Friday, May 14, 2010
Desorientação e teimosia
Contra-mão
Por Joaquim Letria
Sócrates parece aqueles velhinhos que se metem pelas auto estradas em contra-mão, com o Teixeira dos Santos no lugar do morto, a gritarem que os outros é que vêm ao contrário. De rabo entre as pernas, fartinhos de saberem que estavam errados, não conseguem agora disfarçar o mal que nos fizeram. Ainda estão a despedirem-se, agradecidos, do Constâncio, e já deram a mão a Passos Coelho, que lhes jura que conhece uma saída perto e sem portagem.Estamos bem entregues! Vão-nos servindo a sopa do Sidónio, à custa dos milhões que ainda recebem da Europa, andam pelo mundo fora sem vergonha, de mão estendida, a mendigar e a rapar tachos, tratados pelos credores como caloteiros perigosos e mentirosos de má-fé.Quando Guterres chegou ao Governo, a dívida pouco passava dos 10% do PIB. 15 anos de Guterres, Barroso, Sócrates e de muitos negócios duvidosos puseram-nos a dever 120% do PIB.Esta tropa fandanga deu com os burrinhos na água, não serve para nada e o estado do próprio regime se encarrega de o demonstrar. Falharam todas as apostas essenciais. Todos os dias se mostram incapazes. Mas com o Guterres nos refugiados, o Sampaio nos tuberculosos e na Fundação Figo, o Constâncio no Banco Central e o Barroso em Bruxelas, a gente foge para onde?!
24 horas» de 4 Mai 2010
NOTA: Governar um País é problema complexo, temos disso a certeza, mas a virtude dos matemáticos é saberem reduzir os problemas à «expressão mais simples» e as regras para controlar o «deve e haver» não são diferentes das utilizadas pelo merceeiro de aldeia à antiga ou do miúdo para gerir a «semanada». Por outro lado, não deixa de ser curioso que os ex-ministros das Finanças, reunidos com o Presidência da República, não tiveram a sinceridade de confessar os seus erros, pois, como disse Alberto João Jardim, foram eles os causadores da actual crise, com o lassismo sucessivo e tolerância de falhas repetidas no sistema nacional da gestão do dinheiro Público. Agora esses senhores, professores doutores universitários sem jeito para observar as realidades e adaptar ao concreto as teorias que decoram nos manuais, vêm aconselhar mais aperto no cinto dos pobres, mas não referem a excessiva fauna que mama abusadoramente no erário, além do necessário. Não aconselham a aplicação de um qualquer simplex à administração de pessoal e de despesas nos mais altos níveis do Estado. E, assim, a crise continuará, pois as causas, as metástases, continuam intactas a corroer o corpo nacional.
Thursday, May 13, 2010
Ex- governante ganha 14 mil euros na ERSE
O ex-secretário de Estado da Administração Interna e da Agricultura no primeiro Governo de Pinto de Sousa vai ganhar um salário mensal bruto de 14 198 euros como vogal da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos – ERSE. Com a nomeação de Ascenso Simões para este cargo pelo Executivo na passada quinta-feira, este é o segundo socialista próximo do sr. Sousa a ser colocado num organismo regulador desde Novembro de 2009.1h23-Ascenso Simões era membro do secretariado nacional do PS. O salário de cada vogal da ERSE corresponde, segundo esta entidade reguladora, "a 85 por cento do vencimento do presidente da ERSE, sendo actualmente de 14 198 euros". Já o líder da ERSE, Vítor Santos, secretário de Estado no tempo de António Guterres, ganha 16 704 euros por mês. Em Novembro de 2009, Filipe Baptista, então chefe de gabinete de Sócrates, foi nomeado vogal da ANACOM, com salário de 14 198 euros.
Comentário: E estamos em crise!... Ora se não estivessemos!... Quase 30 ordenados mínimos!... Atendendo ao número de desempregados, é verdadeiramente obsceno e escandaloso!...
Um Mar de Lama Escorre... Como pode tal criatura permanecer como Primeiro -ministro ?
Pertenço a uma geração que se tornou adulta durante a II Guerra Mundial.
