não docentes.
Com estes números, o ME lidera, assim, a adesão à greve da Administração Pública, convocada pela CGTP e UGT para protestar contra a intransigência negocial do Governo, que manteve a actualização salarial nos 2,1 por cento para o próximo ano. (Jornal de Notícias)
Independentemente dos números, dá facilmente para ver onde continua a existir maior insatisfação com a acção governamental, mesmo no âmbito da FP, onde a luta com/dos professores foi a primeira e é aquela que mais irá durar.
Mesmo mesmo assim e para maus entendedores, acho que dá para perceber.
Digam o que disserem nos comunicados e declarações públicas, seria boa ideia perceberem que esta não é uma reacção corporativa por causa dos salários , mas sim um berro de protesto em relação a tudo o resto.

Torneio interno de semi-rápidas de xadrez


Vai decorrer na Escola Eugénio de Castro , torneio interno de semi-rápidas de xadrez , no dia 14 de Dezembro, entre 14. 30 e 18.00.

Ver regulamento do torneio no endereço oficial do torneio http://xadrezemcoimbra.blogspot.com/

Saturday, November 24, 2007

Quadros tendo como tema o xadrez


Ver em Xadrez em Coimbra
marcador - Arte

Board Game Studies



Colóquios sobre jogos matemáticos, irão decorrer no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa nos dias 23, 24, 25 , 26 deAbril de 2008.

Ver programa

Ala de Rei


Ala do Rei um blogue pessoal que pretende debater e divulgar o xadrez, enquanto arte, ciência, cultura e desporto.
Um blog interessante, com muitas hiperligações. A visitar

Friday, November 23, 2007

Novo Sistema de Avaliação de Desempenho de Professores aprovado em Conselho de Ministros

Foi aprovado em 26 de Outubro de 2007 . O Conselho de Ministros aprovou o projecto de decreto regulamentar que define os mecanismos indispensáveis para a aplicação do novo sistema de avaliação de desempenho dos professores.Para mais informações, consultar o decreto regulamentar aprovado em Conselho de Ministros.

Thursday, November 22, 2007

Redemate


Esta prova irá decorrer em 7 de Março, na Escola Alice Gouveia ( Coimbra ).
Os alunos interessados devem inscrever- se no PMATE até 12 de Dezembro.
Para a inscrição ,clicar em NOVO UTILIZADOR - ALUNO e é necessário indicar número de B.I., ano de escolaridade.
As equipas são contituidas por 2 alunos e são formadas pelo professor até 10 de Janeiro.

Thursday, November 15, 2007

Plataforma Moodle


Enquanto este blog pessoal tem acesso livre, também possuo uma página na plataforma Moodle da Escola, com acesso restrito, para alunos devidamente identificados com correio electrónico. A inscrição só é efectivada com mensagem automática do sistema , para o correio electrónico dos alunos ; isto permite que todos os alunos estejam devidamente identificados pelo professor.
Na página estão materiais do 8º ano, e outros materiais do 7º ano, que servem de pré - requisitos.
Inscrição neste endereço .Clicar em Matemática 8º ano - Prof João Maduro

Wednesday, November 14, 2007

Excesso de legislação

Daniel Sampaio lamenta o "mal estar significativo entre docentes e o Governo".
Ontem, na cerimónia de atribuição do primeiro Prémio Nacional de Professores, o presidente do júri defendeu que o reforço da autonomia das escolas nunca se efectivará enquanto a tutela controlar o processo com excessiva legislação.Primeiro-ministro e ministra da tutela recusaram-se a comentar as sugestões e opiniões do psiquiatra. À saída do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Maria de Lurdes Rodrigues deixou o secretário de Estado da Educação a responder aos jornalistas "Ficou claro que o professor Daniel Sampaio se referia a um mal estar do ponto de vista geral e internacional e não a um" específico de alguns professores em Portugal, foi a resposta de Valter Lemos.O presidente do júri começou por manifestar a esperança do prémio abrir um novo período de relacionamento entre professores e Governo. "Façamos a partir do seu exemplo a reflexão necessária para a mudança", insistiu.Mais. O psiquiatra alertou o Executivo de que "sem os apoios dos professores qualquer mudança não passará do articulado legislativo" para o terreno. Caso da autonomia. Daniel Sampaio considera que os professores "perdem demasiado tempo com despachos e portarias"."As escolas reclamam autonomia mas não cessam de esperar pelo ME. Se o ministério quer autonomia então porque legisla tanto?", questionou. Daniel Sampaio defendeu a constituição de equipas pedagógicas mais flexíveis e menos burocratizadas e a definição de regras claras de combate à indisciplina, porque independentemente das estatísticas a "dimensão psicológica é muito preocupante como é possível a relação pedagógica se o professor tem medo?".À saída, Valter Lemos retorquiu que o ME "reagiu bem às propostas" do presidente do júri. Antes, ao discursar no final da cerimónia, José Sócrates defendeu "com muito orgulho" todas as reformas do Governo para o sector "a Educação ficou melhor quando se impôs as aulas de substituição", os professores ficaram colocados por três anos, o 1.º ciclo perdeu 2500 escolas e mais alunos ficaram no Secundário graças ao aumento dos cursos profissionais.
Outro sector onde se verifica excesso de legislação é no campo da justiça, que permite que os grandes criminosos de colarinho branco , que a partir de leis confusas e contraditórias, escapem à "Justiça ". Já dizia Tácito , filósofo e senador de Roma, que " quanto mais corrupta for a República, mais numerosas são as leis" .
Passando ao caso em concreto, O Ministério da Educação ao aplicar legislação em excesso está a dificultar a autonomia da Escola.

Thursday, November 01, 2007

Matemática e Xadrez



Susan Polgar publicou no seu blogue, um artigo, Matemática e Xadrez, sobre Frank Ho, um canadiano de origem chinesa, professor de matémática que fundou o centro de ensino de matemática e xadrez, Math and Chess Learning Centre.
Ho criou o world's first math and chess integrated workbooks para estudantes do ensino básico em Vancouver no Canadá.
Ler mais em Math and Chess.