Monday, February 28, 2011
Grupos de trabalho ( boys ligados ao governo )
Música de intervenção
Agora que todos andam a falar da Parva que sou d’ Os Deolinda, quem conhece esta do Paco Bandeira?«Viva Portugal do “deixa andar”
Viva o futebol cada vez mais
Viva a Liberdade, viva a impunidade
Dos aldrabões quejandos e que tais
Viva o Tribunal, viva o juiz
E paga o justo pelo pecador
Viva a incompetência, viva a arrogância
Viva Portugal no seu melhor
Refrão:
Viva a notícia, da chafurda social
De que o Povo tanto gosta
Espectáculo da devassa
Viva o delator sem fuça
É a morte do artista
Viva a pepineira do «show-off»
Dos apresentadores de televisão
Viva a voz do tacho de quem vem de baixo
Do chefe do ministro do patrão
E viva a vilanagem financeira
E a licenciatura virtual
Viva a corretagem, viva a roubalheira
Viva a edição do «Tal & Qual»
Refrão
E viva a inveja nacional
Viva o fausto, viva a exibição
Da dívida calada, que hoje não se paga
Mas amanhã os outros pagarão
Viva a moda, viva o Carnavalolarilas, olarilolé
Viva a tatuagem, brindo à bebunagem
Que vai na Internet e na TV
Refrão
Calem-se o Cravinho e o bastonário
O Medina, o Neto e sempre o Zé
Viva o foguetório, conto do vigário
Que dá p’ra Aeroporto e TGV
Viva o mundo da publicidade
O «share» ou não «share» eis a questão
O esperto da sondagem, o assessor de imagem
Viva o fazedor de opinião»
Autêntica canção de "escárnio e mal dizer" é o esplendor de Portugal no seu pior. Só é pena que nenhum meio de grande audiência tenha dado por isso (anda no You Tube mas ainda não dei por ela em nenhuma Rádio ou Televisão). Porque será? Será por razões políticas, ou porque há demasiada gente a quem assenta a carapuça?
Como se faz um bom aluno: com trabalho, esforço, dedicação
Por que razão é preciso mais?
As tecnologias da informação e a Internet são apenas instrumentos de trabalho que, bem usados, ajudam no acesso à informação. O processo de selecção, análise e crítica da informação e a transformação da informação em conhecimento e deste em saber têm de ser realizados pela mente do aluno e isso exige esforço, trabalho e dedicação.
No fundo, o que transforma um aluno fraco num bom aluno é apenas isto: trabalho, esforço e dedicação.
É essa a mensagem que o ME, os directores e os professores têm de transmitir aos alunos desde o jardim-de-infância até à Universidade. Não é com conversa mole sobre a igualdade e direitos que se consegue isso. É criando ambientes onde o respeito pelo trabalho, o gosto por fazer as coisas bem feitas, o cumprimento das rotinas, a formação de bons hábitos, a resiliência e a responsabilidade se cultivam no dia-a-dia.
As escolas estatais andam entretidas com outras coisas e a arquitectura da avaliação externa e da avaliação de desempenho docente desviam os directores e os professores do que é essencial, fixando-os no acessório, no faz-de-conta e na mentira.
Friday, February 25, 2011
O cábula vai à Escola

Já se percebeu bem que José Pinto de Sousa pretende arrastar o País para a responsabilidade de pagar juros altíssimos, incomportáveis a prazo, por se recusar a reestruturar a dívida pública a médio prazo e por continuar a adiar as reformas de emagrecimento do Estado.
Até agora tem sido principalmente o Banco Central Europeu e, a prazo, os contribuintes portugueses a suportar os custos da teimosia do ainda primeiro-ministro.
Mas o cerco está-se a apertar.
A Alemanha está farta de suportar o despesismo do Governo português, que ainda não percebeu (nem perceberá) que finanças sãs significa o Estado, normalmente, não ter despesas superiores às receitas e não lançar sobre as gerações futuras, ou outros povos, os encargos por endividamentos não reprodutivos e não sustentados na riqueza nacional efectiva.
A compra de votos que Pinto de Sousa despudoradamente fez com os aumentos da função pública em 2009 e os medicamentos gratuitos para os velhinhos (em 2010 o consumo de medicamentos em ambulatório desceu perto de 6%, enquanto os encargos do SNS subiram quase 10%. Contraditório? Não, simplesmente demagógico, criminosamente demagógico...), a escassos meses das últimas eleições legislativas, são bem a marca da sua (des)governação demagógica e irresponsável.
Agora, parece que Pinto de Sousa foi chamado a Berlim e, por mim, creio que a conversa com a Sr.ª Merkel não lhe será tão fácil como os exames com o “meu caro” reitor Eng. Luís Arouca.
Balão de oxigénio? Ultimatum? Diktat?
Só depois de 2 de Março saberemos, talvez, o que José de Sousa foi ouvir.
Seja como for, chegámos a um ponto tal que confio mais que a Sr.ª Merkel (também já um pouco desconfiada, na foto) defenderá melhor os interesses portugueses do que o licenciado Pinto de Sousa. É que pior do que ele já fez a Portugal é impossível. E tem de ser a Europa a obrigar o Estado português a equilibrar as suas contas, não do lado da receita, como fazem os socialistas, mas pelo da despesa, como faria qualquer governante patriota, sério e responsável perante o nosso futuro colectivo.
Governo está por semanas
Apesar da crise e dos sacrifícios que nos esperam, a simples possibilidade de o país e, sobretudo, a escola pública, se ver livre de José Pinto de Sousa, é motivo suficiente para, na ocasião da queda, se abrir uma garrafinha de champagne.
Curiosa convergência
Entre os poderosos que o juiz Carlos Alexandre incomoda está o incontornável Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça. O juiz Carlos Alexandre também teve o azar (ou a coragem) de lhe fazer frente, pelo que agora é ameaçado com um processo disciplinar. Tudo por causa das famosas escutas às conversas que Vara teve com José Pinto de Sousa.
Curiosa, no mínimo, esta convergência de ódios entre o Governo e presidente do Supremo Tribunal.
Tuesday, February 22, 2011
Lei do tabaco
Avaliação de desempenho do pessoal docente
Como se imagina, não é nada fácil fazer listas das escolas ou agrupamentos que tomaram posição em relação à avaliação do desempenho. A APEDE já contou 71.Sunday, February 20, 2011
Às vezes é preciso repetir o óbvio
Prova que não basta ser primeiro - ministro para ser bem educado
Friday, February 18, 2011
Campeonatos internos de jogos matemáticos
MATEMÁTICOS
Hex 11x11 2º ciclo João T. Fernandes 6B em 10-02-11
Ouri 3º ciclo Luís M. Ferreira 8D em 10-02-11
Gatos e Cães 2º ciclo João T. Fernandes 6B em 17-02-11
Rastros 3º ciclo João Sobral 8F em 17-02-10
Ouri 2º ciclo Gonçalo Pedro 6A em 03-02-11
Hex 11x11 3º ciclo João Dinis Ferreira 9A em 03-02-11
Irão representar a nossa Escola no Campeonato Nacional, que irá decorrer no ISEL- Lisboa em 18 de Março de 2011 os seguintes alunos: do 2º ciclo, Gonçalo Pedro do 6 A, em Ouri, Vítor Ferreira do 6B em Gatos e Cães , João Tiago Fernandes do 6 B em Hex.