Acompanhei com espanto e angústia a evolução lenta da tragédia que durante quase seis anos desabou sobre a humanidade. Desde a capitulação de Munique, ainda adolescente, tive dificuldade em entender porque não travavam a França e a Inglaterra o III Reich alemão. Pressentia que a corrida para o abismo não era uma inevitabilidade. Podia ser detida.Em Maio de 1945, quando o último tiro foi disparado e a bandeira soviética içada sobre as ruínas do Reichstag, em Berlim, formulei como milhões de jovens em todo o mundo a pergunta
«Como foi possível?»
Hitler suicidara-se uma semana antes. Naqueles dias sentíamos o peso de um absurdo para o qual ninguém tinha resposta. Como pudera um povo de velha cultura, o alemão, que tanto contribuíra para o progresso da humanidade, permitir passivamente que um aventureiro aloucado exercesse durante 13 anos um poder absoluto. A razão não encontrava explicação para esse absurdo que precipitou a humanidade numa guerra apocalíptica (50 milhões de mortos) que destruiu a Alemanha e cobriu de escombros a Europa?
Muitos leitores ficarão chocados a por evocar, a propósito da crise portuguesa, o que se passou na Alemanha a partir dos anos 30.Quero esclarecer que não me passa sequer pela cabeça estabelecer paralelos entre o Reich hitleriano e o Portugal agredido por Sócrates. Qualquer analogia seria absurda.São outros o contexto histórico, os cenários, a dimensão das personagens e os efeitos.
Mas hoje também em Portugal se justifica a pergunta «Como foi possível?»Sim. Que estranho conjunto de circunstâncias conduziu o País ao desastre que o atinge? Como explicar que o povo que foi sujeito da Revolução de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura como José Sócrates? Como podem os portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma política autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruína e ridiculariza o Pais perante o Mundo?O descalabro ético socrático justifica outra pergunta: como pode um Partido que se chama Socialista (embora seja neoliberal) ter desde o início apoiado maciçamente com servilismo, por vezes com entusiasmo, e continuar a apoiar, o desgoverno e despautérios do seu líder, o cidadão Primeiro-ministro?Portugal caiu num pântano e não há resposta satisfatória para a permanência no poder do homem que insiste em apresentar um panorama triunfalista da política reaccionária responsável pela transformação acelerada do país numa sociedade parasita, super endividada, que consome muito mais do que produz.
Pode muita gente concluir que exagero ao atribuir tanta responsabilidade pelo desastre a um indivíduo. Isso porque Sócrates é, afinal, um instrumento do grande capital que o colocou à frente do Executivo e do imperialismo que o tem apoiado. Mas não creio neste caso empolar o factor subjectivo.
Não conheço precedente na nossa História para a cadeia de escândalos maiúsculos em que surge envolvido o actual Primeiro-ministro.
Ela é tão alarmante que os primeiros, desde o mistério do seu diploma de engenheiro, obtido numa universidade fantasmática (já encerrada), aparecem já como coisa banal quando comparados com os mais recentes.O último é nestes dias tema de manchetes na Comunicação Social e já dele se fala além fronteiras.É afinal um escândalo velho, que o Presidente do Supremo Tribunal e o Procurador-geral da República tentaram abafar, mas que retomou actualidade quando um semanário divulgou excertos de escutas do caso Face Oculta.Alguns despachos do procurador de Aveiro e do juiz de instrução criminal do Tribunal da mesma comarca com transcrições de conversas telefónicas valem por uma demolidora peça acusatória reveladora da vocação liberticida do governo de Sócrates para amordaçar a Comunicação Social.Desta vez o Primeiro-ministro ficou exposto sem defesa. As vozes de gente sua articulando projectos de controlo de uma emissora de televisão e de afastamento de jornalistas incómodos estão gravadas.Não há desmentidos que possam apagar a conspiração.