Do 3º ciclo, João Dinis Ferreira do 9 A em Hex, Luís Ferreira do 8 D em Ouri, João Sobral do 8 F em Rastros.
Endereço oficial das competições em http://joaomaduro.blogspot.com/, marcador Jogos Matemáticos
Thursday, February 17, 2011
Simples boato ou não
(Marquês de Maricá, 1773-1848).
A Net transformou a actual aldeia global num teatro de novidades com uma plateia avaliada em sete mil milhões de almas. Reza assim uma das últimas notícias que nela circula, e que se cita parcialmente:"Os políticos iam diminuir os vencimentos deles em 15%, não iam?
Pois iam, para inglês ver. Mas agora, no Orçamento, aumentaram-se em 20% nas despesas de representação e assim compensam aquele "sacrifício". Um truque tão antigo que é um escândalo. Mas passa sempre, porque as pessoas não se dão ao cuidado de pedir contas.”É invocado como fonte um estudo que o economista Eugénio Rosa fez em 20 de Outubro passado ao Orçamento de Estado para 2011:
Das duas uma, ou é verdade ou não passa de um simples boato. Caso não passe de boato que atinge o bom nome do país cumpre a quem de direito dar a conhecer aos portugueses a verdade dos factos. Se for verdade, cumpre a essas mesmas entidades apresentar uma razão justificativa (?). Ninguém melhor para o fazer que os governantes sempre responsáveis perante o tribunal da opinião pública.
Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, afirmou que “uma mentira mil vezes repetida transforma-se numa verdade”. E um boato mil vezes repetido, sem ser desmentido, não se poderá transformar, também ele, numa verdade?
A ser verdade, será uma perigosa verdade a impor um banho moral, tão bem descrito pela pena de Eça em páginas de “Os Maias”:
“Estou como tu dizias aqui há tempos: ‘ Caiu-me a alma a uma latrina, preciso um banho por dentro!’Ega murmurou melancolicamente:
- Essa necessidade de banhos morais está-se tornando com efeito tão frequente!... Devia haver na cidade um estabelecimento para eles”.
Venha a água e o sabão para o banho moral...
Wednesday, February 16, 2011
619 Mil Desempregados
Outro dado preocupante é o número de desempregados de longa duração (i.e., desempregados há mais de um ano), que não pára de aumentar. Já são 327 mil. Só em 2010, o número de desempregados de longa duração aumentou nada mais nada menos do que 20,8%. Esta tendência é bastante alarmante, pois é sabido que o desemprego de longa duração é mais difícil de combater.
Por região, as taxas de desemprego no último trimestre de 2011 variam muito No Algarve já há quase 15% de desempregados, enquanto em Lisboa (12,3%) e na região Norte (12,7%) a taxa de desemprego já está acima dos 12%. Em relação a 2009, o desemprego subiu em todas as regiões, com a excepção dos Açores:
Resumindo, o flagelo do desemprego está a aumentar a um ritmo muito preocupante. Infelizmente, este é um tema que, inexplicavelmente, continua fora da agenda política e é pouco retratado nos meios de comunicação social. Seria bom que os vários partidos começassem a dedicar mais atenção ao tema e apresentassem soluções concretas sobre como combater este enorme drama social e pessoal.
Banco de Portugal diz que" já estamos em recessão economica"
Em entrevista ao Diário Económico, o governador disse ainda que a recessão deve-se ao processo de ajustamento e de emagrecimento orçamental levados a cabo pelo Governo. Para Carlos Costa, era importante que "houvesse resultados claros de execução orçamental".
"Nem sempre somos os mensageiros que todos gostaríamos de ouvir, mas o mensageiro não modifica a mensagem. E se a mensagem é sólida e está tecnicamente fundamentada não se pode ignorá-la", afirmou o governador.
No entanto, Carlos Costa não quis deixar de elogiar Teixeira dos Santos afirmando: "Admiro francamente a resistência do nosso ministro das Finanças".
A solução para ultrapassar a recessão passa, segundo Carlos Costa, por um esforço de sustentabilidade das finanças públicas e pelo cumprimento dos objectivos definidos.
Comentário: Esta revelação só poderá causar surpresa ao sr. Pinto de Sousa e aos seus inúmeros "boys." Toda a gente sabe o país está em recessão económica, mas é bom que o governador do Banco de Portugal o declare. Não é como no tempo do Vitinho Constâncio, um verdadeiro "voz do dono"...
Monday, February 14, 2011
O mar por um canudo
Portugal tem duas fronteiras. A marítima, que em tempos idos nos proporcionou venturas, e a terrestre com Espanha que facilitou a perda da soberania na ordem externa a partir de 1580. Este "dado" histórico foi recentemente actualizado e a fronteira terrestre praticamente desapareceu, prolongando-se até à Alemanha. Aliás, ambas as soberanias, interna e externa, fora os ademanes institucionais decorrentes do exercício do voto, apresentam-se mais retóricas do que outra coisa qualquer. A costa portuguesa deu-nos, por consequência, muitas alegrias até o governo de José Pinto de Sousa, pela mão do iluminado Pinho, lembrar-se das pacóvias manobras de propaganda que respondem pelo nome de "west coast" e "allgarve". Com isto, a dita costa passou a ser vista mais como a "ocidental praia" da Europa centrada na Alemanha e menos como um país a ser levado a sério. O tropismo começa logo na própria costa e cá dentro de casa. Sabe-se agora que o governo desligou os radares de vigilância de costa e que a mesma é assegurada por cinquenta binóculos e vinte câmaras portáteis. Tanta "modernidade" e é preciso olhar o mar por um canudo. É a tragédia de um "choque tecnológico" ridículo que, sem mais, acaba morto na praia.Friday, February 11, 2011
Derrubar ou não, a escolha é simples
Escola Secundária Infanta Dona Maria, novamente na linha da frente
Foi- me enviado por correio electrónico esta tomada de posição, que foi assinada por 95 dos 96 professores que a escola tem e que foi aprovada por unanimidade em Conselho Pedagógico. Parabéns a esta escola e que possa servir de exemplo a todos quantos ainda colocam a hipótese de ficarem indiferentes perante tamanho golpe na escola pública e na dignidade da educação!TOMADA DE POSIÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA SECUNDÁRIA INFANTA D. MARIA
– COIMBRA
– SOBRE A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE
Os professores da Escola Secundária Infanta D. Maria (ESIDM) aprovaram, em 27/10/2008, uma moção em que mostraram o seu “veemente desagrado face ao modelo de avaliação introduzido pelo Decreto Regulamentar N.º 2/2008, de 10 de Janeiro”, tendo decidido por unanimidade “suspender a participação neste processo de avaliação de desempenho até que se proceda a uma revisão concertada do mesmo, que o torne exequível, justo, transparente, ou seja, capaz de contribuir realmente para o fim que supostamente persegue, uma Escola Pública de qualidade.”
Posteriormente, e face a algumas alterações introduzidas pelo Governo, os professores da ESIDM aprovaram em 6/1/2009 uma moção em que consideraram que “as alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes”, mantendo o essencial do modelo. Decidiram, então, manter suspensa a sua participação no processo de avaliação.
Relativamente ao Modelo de Avaliação do Desempenho Docente (ADD) estabelecido no actual Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, os professores da ESIDM consideram que mantém muitas das características negativas do anterior modelo contestado pela esmagadora maioria dos professores a nível nacional.
O Decreto Regulamentar N.º 2/2010 não tem em conta a complexidade da profissão docente, que não é redutível a um modelo burocrático, numa perspectiva limitadora de uma verdadeira ADD.
Este modelo, pela sua excessiva complexidade, implica um grande acréscimo de procedimentos burocráticos para os professores, correndo-se o risco de ficar relegado para um plano secundário todo o trabalho que enriquece verdadeiramente o processo de ensino-aprendizagem.
Não revela um cariz formativo, destinando-se essencialmente a garantir a progressão na carreira (congelada sabe-se lá até quando…), nem promove a melhoria das práticas, não se traduzindo, pois, em qualquer mais valia pessoal e/ou profissional.
Impondo quotas para as menções de Excelente e Muito Bom, desvirtua qualquer perspectiva dos docentes de ver reconhecidos os seus méritos, conhecimentos, competências e investimento na carreira.
Provocará uma conflitualidade acrescida entre docentes, contribuindo, assim, para um indesejável clima de trabalho na comunidade escolar.
A avaliação objectiva, a realizar pelos avaliadores, do grau de consecução dos avaliados não se encontra garantida devido ao excesso de complexidade do modelo relativamente aos domínios e indicadores dos descritores para cada uma das dimensões.
Este modelo é dificilmente exequível também pelo trabalho exigido aos avaliadores que passa pela observação de aulas, apreciação dos relatórios de auto-avaliação e respectivos anexos e evidências, preenchimento das fichas de avaliação global, entrevistas com os avaliados, reunião do júri de avaliação, entre outras tarefas a desenvolver dentro do respectivo horário de trabalho.
Tendo em consideração o que foi referido, os professores da ESIDM abaixo assinados manifestam a sua discordância relativamente ao modelo de avaliação em vigor, exigindo a quem de direito que promova, o mais brevemente possível, uma discussão séria e alargada sobre a avaliação do desempenho docente, com vista a encontrar um modelo consensual, não burocrático, justo, que seja possível aplicar sem causar prejuízos ao normal funcionamento das escolas, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo, deste modo, uma escola de qualidade.
Coimbra, 31 de Janeiro de 2011
Dar conhecimento a:
Presidente da República
Primeiro-Ministro
Ministra da Educação
Directora Regional de Educação do Centro
Conselho Nacional de Educação
Conselho das Escolas
Comunicação Social
Os Professores:
Wednesday, February 09, 2011
Pinto de Sousa está feliz
"Isso é um bom número", afirmou José Pinto de Sousa.
O Governo aplicou bem esse dinheiro e a nossa vida está muito melhor. Não vejo outra razão para o Primeiro-ministro assumir-se tão satisfeito com o aumento do esforço fiscal da comunidade.
Nem uma palavrinha sobre os impostos?
Estes deputados do PS estão preocupados com o encerramento dos estabelecimentos de gasolina nas zonas fronteiriças com Espanha. Não percebi porque protestam. Será que queriam que os portugueses que vivem nessas zonas pactuassem com o roubo que é a carga fiscal nos combustíveis e não fossem comprar a Espanha, onde é muito mais barato?
Por outro lado, estes ilustres deputados têm uma solução. Será que exigem uma diminuição da carga fiscal? Nada disso. Querem é mais postos de gasolina "low cost". Segundo percebi, fazem essa exigência à Direcção Geral da Energia. Nem sabia que competia à DGE abrir negócios de gasolina. Mas com estes socialistas estamos sempre a aprender.
Frases de um socialista sobre um PS amordaçado
- "os grupos que tomam conta do partido são cada vez mais pequenos. É sabido que José Sócrates foi escolhido numa reunião entre oito ou nove pessoas. O Jorge Coelho, o António Costa..."
- "Eu tenho ouvido alguns militantes dizerem que já não querem José Sócrates, mas acham que se votarem contra ele estão a contribuir para retirar o partido do poder. Não lhes ocorre que essa pode ser a única maneira de evitar que o PSD chegue ao poder, porque, nas actuais circunstâncias, a única alternativa do PS era ganhar consciência dos erros que cometeu e tentar convencer os portugueses de que tem capacidade para os corrigir."
- A saída de José Sócrates da liderança e do governo
"Era a única maneira de o PS não ficar durante muitos anos conotado com os erros que cometeu nos últimos tempos. Não tenhamos ilusões: a partir do momento em que o PSD tiver acesso ao poder, o PS vai ser martirizado pelos erros cometidos e os portugueses vão ter uma consciência maior disso. O partido vai pagar duramente estes anos de José Sócrates. Os erros são tantos, e de tal maneira graves, que põem em causa a independência nacional."
- "o presidente do partido, Almeida Santos, controla tudo. Só dá a palavra verdadeiramente a quem quer, corta a palavra, diz que não há tempo..."
- "há censura. O presidente do PS, com o estatuto que tem, inibe as pessoas de dizerem aquilo que pensam e mesmo quando dizem há uma censura imediata. Há um clima de pressão, mesmo não sendo preciso, porque seriam críticas isoladas. Tem sido um processo contínuo de limitação da liberdade interna."
- "O próprio primeiro-ministro disse, numa reunião interna do partido, que se o partido for mexer muito no Estado está a mexer na base de apoio do PS. Honra lhe seja feita, foi muito claro. E aí o Passos Coelho tem razão. Há que dar uma volta ao Estado, porque isto é insustentável."
- "o governo não tem crédito internacional. O primeiro-ministro é acusado de ser mentiroso nos jornais. Isto não é normal e tem efeitos internacionais. O futuro do país está dependente do cumprimento do Orçamento, porque ninguém acredita que ele o vá cumprir."
- "é impossível resolver qualquer problema com o José Sócrates à frente do poder"
(Henrique Neto, hoje, ao i)
Sunday, February 06, 2011
O regresso da canção de protesto
-Parva que sou-
Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo,
pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E, ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração "vou queixar-me para quê?
"Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo de mais
E parva que eu sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar-
DEOLINDA
Foram os próprios Deolinda, em comunicado enviado para as redacções, que confessaram a sua surpresa (e emoção) pelo efeito mediático conseguido com a estreia da canção "Parva que eu sou" nos concertos que fizeram no passado fim de semana nos Coliseus de Lisboa e do Porto. A canção, cuja letra sublinha a apatia de uma geração "sem remuneração", e que "estuda para ser escrava", suscitou uma adesão espontânea junto do público que assistia aos concertos (muitos espectadores de punho no ar) e, depois, nas redes sociais, blogues e até no Parlamento, onde foi glosado pelo deputado José Soeiro, do Bloco de Esquerda. Mas também a direita se "aliou" aos Deolinda, contrapondo os direitos adquiridos à precariedade do emprego, como causa dos males da geração "casinha dos pais". A música pop tem destas coisas. (Expresso).-
Pinto de Sousa " Não haverá despedimentos na função pública"
No encerramento de uma Convenção da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, num hotel de Lisboa, na qualidade de secretário-geral dos socialistas, José Pinto de Sousa referiu-se às jornadas parlamentares do PSD que se realizaram na segunda e terça-feira.
"O que é que se ouve? Sempre as mesmas duas coisas. Por um lado, a ideia de despedimentos na função pública. É esta a agenda deles. Claro, depois passam toda a semana a explicar que não é bem assim porque temem essa impopularidade, mas é isso que está na cabeça deles, é a ideia de que deve haver despedimentos na função pública", alegou Pinto de Sousa.
"Pois não haverá despedimentos na função pública e o Governo fará o seu dever pondo as contas públicas em ordem sem recorrer a essa agenda liberal de despedir pessoas na Administração Pública", afirmou.
Comentário: Mas quem é que ainda acredita num mentiroso destes? Então, o Quadro de Mobilizados não era um despedimento encapotado?... Agora, ao vir levantar esta lebre, pode o funcionário público ter a certeza, que vão haver despedimentos...
Friday, February 04, 2011
Excesso de deputados

Confusão nos números das presidenciais
Fala-se de muitos eleitores constantes dos cadernos já terem morrido mas que os seus nomes não foram retirados para as Câmaras poderem receber mais dinheiro público, proporcional ao número de habitantes. Se assim for, não parece ético, nem legal e poderá ser mais um aspecto das fraquezas humanas, a que os políticos não são imunes.Mas mais estranha é a discrepância de números posteriores às eleições presidenciais de 23 de Janeiro passado que agora vêm a público nas notícias Confusão no resultado das Presidenciais e Acta do Tribunal Constitucional "apaga" 500 mil eleitores. Tratar-se-á da tradicional falta de rigor e de dedicação na execução de tarefas? Será que se abusa do empirismo de fazer coisas importantes levianamente, em cima dos joelhos, com desleixo, sem cuidado? Como seria se Portugal fosse um Estado com a dimensão da Alemanha ou da França? É tão pequeno e tão mal controlado. Apesar de haver tantos «boys» a ganhar fortunas, não se vê que deles resulte melhor funcionamento da máquina estatal. Não há líder, não há timoneiro. Anda-se ao sabor de ventos e marés, sem controlar nem responsabilizar. Assim não vamos para um futuro brilhante.
Thursday, February 03, 2011
Bebés contribuintes
Mais um passo na direcção do simplex. Este ano, ao preencher a declaração de IRS relativa aos rendimentos de 2010, vai-lhe ser pedido o número de contribuinte dos dependentes, ascendentes e colaterais que estejam a seu cargo. Mesmo que sejam bebés e não contribuam com nada para esta coisa vaga que é o PIB.Acho que deviam deixar de lhe chamar número de contribuinte, uma vez que agora se estende a quem não contribui com nada.
Será também preciso que as facturas, que serão usadas para deduzir o imposto, tenham o nome e o número de contribuinte. Prevejo um aumento das filas de espera nos estabelecimento comerciais.
Publicado Decreto Lei 18/ 2011: altera planos de estudo do básico e secundário
Foi publicado o Decreto-Lei 18/2011, que altera a matriz curricular do ensino básico e secundário, introduzindo a quarta alteração ao Decreto-Lei 6/2001.
De destacar as seguintes mudanças:
1 .Extinção da Área de Projecto.
2. Fim da obrigatoriedade de frequência do Estudo Acompanhado. A partir de Setembro de 2011, o Estudo Acompanhado é só para alunos com dificuldades.
3 .Fim do par pedagógico na leccionação da disciplina de Educação Visual e Tecnológica.
4 .Permite a organização dos tempos lectivos no 2º e 3º ciclos do ensino básico em períodos de 45 ou 90 minutos.
Wednesday, February 02, 2011
O País dos senhores doutores
Depois daquele estendal saloio, condizente, talvez, com o passado académico conhecido do protagonista, devemos passar a anunciar Doutores ao quilo .
Tuesday, February 01, 2011
A realidade nacional
Dinheiros públicos (e miséria privada)
A grande massa dos portugueses, que vota nos governantes esbanjadores e apoia obras públicas caras e ostentatórias, não tem, no quotidiano, a noção reflectida donde procedem os «dinheiros públicos». Essa massa de ignorantes não pensa nisso; fica-se com a ideia de um cofre inesgotável, dum banco anónimo, dum tesouro mágico. É como se fossem dinheiros alheios ou de «ninguém» que se podem esbanjar e que não carecem de controle popular (nem de prestação de contas).Será necessário dizer, incessantemente, que os «dinheiros públicos» provêm exclusivamente dos impostos, das licenças, matrículas, multas e outras cobranças, ou extorsões, aos cidadãos. Não são um tesouro mágico. São como a tesouraria duma colectividade. Se os dinheiros partem em auto-estradas, TGVs, aeroportos, submarinos, automóveis de serviço, jantaradas oficiais, compra de bancos falidos, estádios, piscinas, polidesportivos, rotundas e arranjos urbanos para-saloio-ver (isto é, para o currículo dos políticos), e em pensões milionárias (duplicadas e triplicadas) dos gestores públicos e dos políticos, vai faltar dinheiro para os salários, os incentivos ao trabalho e à produção, para os subsídios de desemprego, a saúde, a educação, as pensões, a assistência aos pobres e os abonos de família. Tão verdade como eu estar aqui.Esta ignorância, irreflexão ou distracção alimenta a corrupção e a fraude.«Dinheiros públicos» são como dinheiros de «ninguém», como os caminhos de que cada um se pode servir desde que tenha acesso a eles. Podem ser vistos como «dinheiros do Estado». Ora, como a grande massa de gente confunde o Estado com o Governo, e como o Governo se pode assemelhar a uma camarilha de malfeitores, «ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão». Fraudar até pode ser uma garantia de reeleição democrática («Ele rouba mas faz»,«É esperto...»). Esta tolerância popular com a corrupção e a fraude aumentou com a democracia. Constituiu um traço do parasitismo,uma forte componente da mentalidade portuguesa.