Um mar de lama escorre dessas conversas, envolvendo o Primeiro-ministro. A agressiva tentativa de defesa deste afunda-o mais no pântano. Impossibilitado de negar os factos, qualifica de «infame» a divulgação daquilo a que chama «conversas privadas».Basta recordar que todas as gravações dos diálogos telefónicos de Sócrates com o banqueiro Vara, seu ex-ministro foram mandadas destruir por decisão (lamentável) do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para se ter a certeza de que seriam muitíssimo mais comprometedoras para ele do que as «conversas privadas» que tanto o indignam agora, divulgadas aliás dias depois de, num restaurante, ter defendido, em amena «conversa» com dois ministros seus, a necessidade de silenciar o jornalista Mário Crespo da SIC Noticias.Não é apenas por serem indesmentíveis os factos que este escândalo difere dos anteriores que colocaram José Sócrates no banco dos réus do Tribunal da opinião pública. Desta vez a hipótese da sua demissão é levantada em editoriais de diários que o apoiaram nos primeiros anos e personalidades políticas de múltiplos quadrantes afirmam sem rodeios que não tem mais condições para exercer o cargo.
O cidadão José Sócrates tem mentido repetidamente ao País, com desfaçatez e arrogância, exibindo não apenas a sua incompetência e mediocridade, mas, o que é mais grave, uma debilidade de carácter incompatível com a chefia do Executivo.
Repito: como pode tal criatura permanecer como Primeiro-ministro?
Até quando, Sócrates, teremos de te suportar?
Miguel Urbano Tavares Rodrigues
Brutificação colectiva
Portugal não é um Estado laico, pergunto eu ! àh não ?
Bem, se calhar estou enganado.
Renovaram só o acordo, a Concordata, foi isso ?
Bom.Vejamos,7 da manhã, Papa. 8 h Papa. 9 h Papa. Papa, Papa, Papa.....Missas.....Recepções.....Fátima......Papa....Papa.......Meu Deus, ajuda-me que estou a dar em doido.Mudo de canal. A mesma coisa. Mudo outra vez de canal. A mesma coisa.Olho para a cara dos jornalistas, escuto por breves instantes e começo a minha introspeção.
Será que sou eu que estou desenquadrado deste País ?Será que esta é a função dos Orgãos de Comunicação Social ?
Não há aqui um desígnio, um objectivo, uma estratégia ?
Será que estas perguntas têm razão de ser ?Aquilo a que se assiste nada mais é que a "brutificação maciça" de um Povo já de si embrutecido.Dizendo melhor. Isto parece um programa de renovação do embrutecimento.É como se tivéssemos um contrato de manutenção preventiva com a chamada Santa Sé.O que me espanta é não ver o mínimo de equilíbrio e equidistância em relação a situações e factos a que o bom senso aconselharia uma postura mais reservada.Será que os jornalistas ainda não se aperceberam que não estão a informar ?Pactuando com esta estratégia de desinformação, menorizam a verdade e prolongam a mentira.
Teixeira dos Santos é amigo de Pinto de Sousa do tempo do inglês técnico
Para tranquilizar os mercados alguém teve a ideia de deixar o ministro das finanças falar em inglês na Bloomberg. A iniciativa é bastante original. A entrevista é uma homenagem a esse grande produto de exportação que é Zezé Camarinha.
Wednesday, May 12, 2010
Se o ponta de lança é brasileiro, o ministro das finanças não pode ser alemão ?
Wednesday, May 05, 2010
Inicio das provas de aferição a Português e Matemática
Tanto trabalho e tanto dinheiro gasto para tão pouco. Não seria melhor investir esse tempo e dinheiro na realização de exames nacionais à saída de todos os ciclos de ensino?
As opiniões dividem-se. Nuno Crato defende a realização de exames nacionais com enunciados elaborados por uma entidade independente do Governo.
A Confap defende mais do mesmo: provas de aferição e provas globais com alargamento a outras disciplinas. A Cnipe considera que as classificações deviam contra para a nota final e os enunciados deviam ser elaborados por entidade independente.
O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) pondera lançar uma sondagem às escolas para aferir a disponibilidade dos docentes em relação ao alargamento dos testes intermédios do 3.º ciclo a outras disciplinas e posteriormente das provas de aferição.
Mais de 230 mil alunos dos 4.º e 6.º anos realizam, hoje e sexta-feira, as provas de aferição a Língua Portuguesa e Matemática, respectivamente. O objectivo do Ministério da Educação (ME) é que as provas sirvam para aferir os conhecimentos dos alunos não contando, por isso, para nota. Docentes e pais dividem-se entre os que defendem que os resultados deviam contar e os que discordam da universalização das provas.
"É possível, desejável e parece-me pacífica", sintetiza o presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap). Albino Almeida considera que o "provável" alargamento a outras disciplinas "vai depender" das conclusões do grupo de trabalho do ME que está a definir as metas de aprendizagem do pré-escolar ao 12.º ano.
Além do alargamento, Albino Almeida defende que os alunos devem realizar provas globais, na transição dos ciclos de ensino, que contem para avaliação sumativa, além de provas de aferição, nos anos intercalares, por uma "cultura de prestação de contas".
A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação também defende que as provas deviam contar para nota, para "motivarem os alunos e serem feitas com seriedade". À semelhança do defendido pelas associações de professores, o dirigente da CNIPE, Rui Martins, considera que provas e exames deviam ser feitos por uma entidade externa ao ME.
Fonte: JN de 5/5/2010
Friday, April 30, 2010
Que gente é esta ?
A direcção parlamentar do Partido Socialista continua «solidária» com o deputado que roubou.
Adenda: «Ricardo Rodrigues eleito para Conselho Superior de Segurança Interna»
" A arte de furtar"
Afinal fica tudo na mesma

O Governo não suspende nem o aeroporto nem alta velocidade
O ministro das Obras Públicas António Mendonça reiterou todos os compromissos em relação ao novo aeroporto internacional de Lisboa e ao projecto do TGV, que conta mesmo com a terceira ponte sobre o Tejo. Apenas as auto-estradas do Centro vão ser reavaliadas. Há aqui algo que, afinal, "escapou" aos portugueses... O aperto do cinto far-se-á mas não à conta da suspensão do aeroporto e da alta velocidade. Quem o confirmou foi o Ministro das Obras Públicas António Mendonça, o tal governante que aposta em transformar Lisboa na "praia de Madrid"...
Ou seja, a especulação continua, ao mais alto nível e com um responsável bem identificado: o Ministro das Obras Públicas! Com especuladores destes em Portugal não precisamos de os procurar lá fora! Confira tudo aqui.
Thursday, April 29, 2010
Alunos da Eugénio de Castro, campeões nacionais do Equamat- 9º ano
Foram campeões nacionais do Equamate 9º ano , João Vieira e João Janela com nível 20 em apenas 3 mintos e 55 segundos. A Escola Eugénio de Castro levou 30 alunos que formaram 15 equipas que participaram no Equmate 9 ( 3 equipas ), Equamate 8 ( 5 equipas ) , Equamate 7 ( 7 equipas).
Os alunos foram acompanhados pelos professores António Silva e Erika Bizarro.
Colectivamente, a Escola ficou em 9º lugar nacional. Alunos que contribuíram para a nossa boa classificação:
Equamate 7º ano:
Mariana Nour e Carolina Nour, nivel máximo 20, em 11m 10 s ( 21º lugar )
David Neves e Jorge Barbosa, nível máximo 20 em 18 m 17 s ( 59º lugar )
Maria João Ribeiro e Ana Pratas, nivel máximo 20 em 23 m 24 s ( 98º lugar )
Cristian Chiforisin e Ana Beatriz Costa nível 19 em 29 m 44 s ( 142º lugar)
Equamate 8º ano:
José Delgado e Filipe Conceição , nível máximo 20 em 6 m 7 s ( 8º lugar )
Equamate 9º ano:
João Janela e João Vieira , nivel 20 em 3 m 55 s ( 1º lugar )
Inês Barros e Susana Viana, nível 18 em 21m 26 s ( 45º lugar ).