O Correio da Manhã lançou uma petição para a discussão no Parlamento duma proposta de lei nesta matéria. Louvável. O problema é que as leis, para serem praticadas, necessitam dos governos enquanto os governos democráticos,como os que conhecemos desde há trinta anos, são cúmplices dos corruptos.A democracia chega a confundir-se com uma fraude. Um autarca que esbanja milhões em luxos públicos - para o seu próprio currículo político - que instaura uma piscina ou um polidesdeportivo em cada freguesia de mil habitantes, que abre rotundas, estradas,infraestruturas pelos campos fora para servir uma vivenda isolada, diz que essas obras foram pagas «com dinheiros públicos». Nunca diz: «fruto dos sacrifícios dos contribuintes». Se os cidadãos reflectissem que esses empreendimentos (construídos para o currículo pessoal dos políticos) estão aí em prejuízo dos gozos da saúde e da educação gratuitas, do subsídio de desemprego, dos abonos de família, das reformas, da assistência aos mais pobres e da alimentação doméstica, isto é, o que se gastou aí vai faltar para a equidade social... eu podia jurar-vos que, aquando das respectivas inaugurações, esses governantes gastadores dos dinheiros colectivos (se não apropriadores dos mesmos), deveriam ser recebidos não com aplausos mas com vaias, palavrões e, até, com gestos menos próprios como, por exemplo, à tomatada e à pedrada [«Esta sua obra contribuiu para a nossa pobreza! O seu projecto de currículo pessoal produz miséria geral!»].O problema é que são as culturas quem engendra as respectivas elites, daí que os povos têm as economias que merecem.Já a maior parte dos «dinheiros de Bruxelas» (a nova visão dum D.Sebastião) se foi em carros topo-de-gama, casas luxuosas e paraísos fiscais. Os ministros de há 20 anos vangloriavam-se de que entravam em Portugal, de Bruxelas, «tantos milhões de contos por dia». Inúmeras siglas públicas e privadas chuparam essesmilhões, sem controle. A decadência em que entramos também é o resultado desses parasitários «dinheiros de Bruxelas». Eles criaram a subsídio-dependência, afastaram os jovens do gosto do trabalho e deram cabo da agricultura e da pesca, passando nós a importar o que comemos. Quer dizer, acentuaram o tradicional parasitismo da mentalidade portuguesa.
Saturday, January 29, 2011
Propaganda
Hoje foi um fartote de "inaugurações de escolas requalificadas" (sic). Ou seja, nada foi inaugurado que não estivesse já aberto. O que na realidade foi "inaugurado" foi a pintura nova, a escadaria restaurada, a sala mais aprazível, o muro solidificado. Deu para Pinto de Sousa, ministros e secretários de Estado voltarem à estrada depois de duas semanas de intervalo. E continuarem tranquilamente a fazer o que fazem melhor - tentativas e repetições, em suma, propaganda de tesoura na mão.Friday, January 28, 2011
Plano Tecnológico da Educação
Há dinheiro para computadores Magalhães e para propaganda e não há dinheiro para uma simples caldeira.
A instrumentalização dos alunos
A ministra da educação disse que “instrumentalizar crianças para obter vantagens ou com qualquer outro objectivo de propaganda é infringir um princípio ético“. Isto não é propaganda, pois não? Não se vê por ali nenhum pai ou mãe das crianças, pois não? Então não é instrumentalização. O Estado e o Governo têm um direito natural e absoluto sobre as crianças. Os pais, não.
Sunday, January 23, 2011
Esterilidades políticas
Alegre foi, como Soares há cinco anos, vítima da sua ingenuidade e da sua sede de protagonismo.Embriagado com o milhão de votos conquistado nas últimas eleições presidenciais, então sem o apoio do PS, Manuel Alegre não percebeu que tinha conquistado essa votação precisamente por não ser apoiado pelo PS.
O regime em plebiscito
Friday, January 21, 2011
Os Ladrões do Povo
6 anos de mentiras, de demagogia (aumentos salariais e medicamentos à borla antes das eleições, etc.), de conversa fiada pré-eleitoral em que tudo estava bem, de projectos megalómanos para encher o olho, de festas e festanças com figurantes de luxo para enganar os pacóvios, de escândalos sucessivos que envolveram o ainda primeiro-ministro como nunca sucedera a outro governante cá do burgo, de trapalhadas a dar com o pau, enfim, um vómito para qualquer pessoa decente.
Mas tal foi o descaramento do bando do rato que, apesar dos avisos a coisa foi pegando, a forma escondeu a substância, e a malta lá foi, cantando e rindo, até aos dias de hoje, dias negros, de crise, em que os salários, que já mal chegavam ao fim do mês, sofreram o mais duro corte de que há memória em Portugal.
O trânsito, então, está uma maravilha desde a última segunda-feira… Até nisso Zé Sousa é amigo do ambiente…Os carrinhos ficam em casa e a classe média vai de autocarro…
Porreiro, pá!
Infelizmente, isto é só o princípio de um longo calvário que espera os Portugueses nos próximos anos.
O responsável por estes cortes salariais tem um rosto e um nome: PINTO de SOUSA.
E estes cortes são bem a marca de uma governação falhada, de um Governo incompetente que não hesitou em escolher o dilúvio só para ganhar as eleições de 2009.
Mas este Domingo pode ser o princípio do fim destes gajos sem vergonha que estão a dar cabo do País. Não é já tempo de apenas dizer mal. É tempo de começar, finalmente, a corrigir o erro.
Votai Cavaco, votai Nobre, votai até nessa marioneta que dá pelo nome de Defensor Moura ou no tonto madeirense. Se não quiserdes, ficai em casa, mandando às malvas o regime e o que considerais ser os seus rebentos.
Mas, acima de tudo, recusai o balão de oxigénio a Zé de Sousa , dando o voto ao pateta que renegou todas as críticas que antes fez ao Governo e se vendeu ao ‘chefe máximo’.
Votar Alegre é escolher Pinto de Sousa.
É perpetuar o governo miserável que rouba descaradamente o salário dos trabalhadores e se prepara para extorquir ainda mais o povo, mantendo, é claro, as suas próprias mordomias, luxos, carros, cartões e salários principescos.
Se domingo , Alegre não levar uma valente tareia nas urnas, então teremos bem o que merecemos e não nos poderemos queixar da miséria em que vivemos e para a qual fomos atirados.
Deixo, como recordação, este registo, o registo da única vez que me lembro de ter ouvido Pinto de Sousa falar verdade:
Wednesday, January 19, 2011
Vender Dívida passou a Investimento
Monday, January 17, 2011
Pátria
Enviaram - me este texto de Guerra Junqueira, in "Pátria", 1896, que não estará inteiramente desactualizado:"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896
Thursday, January 13, 2011
quatro grandes empresas já deram trabalho a 68 " boys"
A revelação é feita pelo «Diário de Notícias» na sua edição desta quinta-feira. Os cargos são bastante mais apetecíveis, já que há quem ganhe mais do que quando estava no Governo. Muitos boys até têm salários mais altos do que o primeiro-ministro: por mês auferem entre os três e os 20 mil euros; isto sem contar com uma série de privilégios como carros, telemóveis e ajudas de custo.
A liderar o «ranking» está a CGD, instituição que já deu emprego a 23 ex-ministros e secretários de Estado. Segue-se a PT (19), a Galp e a EDP, com 13 cada. Números que também contabilizam girls.
Contas feiras, 38 ministros(as) foram nomeados para cargos de relevância em grandes empresas públicas ou privadas, pouco mais de um ano depois de terem saído da política. Dá uma média de 2 por cada um dos 17 governos constitucionais PS, PSD e CDS que tomaram as rédeas do país nas últimas décadas.