Escolas da cidade de Coimbra bem colocadas na classificação colectiva:
Martim de Freitas ( 3º lugar ), Eugénio de Castro (9º lugar), Infanta Dona Maria ( 10º lugar), Alice Gouveia ( 16º ), Colégio São Teotónio ( 28º).
ver resultados totais no PMATE
Paulo Guinote no Plano Inclinado ( 2 de 5 )
Debatidos: eduquês, " bulling ", estatuto do aluno, dignidade profissional, disciplina, sucesso estatístico
A Doutrina Educativa Chuchalista
I. Já não há palavras para descrever a podridão politicamente correcta que é o Ministério da Educação, e, por arrastamento, a escola pública. Os professores já estavam proibidos de chumbar alunos mesmo quando estes ignoram as matérias básicas. Agora, ficámos a saber que os professores deixam de ter a possibilidade de chumbar um aluno por faltas. É uma alegria, a escola pública. "Não tens de aprender, e nem sequer tens de ir às aulas", eis a herança que o facilitismo do PS deixa no ensino.
II. O socratismo destruiu a figura do professor. Fica a impressão de que o professor passou a ser um mero babysitter dos monstrinhos que os pais deixam na escola. O professor não tem a autoridade pedagógica para instruir, e também não tem autoridade moral para educar. O professor não pode instruir os alunos, porque o facilitismo impede rigor e exigência. Todos têm de passar, porque o Ministério quer boas estatísticas. Resultado: milhares de pessoas chegam à faculdade sem saber escrever em condições. Depois, o professor não tem autoridade moral sobre os alunos. A falta de educação campeia pelas escolas. O fim do chumbo por faltas é só mais um prego no caixão da autoridade moral do professor. Nem por acaso, o i, há dias, trazia este desabafo de uma professora: "A partir do momento que, por exemplo, uma suspensão de um aluno não conta como falta para acumular e para reprovar de ano, que efeito é que uma sanção destas pode ter?".
Henrique Raposo, Expresso
Em política o que parece é

Enquanto José Pinto de Sousa e Passos Coelho se reúnem , e são anunciadas as tímidas medidas de contenção do deficit, o Governo assinava a concessão de uma Auto Estrada, do Pinhal Interior, que custará mais de 1,4 mil milhões de Euros ao contribuinte. Se nesse encontro, tivesse sido acordado o cancelamento desta adjudicação bem como as já anunciadas, teria consequências muito mais positivas, no travão dos especuladores do que 10 encontros bilaterais entre Passos Coelho e José de Sousa.
Sem intenção mas por condição, Passos Coelho ficará para sempre, conivente com esta adjudicação. Devia ter imposto condições e não o fez. Deveria ter escolhido a dureza e optou pela conciliação. O contribuinte irá ser onerado nos próximos 20 anos de um investimento cuja utilidade é praticamente nula para o País e para a região.
Por outro lado, estou curioso como será hoje o PSD na Assembleia da Republica no debate de urgência sobre a dívida Portuguesa marcado para hoje. Conheceremos um PSD bipolar, estilo marido enganado ou uma fera amansada? Vamos ver, estou curioso.
Se gastarmos mesmo muito dinheiro, pode ser que nos tomem por ricos
Numa época de suposta contenção , mais uma auto-estrada para a Mota Engil.
Não há- de faltar muita para a conclusão da terceira auto-estrada Lisboa Porto.
Os problemas nacionais e a ordem da sua solução
A primeira República caiu por excesso de mentira, anarquia e corrupção.Os principais políticos dos actuais partidos políticos da terceira República são individuos mediocres, falam mentira e em vez de estarem ao serviço do País, pensam em governar-se do erário público. Com individuos destes, os actuais partidos politicos podem cair em descrédito, abrindo caminho a governos de salvação nacional.
Já Aristóteles defendia os governos aristocratas ( dos melhores, baseado na educação e não escolhidos à sorte das listas de individuos medíocres) .