Comentário: Alguns boys e girls que aceitam cargos no governo, apenas têm como objectivo principal, dar o salto para uma empresa pública... Não vamos aqui enumerar os casos, mas basta um pequeno exercício mental...
Wednesday, January 12, 2011
A relativização dos valores
Da muita e, por vezes, contraditória informação carreada pela Comunicação Social, poderá sintetizar-se, talvez, estarmos presente um modelo (fotográfico?) não assumidamente homossexual. Daí a imediata interrogação - o que fazia ele em Nova Iorque com Carlos Castro?
Acompanhava-o. Porquê, e a troco de quê?
Estas questões são, em meu entender, verdadeiramente assustadoras. Por elas se alcança a força magnética do dinheiro. A relativização dos valores. O móbil de (pelo menos) uma geração há meia-duzia de anos para cá crescendo em frente do ecran televisivo, sonhando uma fama sem suporte e sem merecimento.
O estrelato! É o que, na mediocridade das ideias e dos objectivos, os jovens portugueses têm em mente. Atingir o estrelato a qualquer preço. E, para tal, é necessário dinheiro - o dinheiro que lhes permita esperar calmamente pela sua oportunidade de serem cantores, modelos, actores, estilistas, cabeleireiros...
Pelo dinheiro, ao que se vê, fazem-se fretes como este, que está na origem do crime de Nova Iorque. E mata-se! Oxalá outros candidatos a fretes congéneres meditem um pouco antes de selar, futuramente, qualquer pacto semelhante...
Reformas milionárias da classe política
O DN está a colocar temas mais interessantes para a discussão pública, sobre a má gestão dos dinheiros como se também pode ver aqui
Curisamente na campanha eleitoral das últimas eleições legislativas discutia- se o casamento de homosexuais ( para desviar atenções).
Ver estratégias de manipulação mediática
Tuesday, January 11, 2011
Os ratos começam a fugir
Ei-la, agora, a reconhecer que o recurso ao financiamento "É mais fácil se tivermos um apoio externo, desde logo porque isso permite que o ajustamento não seja tão abrupto, mas feito sozinho, para os mercados acreditarem nele, teria que ser brutal", e que "com o apoio de uma dessas instituições (FMI ou Fundo Europeu), pode ser menos abrupto"
Que a sua estrada de Damasco faça o Governo ver a luz, rendendo-se à evidência do seu fracasso (no que não tenho qualquer esperança, confesso), já que as patetices continuam a proliferar lá por essas bandas…
Sunday, January 09, 2011
Um Retrato do Estado Português
- Há 12 mil entidades que não apresentam contas
- A cada 12 dias nasce uma fundação
- O seu dinheiro paga viagens, flores, arte, concertos e até tapetes
- Uma década perdida por causa do "monstro"
- Lista dos Institutos Públicos
- Lista das Fundações
- Concentração de tetas
- Maldita chuchadeira pública
- Os Filhos e os Enteados Públicos
Não há receitas que consigam sustentar tantos organismos públicos.Muitos deles para sustentar os " boys" do partido que está no governo e toma de assalto os serviços do Estado.
Curiosamente estes temas são debatidos agora e não foram debatidos na campanha eleitoral das últimas legislativas. Na altura os polítcos estavam mais concentrados nos casamentos dos homosexuais.
Ver estratégias de manipulação mediática
Friday, January 07, 2011
O grande absurdo
Nesta campanha eleitoral passa-se metade do tempo a ouvir pessoas dizer que querem fazer o que não podem fazer; e a outra metade do tempo a ouvir pessoas dizer que não podem fazer o que gostariam. Isto é totalmente absurdo!
Se o cargo não tem grande força política, porque se gasta tanto dinheiro em eleições e campanha eleitoral?
Os alemães resolveram o problema , sendo o Presidente da República nomeado pela Convenção federal em (alemão Bundesversammlung) .
A Bundesversammlung é composta por todos os deputados federais do Bundestag e um número igual de representantes dos Estados da Alemanha.
Os espanhois resolveram o problema, tendo um rei , uma pessoa isenta, acima de todos os partidos políticos. Existem estudos económicos que mostram que a monarquia espanhola fica menos dispendiosa que a presidência de Repúbica Portuguesa.
O nosso regime é bastante dispendioso e não é eficaz; ou se gasta dinheiro e dá- se mais poderes ao Presidente da República ( exemplo françês) , ou se gasta menos dinheiro e dá- se menos poderes ao presidente da República ( exemplo alemão). Cmo a nossa Constituição é demasiado rígida e complexa, a curto prazo, não há hipóteses de alterar a situação.
António Barreto sobre as eleições presidenciais hoje em entrevista ao Diário de Notícias
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Wednesday, January 05, 2011
" Casa da Denocracia " ou "Casa dos Segredos "
Quando um roubador de gravadores de jornalistas como o sr. Ricardo Rodrigues preside a uma comissão parlamentar de inquérito, está tudo dito acerca do "prestígio" da "instituição" sediada em São Bento.Tuesday, January 04, 2011
Torneios internos de Jogos Matemáticos ( Escola Eugénio de Castro )

As inscrições decorrem durante o mês de Janeiro até ao início dos respectivos torneios , que deverão ser efectuadas ou ao professor de Matemática da respectiva turma, ou ao professor João Maduro, ou ao professor António Silva.
Os torneios serão em Fevereiro em dias fixos, das 14.45 às 16.55, quintas feiras na sala CEV.
Num determinado jogo, se houver poucos alunos inscritos, jogarão todos contra todos; na eventualidade de existir muitos alunos, será utilizado o sistema suíço, neste caso havendo uma finalíssima entre os dois primeiros.
Datas dos torneios
HEX 11x11 3º ciclo - 3 de Fevereiro
OURI 2º ciclo - 3 de Fevereiro
GATOS e CÃES 2º ciclo - 17 de Fevereiro
RASTROS 3º ciclo - 10 de Fevereiro
OURI 3º ciclo - 10 deFevereiro
HEX 11x11 2º ciclo - 10 deFevereiro
Início nos dias indicados a partir das 14.45 ; a hora de encerramento está dependente do número de alunos inscritos .
O objectivo dos torneios é o apuramentos dos 6 representantes da Escola na final nacional de 18 de Março na cidade de Lisboa.
Endereço oficial da competição em http://joaomaduro.blogspot.com/
Wednesday, December 29, 2010
Escolas com menos dinheiro a partir de Janeiro
O ano de 2011 vai ser de penúria para as escolas. Cortes de 20% nas ajudas de custo, de 10% nos subsídios de transporte, de 5.5% nas despesas de funcionamento e dezenas de milhares de horários a menos a partir de Setembro de 2011.
Enquanto isso, a Parque Escolar continua na senda do endividamento, construindo escolas de luxo com custos de manutenção muito acima daquilo que o país pode suportar. Quem vai pagar a factura do despesismo? Os professores no activo com novos cortes nos salários.
Não se vê o governo a reduzir as despesas na propaganda, no centralismo,nos ministérios , Fundações e Institutos Públicos, no TGV, no novo aeroporto, nas três previstas auto estradas Lisboa Porto , no computador Magalhães e nos ordenados dos "boys" administradores das empresas públicas.
Tuesday, December 28, 2010
Empresas públicas ganham milhões com mercados e não dão nada ao Estado
O Tribunal de Contas (TC) identificou várias "situações de incumprimento" na gestão financeira das empresas públicas ao nível do exigido pelo Regime da Tesouraria do Estado (RTE) - que determina que os investimentos financeiros do sector empresarial do Estado devem estar no Tesouro. A situação é especialmente crítica no sector dos transportes e das infra-estruturas.
Nesse sector, apenas 5,9% das aplicações financeiras estão em contas do Tesouro, no Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), ao contrário do que o RTE obriga. Este tipo de incumprimento, lembra o TC, "passou a integrar as situações susceptíveis de demissão dos gestores públicos" este ano.
CP, Metro de Lisboa e Rede Ferroviária Nacional (Refer) são as empresas mais visadas pelo TC, sobretudo a CP. "As situações de incumprimento neste sector são relevantes porque resultam da não implementação dos procedimentos operacionais legalmente exigidos [...] em resultado da posição assumida pela gestão, em especial da CP, de não pretender cumprir a determinação legal relativa à unidade da tesouraria do Estado", diz o TC.
A regra Segundo foi estipulado desde 2005, através das diferentes leis do Orçamento, as empresas públicas estão sujeitas à unidade da tesouraria do Estado, pelo que devem ter as suas aplicações em contas no Tesouro. Conforme explica o TC, "a centralização dos fundos na tesouraria do Estado tem como finalidade aumentar a eficiência da administração financeira do Estado e gerar ganhos financeiros, ao possibilitar o financiamento do Estado com fundos de serviços públicos que, de outro modo, estariam aplicados no sistema bancário". Este dinheiro podia, por exemplo, comprar dívida pública.
Comentário: E são estes gestores que, além de receberem chorudos vencimentos, ainda recebem centenas de milhares de euros em "prémios"... apesar dos prejuízos apresentados pelas suas empresas...
Wednesday, December 22, 2010
A vergonha do BPN
O estado nacionalizou o BPN há um ano e a coisa resumia-se a pouco mais de mil milhões de euros, incorporando o BPN na CGD e tentando tapar o sol com a peneira.Muitos dos "economistas" e "filósofos" do regime por aqui andaram a justificar a coisa. Era um risco sistémico, o estado só estava a prestar um aval, não havia perdas para os contribuintes... havia até um dos leitores/comentadores que dizia que se calhar com isto o estado até ia ganhar dinheiro, e que a CGD ao incorporar o BPN tinha assumido as dívidas mas também ficava com os activos. Ou seja, poderia vir a ser um bom negócio.Enfim... foi o que se viu. A factura que era de 1.3 mil milhões de euros em Janeiro de 2009, está já em 5 MIL MILHÕES DE EUROS: ou seja, os "ganhos" foram de -3.7 mil milhões de euros, e o banco não vale três reis de mel coado (ninguém lhe pegou na privatização que foi tentada pelo governo). O caso BPN é, como era fácil de ver, um CASO DE POLÍCIA que nada tem a ver com a crise financeira internacional, mas sim com roubo e actividade fraudulenta: um crime nojento.Para terem uma ideia do descalabro, 5 mil milhões de euros é o que o nosso PM José Pinto de Sousa quer injectar na economia nacional para fazer com que ela recupere da "maior crise dos últimos 80 anos", ou a "maior crise das nossas vidas", como costuma dizer nos seus discursos cheios de VAZIO.Sinceramente, não podem ser os contribuintes a pagar. E o que se espera do governo é que identifique estes casos e actue na defesa dos interesses de todos, e não só de alguns. E seja competente. Fazer o que é óbvio qualquer um é capaz. Colocar os contribuintes a pagar as fraudes cometidas por por estes senhores é INACEITÁVEL.Sunday, December 19, 2010
Dez Estratégias
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o povo de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área das ciências, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este tenha a percepção que participou nas medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público exija novas leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários baixíssimos, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é aplicado imediatamente. Segundo, porque o público - a massa - tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá vir a ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE DE CRIANÇAS SE TRATASSE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos da debilidade mental, como se cada espectador fosse uma criança de idade reduzida ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Porquê? "Se você se dirigir a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a dar uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".
6- UTILIZAR MUITO MAIS O ASPECTO EMOCIONAL DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do discurso emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido crítico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para incutir ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de eliminar (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover no público a ideia de que é moda o facto de se ser estúpido, vulgar e inculto...
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suas capacidades, ou do seu esforço. Assim, ao invés de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo, do qual um dos seus efeitosmais comuns, é a inibição da acção. E, sem acção, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado um crescente afastamento entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si próprios.
Wednesday, December 15, 2010
Qual a amostra para as provas do PISA 2009 ?
O GAVE perdeu credibilidade com a crescente politização dos resultados dos exames nacionais durante o consulado de Maria de Lurdes Rodrigues. É conhecida a polémica que envolveu a SPM e o GAVE em torno dos resultados nos exames de Matemática do 9º ano.
As justificações do GAVE não convencem.
Enquanto o ME não libertar a informação sobre todo o processo que envolveu as provas do PISA/2009, as dúvidas sobre a manipulação da amostra permanecem. Quem não deve não teme. Até porque circulam emails com denúncias concretas à OCDE sobre uma putativa falta de seriedade no processo. Se o ME está convencido da lisura e seriedade com que o processo se concretizou por que razão mantém o secretismo sobre a constituição da amostra e os procedimentos na administração dos testes?
A desconfiança face às agências do Estado tuteladas há 13 anos pelos socialistas justifica cada vez mais que o muito sensível dossié dos exames nacionais seja entregue a uma agência independente do Governo. É o que acontece em várias países europeus, entre os quais a Inglaterra.
O GAVE deixou-se instrumentalizar a propósito dos exames de matemática e de português e agora nada do que faça fica isento de suspeita.
As respostas que a ministra da educação deu hoje à deputada do BE, Ana Drago, não convencem. A ministra disse que não tinha informações sobre a amostra seleccionada para integrar o PISA/2009.
A única forma de dissipar as dúvidas é através da divulgação das listas de alunos que as 212 escolas seleccionadas enviaram para a OCDE. Como foram elaboradas as listas? Com que critérios? Houve alunos que ficaram de fora porque tinham notas medíocres? Os alunos seleccionados foram objecto de treino específico para resolverem as perguntas dos testes do PISA? É assim tão difícil fazer isso? O GAVE não tem essa informação?
E se o GAVE resiste a fornecer a informação, há sempre a possibilidade de se criar uma comissão parlamentar de inquérito que obrigue o GAVE a fazê-lo.
Esta questão é demasiado importante para que subsistam dúvidas sobre a seriedade do processo.