Wednesday, April 28, 2010
Lista de Schinder à portuguesa
Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 €
Carlos Tavares: CMVM, 245.552 €
Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 €
Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 €
Fernanda Meneses: STCP, 58.859 €
José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 €
Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 €
Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 €
Luís Pardal: Refer, 66.536 €
Amado da Silva: Anacom, ARCS, ex-chefe gab. de Pinto de Sousa, 224.000 €
Faria de Oliveira: CGD, 371.000 €
Pedro Serra: AdP, 126.686 €
José Plácido Reis: Parpública, 134.197 €
Cardoso dos Reis: CP, 69.110 €
Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 €
Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 €
Guilherme Costa: RTP, 250.040 €
Afonso Camões: Lusa, 89.299 €
Fernando Pinto: A TAP, 420.000 €
Henrique Granadeiro: PT, 365.000 €
(in, Jornal SOL de 22.01.2010)
E ainda faltam as Estradas de Portugal, EDP, Brisa, Petrogal, todas as outras Observatórios e reguladoras ... É um fartar vilanagem...! E pedem contenção!!!... Imaginem o que é pagar um Subsídio de férias ou de Natal a estes senhores:''Tome lá meu caro amigo 350.000 ? para passar férias ou fazer compras de Natal''. E pagar-lhes esta reforma ... É no mínimo imoral e no máximo corrupção à sombra da lei ... Até porque estes cargos não são para técnicos, mas de nomeação política ... É isto que lhes retira toda e qualquer credibilidade junto do povo e dos quadros técnicos.
Contas dos deputados - 2010
Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 –
RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.
Poderão aceder através do site http://WWW.dre.pt
Vamos ler;
Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica
1 – Vencimento de Deputados ………………………12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados……………………2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ………………………3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ………………………2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ……………3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA…………..961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares……………..970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática …………………….2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) ……………………..2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ……………………………………2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)………………….13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ………………16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ….73 milhões 798 mil Euros
Em resumo e NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :€ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.Vamos lá então ver se isto agora já o começa a incomodar um “bocadinho”. Repare:Cada deputado, em vencimentos e encargos directos e indirectos custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano. Ou seja cerca de 60.000 Euros mês. E depois pedem sacrifícios ao povo.
Esta crise tem dois responsáveis políticos

Primeiro negou-se a crise. Depois José Pinto de Sousa repetia que, apesar da crise, estávamos menos mal que os outros países. Quem dizia o contrário, falando com realismo da gravidade da situação económica e financeira, era acusado de "bota-baixismo" [sic]. Mantiveram-se teimosamente as grandes obras públicas, como o TGV e novas auto-estradas supérfluas. Tivémos dois orçamentos de Estado mentirosos. Um dos quais aumentava escandalosamente os funcionários públicos a pensar nas eleições. Depois vários orçamentos retificativos. O défice subiu para perto dos 10%. O desemprego, estranha coincidência, também subiu para perto dos 10%. Nas últimas semanas, continuou o estado de negação, apesar das evidências, repetindo que estávamos no bom caminho, e que a nossa situação era muito diferente da grega. E que somos meras vítimas de ataques especulativos internacionais. Apesar do perigo eminente de descalabro, aprovámos um PEC tímido, que adiou para mais tarde as medidas sérias de contenção orçamental. Por tudo isto é absurdo continuar a dizer que a culpa é dos outros. Ou dos políticos em geral, como se todos fossem igualmente responsáveis. Sejamos justos e objectivos. Depois de seis anos de governação socialista errada e mentirosa, é preciso chamar os bois pelos nomes. Esta crise grave e profunda tem dois responsáveis políticos. E são bem portugueses: José Pinto de Sousa e Teixeira dos Santos
Friday, April 23, 2010
O pacote anti- corrupção do P S é uma ofensa a Pinto de Sousa

"O articulado socialista, segundo explicou ao DN um dirigente da bancada, não se aplica às situações de acumulação que já existam, mas apenas às que venham a surgir depois do diploma entrar em vigor (60 dias depois de publicado no Diário da República). Também atingirá outras profissões, claro, como, por exemplo, os engenheiros que são funcionários de câmaras municipais mas, ao mesmo tempo, assinam a título privado projectos de engenharia em autarquias vizinhas (seria o caso de Pinto de Sousa nos anos 80, na Covilhã e na Guarda)."
in DN, 22 Abr '10