Tuesday, December 14, 2010
Eles abandonam o barco

Segundo o site AngoNotícias, Armando Vara é o novo PCA da Camargo Correia África, tendo assim a seu cargo as actividades da empresa brasileira em Moçambique e Angola. Irá fazer boa equipa com Guebuza (ver aqui, aqui e aqui) e dos Santos.
Armando Vara, beneficiado por uma carreira «fulgurante», desde o seu início ao balcão da CGD em Vinhais, sujeito a muitas polémicas, em que se falou do compadrio com António José Morais, as obras no monte que comprou em Montemor o Novo, a fundação para a prevenção rodoviária, a licenciatura, a passagem da administração da CGD para o BCP Milenium, a Operação Face Oculta e os robalos do Godinho, aceitou agora um presente estrangeiro e abandona o barco.Os «boys» nunca ficam a perder, pois a coesão entre os elementos do grupo faz-se sentir sempre que seja necessário evitar que se «zanguem as comadres para não se saberem as verdades», velho ditado popular que mostra conhecimentos de sociologia. Tudo se encaixa nesta complexa malha de que enferma a sociedade moderna, não só nacional como também internacional.Quanto ao abandono do barco, não é o primeiro e não será, provavelmente, o último, sendo de recordar o ex-administrador do BPN, Dias Loureiro, agora bem instalado em Cabo Verde numa empresa que estava ligada ao BPN, Morais Sarmento que foi acolhido pela empresa espanhola Iberdrola e Agostinho Branquinho que aceitou o presente oferecido pela Ongoing, e isto para não falar dos que foram ocupar brilhantes cargos internacionais, por ordem cronológica, António Guterres, Manuel Durão Barroso e Jorge Sampaio.Daqui, se conclui que é muito sensato e oportuno o conselho dado por Cavaco Silva aos jovens para se interessarem pela política. Está aí uma carreira de futuro promissor, pois a dedicação ao líder do momento, a conivência, a cumplicidade e a amabilidade para empresas e donos do capital em geral, rende sempre bons dividendos e uma imunidade e impunidade que a experiência diz ser incontornável. Isto aplica-se mesmo internamente, pois é expressiva a lista dos «tachos» de ex-políticos, que circula com frequência pelos e-mails.Entretanto a AOFA informa, por comunicado de 27 de Outubro de 2010, que «jovens que sobrevivem no Afeganistão e noutras missões poderão não resistir ao terror em Portugal. O Orçamento de Estado atira para o desemprego 3.000 jovens militares em regime de contrato». Realmente a carreira política é muito mais compensadora e sem os riscos de vida que aqueles militares correm.
Monday, December 13, 2010
Com gente desta na Admnistração, o que me admira é que o Millennium ainda não tenha ido à falência
Wednesday, December 08, 2010
Resultados PISA-2009 em literacias de Leitura, Ciências e Matemática
Literacia Científica: 2003: 468 pontos; 2006: 474 pontos; 2009: 493 pontos
Literacia de Leitura: 2006: 472 pontos; 2009: 489 pontos
Literacia em Matemática: 2003: 466; 2006: 466; 2009: 487 pontos. Portugal foi o 17º país em 33 países. Houve uma evolução positiva entre 2006 e 2009.
Portugal melhorou nas 3 áreas, aproximando-se da média da OCDE.A OCDE atribui os resultados a melhorias nas refeições escolares, mais apoios sociais, mais banda larga nas escolas e formação contínua de professores de Matemática, Ciências e Português.Eu acrescentaria mais tempo de trabalho dos professores em casa e na escola. Não tenho dúvidas de que os professores estão a trabalhar bem mais horas por semana do que há meia dúzia de anos atrás. Em muitos casos, os docentes excedem em muito as 40 horas por semana. Como português e professor, só posso estar satisfeito com os resultados.
Para saber mais
O Relatório PISA/2009
Tuesday, November 30, 2010
PPP for the boys
Bastante mais útil seria facultar um resumo plurinanual dos encargos já assumido com as PPP. Mas isso não permitiria ao governo nomear mais três boys administradores
Desigualdades salariais
Não se comprende a passividade com que encaramos o anúncio dos vencimentos dos CEO das empresas do PSI20. No entanto, considero verdadeiramente escandalosos os vencimentos publicados dos gestores das empresas do PSI20:a) 3,1 milhões de euros para o CEO da EDP (703 mil euros de vencimento fixo e o restante de bónus anual);
b) 2,5 milhões de euros para o CEO da PT (1 milhão de bónus);
c) 1 milhão de euros para o CEO do BES;
d) 727 mil euros para o CEO do BPI;
e) etc., etc., etc.
Segundo o Jornal de Negócios, a relação entre os vencimentos médios dos administradores e os salários médios dos trabalhadores em cada empresa do PSI20 é a seguinte:
Jerónimo Martins - 60,9 vezes
PT - 51,8
Sonae - 42,5
Zon - 28
Mota-Engil - 27,6
EDP - 27,1
Semapa - 20,9
Brisa - 18,8
Portucel - 16,7
Galp Energia - 16,1
Banco Espírito Santo - 14,5
BPI - 13
BCP - 11,2
Sonaecom - 8,1
REN - 6,7
Sonae Indústria - 6,4
Isto é inaceitável. Um escândalo. A demonstração de que somos um país sub-desenvolvido, sem princípios de solidariedade e onde não existe respeito por quem trabalha.Eu considero que num país JUSTO, SOLIDÁRIO e EVOLUÍDO, a relação máxima entre os salários médios dos administradores e os salários médios dos trabalhadores não pode ser superior a 10. E isso deve aplicar-se a todo o país. Ou seja, só as empresas Sonae Indústria, REN e Sonaecom do PSI20 passam neste critério.Lamento mas não consigo perceber como é que numa organização o sucesso pode ser somente de meia dúzia. O sucesso é de todos, desde o administrador de topo ao funcionário da limpeza. E todos têm de ganhar com o sucesso da organização, pois todos contribuem, dentro das suas funções, para os resultados obtidos. É uma questão de princípio.Escandalosos e incompreensíveis estes vencimentos.É necessário poder manter os melhores em Portugal. Mas não a qualquer preço, muito menos se para isso tivermos de ceder nos princípios e no dever de zelar por um desenvolvimento equilibrado e sustentável de Portugal.De uma vez por todas: os vencimentos devem ser atribuídos pelo mérito, estar ligados aos resultados da organização e não deve existir uma relação superior a 10 entre a média dos salários dos administradores.Levantar o país significa dar alento aos portugueses, com exemplos e com uma elite que seja uma referência e uma boa influência.
Wednesday, November 24, 2010
As excepções aos cortes salariais
Uns são filhos outros são enteados.
Mais uma medida polémica, tomada por um governo sem vergonha.
Saturday, November 20, 2010
Vergonha de Portugal
Num lúcido e brilhante texto, Helena Matos diz tudo aquilo que bate e rebate, dia após dia, na consciência dos portugueses: escolhemos a maior vergonha que havia no país para nos governar.Os portugueses, na sua maioria não são como esse senhor.E eu, da parte que me toca, teria uma vergonha imensa de ter um irmão assim.
